"Chega num momento muito importante": Após Marighella, Bruno Gagliasso mergulha em novo filme sobre a ditadura
Bruno Botelho dos Santos
-Redator | crítico
Bruno é redator e crítico do AdoroCinema, que divide seu tempo na cultura pop entre tomar susto com os mais diversos filmes de terror, assistir os clássicos do cinema ou os grandes blockbusters e enaltecer o trabalho de David Lynch e Stanley Kubrick.

Novo filme estrelado por Bruno Gagliasso, Honestino chega aos cinemas brasileiros em 13 de agosto, inspirado em uma história real.

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Bruno Gagliasso assume um dos papéis mais importantes de sua carreira no filme Honestino, que estreia em 13 de agosto nos cinemas brasileiros e retrata a história do líder estudantil Honestino Guimarães, desaparecido durante a Ditadura Militar.

Bruno Gagliasso estrela Honestino: "Memória, reflexão e resistência"

Antes de ser lançado nos cinemas brasileiros, Bruno Gagliasso compareceu a uma exibição especial de Honestino no Cine Belas Artes, em São Paulo, nesta quarta-feira (5).

Em uma publicação no Instagram, o ator que interpretou um delegado torturador em Marighella comentou sobre a importância do filme neste momento.

"Quando a verdade vira opinião e a memória passa a ser disputada, o cinema ganha uma responsabilidade enorme", escreveu Gagliasso. "Acho que Honestino chega num momento muito importante. Cada um tem a sua versão dos fatos, a desinformação se espalha numa velocidade absurda e a memória coletiva vai sendo apagada ou distorcida. Num cenário assim, um documentário como Honestino deixa de ser apenas um filme. Ele vira um instrumento de memória, de reflexão e de resistência. Não para impor uma verdade, mas para nos lembrar da importância de buscar os fatos, de ouvir quem viveu a história e de não aceitar que ela seja reescrita ao sabor das conveniências".

Qual é a história de Honestino?

Dirigido por Aurelio Michiles, Honestino retrata a vida do líder do movimento estudantil, presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e aluno da UnB (Universidade de Brasília), que se tornou uma das vítimas da Ditadura Militar. Brutalmente assassinado aos 26 anos, o Estado apenas reconheceu a culpa do homicídio após vinte anos, ainda assim, é possível relatar os traumas deixados para os estudantes de Brasília. Com o intuito de tornar a história inspiradora de Honestino Guimarães atual outra vez, o longa reúne uma série de arquivos inéditos sobre a trajetória dele, incluindo a sua luta e legado para – ao menos tentar – construir uma história melhor para o Brasil do que aquela que ele pode viver.

O filme estreia em 13 de agosto nos cinemas brasileiros.

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