Christopher Nolan sobre a influência de Guillermo del Toro em A Odisseia: "Os monstros são como qualquer outro personagem"
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Para dar vida às criaturas mitológicas na superprodução gravada inteiramente em câmeras IMAX, o cineasta britânico rejeitou o uso de computação gráfica e apostou em animatrônica, robótica e efeitos práticos inspirados na visão de Del Toro.

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Christopher Nolan sempre defendeu o valor dos efeitos práticos em detrimento do uso excessivo de CGI, mas, para dar vida aos monstros e criaturas mitológicas de A Odisseia, encontrou uma fonte de inspiração verdadeiramente inesperada: Guillermo del Toro.

O diretor britânico reconheceu que a maneira como o cineasta mexicano enxerga os seres fantásticos foi fundamental para enfrentar um dos maiores desafios desta ambiciosa adaptação da obra de Homero, uma superprodução gravada inteiramente com câmeras IMAX e concebida para transformar a mitologia grega em uma experiência tão espetacular quanto palpável. Para Nolan, o segredo não reside em criar monstros apenas impressionantes, mas em tratá-los como autênticos personagens.

Guillermo del Toro foi a inspiração por trás dos monstros em A Odisseia

Christopher Nolan explicou que a influência de Guillermo del Toro foi decisiva no processo de concepção das criaturas mitológicas de A Odisseia:

Me inspirei muito em Guillermo del Toro. O que aprendi com ele é que um monstro não é apenas um monstro. É preciso abordá-los como a qualquer outro personagem.

Fiel à sua visão de cinema, Nolan voltou a rejeitar o uso de imagens geradas por computador. Em vez de recorrer ao CGI, a equipe utilizou animatrônica, robótica, marionetes e efeitos práticos para recriar criaturas como Cila, apostando em uma presença física marcante que reforçasse o realismo do universo mitológico.

Por essa mesma razão, um dos maiores desafios foi dar vida a Polifemo, o ciclope interpretado por Bill Irwin. Para alcançar o resultado desejado, a produção combinou diversos recursos físicos com a atuação do próprio ator, cuja experiência prévia como mímico e artista corporal revelou-se fundamental.

Com um orçamento próximo de 250 milhões de dólares e gravado em locações naturais de diversos países, A Odisseia representa mais um salto de escala para o diretor. Além de se tornar o primeiro filme totalmente rodado com câmeras IMAX, a produção se destaca pela grandiosidade e pela forma como combina a épica clássica com uma encenação inteiramente física.

No entanto, para além do imenso aparato técnico, o cineasta considera que esta adaptação sintetiza as obsessões narrativas que percorrem toda a sua filmografia:

"Venho contando esta história em todos os meus filmes há anos. É uma história sobre família, amor, vingança, guerra e amadurecimento".

A Odisseia, de Cristopher Nolan, está em cartaz nos cinemas brasileiros.

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