Charlize Theron, atriz de A Odisseia, completa 51 anos: "Toda minha vida estava dentro de uma mala, mas havia um mundo que eu queria ver"
Amante dos filmes de fantasia e da Beyonce. Está sempre disposta a trocar tudo por uma sitcom ou uma maratona de Game Of Thrones.

A estrela de cinema contou como surgiu sua grande oportunidade... pedindo esmola em um banco.

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Antes de se tornar uma das atrizes mais disputadas de Hollywood, estrelando superproduções como Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller, e, mais recentemente, A Odisseia, de Christopher Nolan, Charlize Theron era apenas uma jovem sul-africana que desembarcou em Los Angeles praticamente sem dinheiro e sem conhecer a cidade.

Tão inexperiente que, ao ver no bilhete de avião o destino "Los Angeles", chegou a pensar que havia embarcado para o lugar errado, já que acreditava que deveria ir para "Hollywood". Ainda assim, tinha um objetivo muito claro: realizar o sonho de se tornar atriz.

"Toda a minha vida cabia em uma única mala"

Em uma entrevista concedida à Oprah Winfrey, publicada há alguns anos, a estrela relembrou com sinceridade e bom humor os primeiros meses tentando construir uma carreira na capital do cinema.

Para conseguir pagar o aluguel, trabalhou como garçonete e, mais tarde, entrou para uma agência de modelos, aceitando trabalhos que outras profissionais recusavam por serem pouco glamourosos. Foi esse dinheiro que lhe permitiu sobreviver até conquistar seu primeiro papel no cinema, em Colheita Maldita 3. Mesmo assim, a situação era extremamente difícil:

Toda a minha vida cabia em uma única mala. Era uma mala de tecido rasgada, que precisei consertar com grampos de cabelo. Minha única alternativa era voltar para casa, mas, naquele momento, eu não tinha futuro lá. Não havia terminado o ensino médio nem cursado uma universidade

O encontro que mudou sua vida aconteceu em um banco

Foi justamente quando parecia não haver saída que surgiu a oportunidade que mudaria completamente sua trajetória. Theron contou que foi até um banco para descontar o último cheque recebido por um trabalho como modelo em Nova York. Como o cheque era de outro estado, o banco se recusou a fazer o pagamento, justamente quando ela mais precisava daquele dinheiro.

Enquanto insistia com a atendente, um homem que estava no local resolveu ajudá-la: "Não existe nada mais poderoso do que uma mulher vulnerável. Eu sabia disso. O que eu não imaginava era que, naquele momento, estava fazendo um teste para um homem que acabaria se tornando meu empresário."

Ao sair do banco, o desconhecido lhe entregou um cartão de visitas. Era John Crosby, empresário que representava nomes como John Hurt e Rene Russo: "Ele me disse: 'Se você quiser, posso representá-la'. Se eu não tivesse entrado naquele banco, talvez não estivesse aqui hoje".

Hoje vencedora do Oscar e uma das maiores estrelas da indústria, Charlize reconhece que talento, por si só, nem sempre basta: "Eu estaria mentindo se dissesse que sorte não existe. Estar no lugar certo, na hora certa, faz diferença. Se eu não tivesse conhecido John, sinceramente não sei o que teria acontecido depois. Eu nem fazia ideia de como conseguir um agente. Se eu não tivesse entrado naquele banco naquele dia, acredito que não estaria aqui hoje. Existem muitos atores talentosos que simplesmente nunca recebem essa oportunidade."

O restante da história já é conhecido. Aos poucos, Charlize Theron construiu uma das carreiras mais respeitadas de Hollywood e hoje integra o elenco de A Odisseia, que se aproxima da marca de 700 milhões de dólares nas bilheterias mundiais e segue em cartaz mesmo diante da estreia de peso de Homem-Aranha: Um Novo Dia.

Curiosamente, seu primeiro trabalho no cinema, Colheita Maldita 3, atualmente não está disponível nos principais serviços de streaming, enquanto os outros dois filmes citados acima estão em cartaz nos cinemas.

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