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    Festival de Cannes 2016: Piada de estupro relacionada a Woody Allen causa desconforto
    Por João Vitor Figueira — 11 de mai. de 2016 às 21:13
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    Cerimônia de abertura do Festival de Cannes teve momento constrangedor.

    Laurent Lafitte, ator e humorista francês que é o mestre de cerimônias do Festival de Cannes de 2016, causou desconforto na plateia que acompanha a abertura do tradicional no Palais des Festivals et des Congrès, na França.

    O 69º Festival de Cannes teve Café Society, de Woody Allen, como filme de abertura (leia a cobertura do AdoroCinema) e a presença do veterano cineasta novaiorquino foi alvo de uma piada envolvendo estupro feita por Lafitte. 

    "É muito legal que você tenha rodado tantos filmes na Europa, mesmo que você não tenha sido condenado por estupro nos Estados Unidos", disse o comediante, dirigindo-se a Allen.

    Os presentes tomaram a piada como uma referência ao diretor franco-polaco Roman Polanski, que vive e trabalha na Europa para escapar de uma condenação que teve nos Estados Unidos na década de 1970 por ter estuprado Samantha Geimer, com 13 anos de idade quando ocorreu o crime.

    No início da década de 1990, Allen protagonizou um dos maiores escândalos da história de Hollywood quando sua filha Dylan, fruto de seu casamento com Mia Farrow, o acusou de abuso sexual durante o controverso divórcio de Woody e Mia. Allen sempre negou as acusações.

    "Obrigado por ter vindo nesta noite, senhor", agradeceu Lafitte a Allen em seu discurso. "Se bem que esse é o mínimo que você poderia fazer. Seu filme nem mesmo está na mostra competitiva. Qual seria a pior coisa que poderia acontecer?", ponderou o mestre de cerimônias. "Será que [Café Society] não é tão bom quanto Manhattan?"

    O comediante também fez uma menção aos ataques terroristas que abateram Paris no ano de 2015. "Desde os ataques nos é dito que estamos em guerra", disse. "Será preciso um Elefante, de Gus Van Sant, ou um A Vida é Bela, de Roberto Benigni, para nos ajudar a entender o que passou e seguir adiante... Nós estamos esperando os nossos [filmes sobre os ataques]... É isso que o cinema faz".

    Durante o monólogo de abertura, a atriz Catherine Deneuve quebrou o protocolo e subiu ao palco de forma espontânea para beijar Lafitte na boca, num gesto que durou alguns segundos.

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