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    Hollywood: 10 filmes para entender melhor a série de Ryan Murphy
    Por Kalel Adolfo — 29 de abr. de 2020 às 14:28
    Atualizado 4 de mai. de 2020 às 17:35
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    Produção retrata a era de ouro em Hollywood, que durou entre a década de 20 e 60.

    Netflix

    A série Hollywood, criada por Ryan Murphy, acompanha um grupo de artistas tentando alcançar sucesso e fama em Los Angeles após a segunda guerra mundial. Um dos diferenciais da produção é reproduzir a era de ouro, que foi um período cinematográfico marcado por grandes avanços técnicos e obras clássicas.

    Tendo início na década de vinte, e atingindo o seu declínio nos anos sessenta, a época proporcionou o cinema falado e à cores. Além disso, grandes ícones como Vivien Leigh, Katharine HepburnRita HayworthHumphrey Bogart dominaram a indústria nestes tempos.

    Tendo em vista a relevância cultural dos eventos acima, Ryan Murphy buscou resgatar a nostalgia e magia dos anos prósperos de Hollywood em sua nova produção. E para você entender melhor os acontecimentos retratados na série, separamos dez filmes. Veja a seguir:

    1. O Cantor de Jazz (1927)

    Cantando na Chuva, filme responsável por iniciar a revolução do cinema falado.

    O Cantor de Jazz, dirigido por Alan Crosland, revolucionou o mercado cinematográfico. Distribuído pela Warner, a obra foi a primeira a sincronizar áudio e imagem por longas durações. Com isso, muitos estúdios precisaram readaptar sua maneira de fazer filmes.

    O movimento marcou o início do cinema falado. Apesar de ter representado um avanço técnico, a mudança fez com que astros da época ficassem desempregados. Infelizmente, nem todos conseguiam incorporar o diálogo em seus trabalhos.

    Simultâneamente, a nova tecnologia trouxe destaque e popularidade à obras como King Kong e Frankenstein. Os musicais também passaram a ser uma realidade, proporcionando títulos como O Picolino, que ajudaram a introduzir Fred AstaireGinger Rogers ao mundo.

    2. ...E O Vento Levou (1939)

    ...E O Vento Levou, vencedor de 8 Oscars.

    ...E O Vento Levou é um dos maiores símbolos da era de ouro. Além de vencer 8 Oscars, o filme de Victor Fleming impulsionou a carreira de Vivien Leigh, que é homenageada na série de Ryan Murphy. Clássicos como O Mágico de Oz também foram lançados em 1939, ano emblemático na história da sétima arte.

    3. Cidadão Kane (1941)


    Cidadão Kane é considerado por muitos como o melhor filme de todos os tempos. Entretanto, sua produção foi complexa. Contratado pelo estúdio RKO em 1939, Orson Welles recebeu bandeira verde para dirigir filmes sob o selo da companhia. Contudo, ele descartou dois projetos antes de iniciar o desenvolvimento de sua obra prima.

    Com um orçamento limitado à um único longa e a pressão da RKO, Welles demorou dois anos para finalizar Cidadão Kane, que foi lançado em 1941. Contudo, a produção inovou em aspectos técnicos e narrativos, definindo um novo padrão de qualidade para as obras hollywoodianas.

    4. Casablanca (1942)

    Desde o início da sétima arte, o cinema é um espelho cultural das transformações políticas e sociais. Por isso, a segunda guerra mundial influenciou a direção criativa de diversos clássicos, como Casablanca e O Grande Ditador.

    Casablanca, protagonizado por Ingrid Bergman, tornou-se referência no quesito romance. Seu desfecho agridoce trouxe uma aura etérea para a produção, que se aproximou da realidade e atravessou gerações. Além disso, a obra venceu três Oscars.

    5. Pacto de Sangue (1944)

    Em contrapartida às cores proporcionadas pela Technicolor, que potencializaram a ilusão e magia do cinema, surgiu o estilo noir. Ele foi inspirado por contos policiais, e estéticamente, era repleto de sombras e uma atmosfera quase enigmática.

    Um dos principais representantes dessa corrente artística foi Pacto de Sangue, que levou questionamentos morais e a figura da femme fatale para as telonas. O sub-gênero causou polêmicas, e instigou muitos filmes a serem recipientes para discussões sociais.

    6. A Felicidade Não se Compra (1946)

    Se existe um filme perfeito para se assistir no Natal, esse filme é A Felicidade Não se Compra. James Stewart estrela este clássico que o próprio diretor, Frank Capra, considerava seu favorito dentre todos que já havia dirigido. É uma história para se acreditar em milagres, na força da união e no poder do amor.

    —Bárbara Demerov

    7. Cantando na Chuva (1952)


    Com o fim da era de ouro se aproximando, Cantando na Chuva homenageou as grandes transformações das últimas décadas. Além de retratar a transição do cinema mudo para o falado e o culto às celebridades, ele também reuniu as maiores qualidades dos musicais em uma única história.

    Extravagância, coreografias e canções estrondosas. Tudo estava lá. A influência da obra atravessou gerações, e foi homenageado com maestria no recente La La Land.

    8. Os Homens Preferem as Loiras (1953)

    Apesar de trazer uma dúvida cruel entre loiras e morenas, é impossível escolher entre Marilyn Monroe ou Jane Russell em Os Homens Preferem as Loiras. O humor do filme permanece atemporal, os números musicais (especialmente aquele de Marilyn vestindo rosa com muitos diamantes) continuam perfeitos e o equilíbrio de duas personalidades tão distintas dividindo a tela ainda deixa os cinéfilos sem palavras.

    Monroe e Russell foram elogiadas por suas atuações e o filme foi um sucesso de bilheteria na década de 50, auge da era de ouro.

    —Bárbara Demerov

    30 maiores musicais da história do cinema

    9. Janela Indiscreta (1954)

    É impossível ter uma lista sobre a era de ouro sem incluir Alfred Hitchcock, mestre do suspense. Responsável por clássicos como PsicoseUm Corpo que Cai e Os Pássaros, o diretor é uma figura indispensável quando pensamos em narrativas complexas e misteriosas.

    10. Bonequinha de Luxo (1961)

    Bonequinha de Luxo é um dos grandes filmes de Audrey Hepburn - e com razão! Essa é uma das comédias românticas que ditaram uma era. Seja por Audrey com seu vestido preto em frente à Tiffanys ao sol raiar ou pela história de um amor que nasce com muita relutância, o filme de Blake Edwards até hoje traz o requinte dos anos de ouro de Hollywood, com boas doses equilibradas de glamour e drama.

    —Bárbara Demerov

    A partir dos anos sessenta, outras vertentes cinematográficas foram surgindo. Contudo, a importância da época dourada nunca irá embora. Foi nela que a sétima arte deixou de ser apenas entretenimento, e se transformou em uma plataforma de reflexão, esperança, protesto e realização de sonhos.

    Agora é esperar para ver se Hollywood conseguirá transmitir todas essas conquistas e marcos históricos. Não perca a estreia nesta sexta-feira (01), na Netflix

     

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