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    Jurassic Park x Jurassic World: Conheça as diferenças nos efeitos especiais
    Por Ygor Palopoli — 12 de mai. de 2020 às 15:55
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    É dinossauro ou gente vestida de dinossauro?

    Já se foram quase 30 anos desde que o mundo pôde conferir pela primeira vez o resultado dos esforços do time de produção para levar Jurassic Park aos cinemas com o nível certo de realismo desejado. Na época, a indústria dos efeitos visuais vinha passando por uma mudança de paradigmas e Hollywood presenciava uma importante mudança na área digital. 

    Sabendo disso, Steven Spielberg foi ofertado a usar parte do orçamento do filme para construir modelos computadorizados dos dinossauros gigantes, mas optou por outra coisa — que acabou fazendo toda a diferença. Décadas depois, Jurassic World teve a chance de repetir o sucesso de sua obra original e acabou mostrando uma outra faceta dos efeitos visuais, igualmente importante. 

    Pensando em todas estas diferenças - e no lançamento em breve do Jurassic World: Dominion - , o AdoroCinema resolveu elaborar uma matéria explicando como os efeitos especiais mudaram em Hollywood ao longo dos anos e como a franquia do Parque dos Dinossauros retratou isso muito bem. Vamos lá! 

    JURASSIC PARK E OS ANIMATRÔNICOS 

    Antes de levar três Oscars para casa e passar meia década no topo da lista de maiores bilheterias da história do cinema, Steven Spielberg tomou uma decisão: seus dinossauros seriam os mais realistas possíveis. Mesmo dispensando a sugestão de digitalizar os "bichões", ele sabia que precisaria de uma boa equipe de efeitos especiais para realizar a interação dos animais com o cenário e os atores, e assim pediu ajuda para um grande amigo.

    George Lucas, que na época já liderava a Industrial Light & Magic, uma das maiores empresas no ramo de efeitos, recebeu o convite de Spielberg para tornar os animatrônicos reais e orgânicos, e não poupou esforços em chamar para junto de si uma boa parte do time responsável pelo stop-motion de Star Wars, liderado pelo talentoso Phill Tipett, e começou os trabalhos. 

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    A ideia era a seguinte: os animatrônicos (uma espécie de robô gigante construído e movimentado manualmente) seriam feitos nos mínimos detalhes possíveis e depois receberiam uma aplicação em stop-motion. No entanto, os produtores executivos começaram a pressionar o estúdio para uma animação digital e um cabo de guerra se iniciou, durando alguns meses. Para resolver o problema, Tipett deu a solução vista no vídeo abaixo, feito em 1992.

    Como o stop-motion era muito robótico e a animação digitalizada era muito artificial, ele resolveu juntar as duas coisas, criando o Digital Input Device, um sistema que utilizava a captura em stop-motion junto a aplicações de efeitos especiais por cima, tornando tudo mais fluido. Sua criação lhe rendeu, obviamente, o Oscar de Melhor Efeitos Especiais em 1994 e mudou para sempre a indústria.

    JURASSIC WORLD E A NOVA ERA DOS EFEITOS

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    No início da última década, a ideia de revitalizar a franquia do Parque dos Dinossauros começou a ser debatida com mais afinco entre a equipe de produção da Universal, então detentora dos direitos de distribuição. A grande questão, porém, era a dúvida sobre como o maior atrativo da trilogia original (os efeitos) poderia retornar também.

    Para isso, nada mais justo do que chamar de volta a ILM, do George Lucas. A questão de estarmos em outra era quando se trata de efeitos visuais foi um problema amplamente debatido, visto que a mesma sensação dos filmes originais precisava ser passada, mas os animatrônicos já haviam ficado para trás. No vídeo abaixo é possível ver um pouco mais sobre as soluções empregadas.

    A aplicação dos efeitos, no entanto, dividiu um pouco o público. Enquanto a trilogia dos anos 90 apostava no máximo de realidade para criar efeitos analógicos, aqui a criação foi quase completamente feita através de efeitos digitais. Os cenários foram construídos posteriormente, os pequenos dinossauros nos quais as crianças montavam eram pessoas engatinhando pelo chão... por aí vai. 

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    Mas quem não se decepcionou foi a indústria. Ambos os novos filmes foram indicados ao Visual Effects Society Awards, prêmio que reconhece o trabalho de efeitos visuais feitos na prática fotorrealista e os separa por diferentes categorias. E aí, qual é o seu preferido? Os visuais da nova era ou os animatrônicos dos anos 90? Conta pra gente!

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    Comentários
    • Gabrielle
      Esperei anos da minha vida para ir ao cinema e assistir um filme da franquia Jurassic Park, e em 2015 me lembro de ficar extremamente decepcionada com os efeitos utilizados no novo filme. A magia dos filmes anteriores era o quão realistas os dinossauros eram. Nos dois novos filmes essa magia se perdeu. A verdade é que você assiste os filmes e não sente nenhuma emoção que chegue perto do que se sente assistindo os três primeiros.
    • João
      O animatrônico faz toda a diferença em convençer que aquilo é real. Os efeitos CG utilizados nos novos filmes da série são muito artificiais e ajudam a deixar os filmes sem alma.
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