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    Regina Casé vence o prêmio de melhor atriz no festival de Sundance
    Por Bruno Carmelo — 2 de fev. de 2015 às 10:15
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    Ela dividiu o prêmio com Camila Márdila pelo drama Que Horas Ela Volta?

    Pela primeira vez, o cinema brasileiro foi premiado em Sundance, o maior festival do mundo dedicado inteiramente ao cinema independente. Regina Casé e Camila Márdila dividiram o prêmio de melhor atriz pelo drama Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert.

    Nesta história, Regina Casé interpreta Val, uma empregada doméstica nordestina, que mora na casa dos patrões em São Paulo. Um dia, sua filha Jéssica (Camila Márdila) decide ir para o Sudeste e morar com a mãe, o que muda radicalmente a rotina da família. Confira o trailer abaixo.

    Anna Muylaert aceitou o prêmio em nome de sua atriz principal: "Ela espera que nesse Brasil novo que está aparecendo haja menos injustiças sociais, mas que ao mesmo tempo nesse novo Brasil não se perca o que o Brasil velho tem de bom". Já Márdila dedicou o prêmio "a todas as empregadas" do país.

    O Brasil colaborou indiretamente para outro prêmio do festival: o de melhor diretor. Robert Eggers venceu o troféu pelo filme de terror The Witch, produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira (de Tim Maia, Alemão e Frances Ha).

    Me and Earl and the Dying Girl

    Sundance chegou ao fim premiando Me and Earl and the Dying Girl como melhor ficção. Esta comédia dramática sobre um adolescente obrigado a se tornar amigo de uma colega com câncer estabeleceu um dos maiores recordes em vendas na história do festival, garantindo a exibição em diversas partes do mundo. Como os últimos vencedores de Sundance tiveram boa carreira no Oscar (vide Whiplash, Fruitvale Station, Indomável Sonhadora), Me and Earl and the Dying Girl também deve ser um título de peso nos cinemas em breve.

    The Wolfpack, sobre seis adolescentes que cresceram presos dentro de um apartamento, venceu o prêmio de melhor documentário americano, enquanto The Russian Woodpecker, história de uma vítima do desastre nuclear em Chernobyl, levou o troféu de melhor documentário estrangeiro. A melhor ficção estrangeira foi Slow West, faroeste com Michael Fassbender e Kodi Smit-McPhee

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    Comentários
    • Ivan Sousa
      É simples...O Brasil quando decide fazer bons filmes,consegue.Mais o resultado não pode ser um dos melhores possíveis.Já que filmes como este,não é bem valorizado,e muito menos bem distribuído,como as péssimas comédias que invadem os cinemas mensalmente!!!
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