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    Por que Midsommar promete ser um dos filmes mais assustadores de 2019
    Por Redação — 19 de set. de 2019 às 15:55
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    O diretor Ari Aster já foi aclamado anteriormente por seu trabalho em Hereditário.

    Conhecido como um dos nomes mais promissores para a nova geração de diretores de filmes de terror, o cineasta Ari Aster mal finalizou Hereditário, seu último sucesso de crítica e bilheteria, e já engatou no desenvolvimento de O Mal Não Espera a Noite - Midsommar, um dos longas mais esperados do ano e que já está nos cinemas. 

    No entanto, assim como aconteceu a seu antecessor, os detalhes de Midsommar são envoltos em uma trama misteriosa, seguindo a mesma idealização de guiar os espectadores para as reviravoltas e momentos de tensão conforme o enredo se constrói aos poucos. Sendo assim, é muito comum que no meio disso surja o seguinte questionamento: o que o novo longa de Aster pode trazer de inovador?

    Pensando em localizar melhor os apaixonados fãs do gênero, o AdoroCinema preparou uma matéria explicando exatamente quais são as nuances que cercam o thriller psicológico e, especialmente, as principais referências abordadas na temática — desde lendas nórdicas, até densos rituais religiosos. Vamos lá?

    O MAL NÃO ESPERA A NOITE
    A24

    Como o próprio título nacional do filme sugere, estamos falando de um horror ambientado em plena luz do dia. Enquanto muitos usam o artíficio das cenas "claras" justamente para afastar um pouco a sensação de sufocamento e mistério, Ari joga com a subversão desta estratégia comum e usa a luz do dia ao seu favor. Por mais que a noite possa trazer o desconhecido, a luz deixa tudo à vista. Até as piores coisas.

    Mas o que isso significa em termos práticos? Disposto a explorar a dualidade das relações e sua real significância dentro dos acontecimentos da trama, o diretor aqui faz o que aparentemente seria impossível: criar a tensão e o clima de "descoberta ao longo da exibição" usando do sol como ponto de mistério.

    POR TRÁS DAS CORTINAS
    A24

    Tirem as crianças da sala. Tido como motivo de comemoração para muitas pessoas que apreciam um bom terror, a recente confirmação de que o longa teria classificação etária para maiores de 18 anos deixou no ar aquele famoso clima de indagação sobre o que virá por aí. De acordo com relatos dos próprios envolvidos na produção, por exemplo, a violência extrema chegará a um nível ainda maior que em Hereditário.

    Narrando a trajetória daquilo que seria apenas simples férias despreocupadas de verão em uma terra onde a luz nunca se esvai, o longa acaba pendendo a um rumo muito mais sinistro quando os moradores do vilarejo iniciam festividades um tanto inesperadas dentro da nossa perspectiva padrão sobre o sentido da renovação espiritual. Assim como sua estratégia de divulgação propõe, Midsommar nos dá muito mas nos revela pouco.

    E em uma era onde a informação surge de maneira cada vez mais desenfreada e artificial, isso é exatamente o que precisamos.

    A RENOVAÇÃO DO TERROR
    A24

    Com o advento de filmes de terror cada vez mais subsersivos dentro do próprio gênero, alguns críticos e especialistas da indústria cinematográfica começaram a falar sobre o termo "pós-terror", que vem ganhando cada vez mais força. Opiniões à parte sobre a aplicação de uma diferenciação entre o que é feito para cada público, é impossível negar o fato de que a última década foi importantíssima para causar uma reviravolta na forma como consumimos horror. 

    Assim como A Bruxa e o próprio Hereditário, por exemplo, foram essenciais para solidificar a instauração do thriller psicológico como algo mais palpável, comercial, e voltado aos grandes circuitos, Midsommar também faz parte da mesma linha. Afinal de contas, o simples consumo de um produto ambientado à luz do dia, com classificação etária para maiores de 18 anos, de um diretor com uma bagagem tão forte, já é um indicativo de quebra de paradigmas por si só. 

    Não apenas o público vem passando a aceitar melhor a efervescência de obras voltadas a um terror tecnicamente gráfico e ao mesmo tempo psicológico, mas os próprios festivais também estão passando por um lento período de aceitação. Toni Collette, por exemplo, foi indicada a diversos dos prêmios mais importantes do cinema por sua atuação em Hereditário

    Por maior que seja a explicação, é impossível mostrar aqui com exatidão o potencial de impacto que Midsommar e Ari Aster possuem ao cinema e, especialmente, ao gênero. Como o trabalho do cineasta é pautado na subjetividade e nas sensações, a melhor forma de absorver a questão é indo aos cinemas assistir O Mal Não Espera a Noite - Midsommar, que chega aos circuitos brasileiros no dia 19 de setembro. Aproveite e leia aqui a crítica do AdoroCinema.

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    Comentários
    • Milton Rocha Neto
      filme simplestmente fantascito e catártico.aplaudi de pé.
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