93 anos e 2 Oscars: Esta lenda de Hollywood estrelou um dos filmes de guerra mais realistas de todos os tempos
Jornalista em formação dividida entre a paixão pelo cinema e pela música. Como coração é grande, cabe desde comédias românticas até documentários musicais. Sempre em busca de encaixar sua devoção por Jorge Ben Jor e John Carpenter em alguma conversa.

Especialista militar revela que a verdadeira obra-prima do gênero é este clássico esquecido que ostenta incríveis 97% de aprovação.

>

Para muitos, um mérito quase inerente aos grande e mais bem avaliados filmes de guerra é o quanto ele consegue representar, com realismo, o conflito nas telonas. Seja por ter prestado atenção em detalhes técnicos imperceptíveis para os leigos, seja por apresentar com precisão os eventos históricos retratados, esse gênero, em muitos sentidos, é celebrado nos termos do quão bem foram traduzidos os acontecimentos de tais disputas.

Tom Hanks narra toda Segunda Guerra Mundial nesta nova série documental perfeita para os fãs de O Resgate do Soldado Ryan

Mas qual seria, então, o filme de guerra mais realista de todos os tempos? O veterano de guerra e ex-fuzileiro naval James D. Dever, que atua hoje como consultor técnico militar em Hollywood, tem a resposta para essa pergunta e ela é o pouco lembrado e subestimado filme de 1964, Zulu, protagonizado pela lenda Michael Caine.

"Se você nunca viu este filme, precisa assisti-lo", declarou Dever para o site Task & Purpose sobre a obra ambientada na Guerra Zulu, em 1879. "As formações correspondem exatamente àquela época, os rifles, a forma como [os soldados] se comportam. Ele é tão real que isso por si só já o torna um bom filme".

O longa se encaixa exatamente na descrição que Dever faz do que seria uma obra de guerra realista. "A época não importa. São os uniformes e a maneira como [os personagens] se movem e se comportam que determinam o realismo de um filme de guerra para mim", disse ele.

Para um oficial de longa data como Dever, até as mais sutis banalidades em cenas de combate podem quebrar a quarta parede, como expressões erradas do jargão militar, manuseio incorreto de armas, equipamentos e táticas que não correspondem ao tempo histórico ou erros na vestimenta e nos uniformes.

"Em alguns desses filmes, hoje parece que as roupas foram tiradas direto do cabide", explica Dever. "Elas não parecem sujas ou suadas, e nada sugere que o uniforme já foi usado por algum tempo".

No caso de Zulu, que mantém uma aprovação de 97% no Rotten Tomatoes, Dever não poupa elogios e diz que as estratégias retratadas no filme são verdadeiramente autênticas e fiéis à época, especialmente o modo como o personagem de Caine, o tenente Gonville Bromhead, comanda as tropas britânicas na trama.

"Um dos meus filmes favoritos": Christopher Nolan admira esta épica aventura esquecida que o "impressionou completamente"

O longa, que também é estrelado por Stanley Baker e Jack Hawkins, acompanha o trágico e violento combate entre o povo Zulu e o Império Britânico. Na conhecida como a Batalha de Rorke's Drift, um regimento britânico de pouco mais de 100 soldados se vê cercado por um grupo de 4000 guerreiros Zulu. Ao tentar defender sua posição no local, uma pequena estação missionária na colônia sul-africana de Natal, os comandantes dividem opiniões e não sabem se preparam-se para o ataque ou para uma retirada.

facebook Tweet
Links relacionados