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    Festival de Brasília 2017: Curta evoca Vanuza e David Luiz para fazer crítica política e divertir o público
    Por Lucas Salgado — 20 de set. de 2017 às 11:25
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    Curta-metragem Mamata, de Marcus Curvelo, roubou a cena no evento.

    Junior Aragão

    Pintou o favorito na disputa pelo prêmio de Melhor Curta pelo Júri Popular. Foi exibido na noite desta terça-feira, 19 de setembro, o curta-metragem Mamata, do jovem realizador baiano Marcus Curvelo. Com baixíssimo orçamento e uma equipe de apenas sete pessoas, o filme cativou o público no Cine Brasília, que gargalhou em diversas oportunidades ao longo da projeção.

    A sinopse oficial é bem simples: "Eu desisto." A história segue um jovem (o próprio Marcus Curvelo) que está sem dinheiro e sem perspectiva. A namorada se mudou para os Estados Unidos para fazer o doutorado e ele pensa em juntar uma grana para ir pra lá. 

    A diretor utiliza-se de vários artifícios de montagem que tornam uma obra embora precária, em algo realmente especial. E crítico. Ao se apresentar como um jovem com apenas 9 meses de contribuição pro FGTS, o curta aproveita para criticar a atual reforma da previdência. Ao mesmo tempo, utiliza-se do mico histórico de Vanuza cantando o hino nacional para retratar um momento de viagem dopada do próprio personagem. Cita Luciano Huck, pedaladas, patos amarelos e ainda faz o cinema quase cair da cadeira ao inserir David Luiz e sua clássica fala "Eu só queria dar alegria ao meu povo" em um momento muito surpreendente.

    Se a crítica política estava presente ao longo de todos os 30 minutos de filme, mas de forma inteligente e quase como alfinetadas, ao final Curvelo segue seu personagem e desiste, gritando para quem queira ouvir um sonoro "Fora Temer".

    O AdoroCinema viajou a convite da organização do evento.

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