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    Paulínia 2014: “Tive a sorte de ter sucesso financeiro. Agora, quero riscos”, diz Deborah Secco
    Por Renato Hermsdorff — 25 de jul. de 2014 às 17:25
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    Em coletiva de imprensa para divulgar filme Boa Sorte, atriz e diretora comentam como surgiu o projeto – e a ‘obsessão’ de Deborah pelo papel.

    Depois de dizer que seu papel no filme Boa Sorte, de Carolina Jabor, representava “o primeiro passo para a artista que quero ser daqui para a frente”, a atriz Deborah Secco explicou o motivo, em coletiva para a imprensa, nesta sexta-feira, 25, no 6º Paulínia Film Festival.

    “Profissionalmente, comecei minha carreira aos 8 anos de idade. E, naquela época, eu não tinha muita noção das minhas escolhas. Desde então, tive a sorte de ter sucesso financeiro e pude ajudar a minha família. O suficiente para viver com dignidade”, contextualizou a atriz, conhecida principalmente, até aqui, por personagens sensuais.

    A diretora Carolina Jabor
    “Tive uma conversa com a minha mãe. ‘Foi ótimo chegar até aqui’, eu disse. ‘Mas só aceitar convites não me realiza mais. Eu quero escolher os temas que quero tratar, os personagens que quero viver. Talvez eu jogue fora tudo que a gente conquistou, mas eu quero assumir riscos’”, revelou.

    Déborah contou que estava lendo Tarja Preta, uma antologia de contos que inclui o texto Frontal com Fanta (no qual o filme é baseado), de Jorge Furtado – que também assina o roteiro de Boa Sorte, ao lado do filho Pedro –, quando filmava a série de TV Decamerão - A Comédia do Sexo. Imediatamente, ela ficou interessada em comprar os direitos da história, sem sucesso.

    Três anos depois, ela descobriu, almoçando com uma amiga em comum com a diretora, que Carolina Jabor estava para filmar o conto. “Ela (Deborah) me mandou um e-mail, pedindo um teste. Eu tinha pensado nela, mas também tinha outras atrizes em mente, não estava nada definido”, contou Carolina. “Aí, ela veio fazer o teste e eu não tive dúvida”.

    Para viver a personagem Judite, que é soropositiva, a atriz de Bruna Surfistinha disse ter lido muito sobre AIDS e emagreceu 14 Kg, com o auxílio do médico David Uip, hoje secretário de Estado de Saúde de São Paulo. “Para emagrecer, tem remédio. Mas, para chegar na Judite, não tinha receita”, gaba-se.

    O ator João Pedro Zappa.
    O ator João Pedro Zappa, que interpreta o outro pilar do casal, também foi testado para a produção. A química com Déborah, com quem contracenou ainda na fase de pré-produção, foi imediata. “Deu certo na primeira vez que a gente se abraçou, antes da cena ainda”, comemorou a atriz.

    O filme, exibido pela primeira vez em Paulínia nessa quinta-feira, conta a história de amor entre Judite e o jovem João (Zappa), viciado em tranquilizantes. O amor nasce quando ele é internado na mesma instituição psiquiátrica dela.

    “A gente trata de temas contemporâneos, como a AIDS e o abuso de medicamentos, mas tivemos o cuidado de que os assuntos não se sobressaíssem em relação à história de amor”, ponderou Carolina, filha do cineasta Arnaldo Jabor. “Esse jeito leve (do texto) de lidar com uma tragédia foi o que me interessou”.

    A próxima empreitada da “nova” Deborah Secco no cinema chama-se A Estrada do Diabo. Primeiro longa de André Moraes, mais conhecido por seu trabalho como produtor musical, o filme é um road movie de ação e humor, cujas filmagens já estão concluídas.

    Boa Sorte – que não herdou o nome do conto original por uma proteção jurídica, segundo a diretora, afinal, tratam-se de duas marcas comerciais (Frontal e Fanta) – tem previsão de estreia em 30 de outubro.

    Zappa e Secco.
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