Mais sombrio que Wolverine: Hugh Jackman entrega atuação potente em versão realista deste personagem clássico
Bruno Botelho dos Santos
-Redator | crítico
Bruno é redator e crítico do AdoroCinema, que divide seu tempo na cultura pop entre tomar susto com os mais diversos filmes de terror, assistir os clássicos do cinema ou os grandes blockbusters e enaltecer o trabalho de David Lynch e Stanley Kubrick.

Já assistimos A Morte de Robin Hood, nova versão do personagem clássico estrelada por Hugh Jackman, e contamos nossas impressões sobre o filme.

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A lenda de Robin Hood já foi levada ao cinema inúmeras vezes, seja no clássico As Aventuras de Robin Hood (1938), na animação da Disney Robin Hood (1973) ou no sucesso com Kevin Costner, Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões (1991). Entre as diferentes releituras do personagem para as telonas, agora essa história ganha sua versão mais brutal e sombria em A Morte de Robin Hood, estrelado por Hugh Jackman.

Qual é a história de A Morte de Robin Hood?

Em A Morte de Robin Hood, o clássico conto do justiceiro que tirava dos ricos para dar aos pobres ganha uma nova versão, mais sombria e reflexiva. Robin Hood (Hugh Jackman) luta mentalmente com seu passado marcado por crimes e assassinatos. Depois de sobreviver por pouco à batalha que considerava ser a última, Hood fica gravemente ferido. Enquanto se confronta com os erros cometidos no passado e com as cicatrizes da briga, o lendário herói é encontra por uma mulher misteriosa que passa a cuidar de seus ferimentos. Fora de combate, ele é obrigado a lidar com as consequências de sua história.

Hugh Jackman apresenta uma versão brutal (mas cansativa) de Robin Hood

O diretor e roteirista Michael Sarnoski, responsável por PIG - A Vingança e Um Lugar Silencioso: Dia Um, faz questão de mostrar logo de cara sua releitura de Robin Hood mergulhando na brutalidade e sujeira da Idade Média. Não temos a figura heroica clássica, mas um homem cansado e movido por violência, o que vemos na primeira parte do filme com sequências de lutas intensas e confrontos sangrentos e cruéis.

Hugh Jackman é a escolha perfeita para essa versão de Robin Hood e leva sua fisicalidade – algo que conhecemos bem na sua interpretação de Wolverine – para níveis ainda mais viscerais, ao mesmo tempo que consegue explorar as angústias do personagem. São dois lados de uma mesma moeda que ele já havia trabalhado em Logan (2017).

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Depois de um começo sem freios, Sarnoski parte para um lado mais intimista enquanto o protagonista reflete sobre seu passado violento e seu corpo, velho e ferido, sofre essas consequências. É interessante como a produção propõe essa desconstrução, em uma atmosfera sombria, mas esse tom melancólico e niilista acaba se tornando cansativo, repetitivo, e perde força ao longo de pouco mais de duas horas de duração.

A Morte de Robin Hood chega aos cinemas nesta quinta-feira (13).

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