Título original: (Netto Perde Sua Alma)
Lançamento: 2001 (Brasil)
Direção: Beto Souza, Tabajara Ruas
Atores: Werner Schunemann, Laura Schneider, Sirmar Antunes, Márcia do Canto.
Duração: 102 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Antônio de Souza Netto é um general brasileiro que é ferido em plena Guerra do Paraguai e agora está se recuperando no Hospital Militar de Corrientes, na Argentina. Lá ele percebe que coisas estranhas estão ocorrendo ao seu redor, como o capitão de Los Santos acusar o cirurgião de ter amputado suas pernas sem necessidade e reencontrar um antigo camarada, o sargento Caldeira, ex-escravo com quem lutou na Guerra dos Farrapos, ocorrida algumas décadas antes. Juntamente com Caldeira, Netto rememora suas participações na guerra e ainda o encontro com Milonga, jovem escravo que se alistara no Corpo de Lanceiros Negros, além do período em que viveu no exílio no Uruguai.
Luciano Almeida em 05/01/2001Nota: 5
Assim como Coração Valente, Joana d'Arc de Luc Besson, El Cid, entre outros, considero este filme um achado. Tenho certeza que despertará a atenção de muitos para a Revolução Farroupilha e a personalidade do gaúcho."
Eliseu Cendron Carvalho em 09/01/2001Nota: 5
Este filme mostra que o cinema brasileiro é tão fantástico quanto o internacional. Ele é um tapa na cara daqueles que adoram dizer que "filme brasileiro não presta". Meus parabéns ao Tabajara Ruas e ao Werner Schunemann por trabalharem duro neste belo épico brasileiro! Se tivesse uma opção de nota 11 no menu aí em cima, eu selecionaria com certeza.
Robledo Milani em 02/01/2001Nota: 4
Tem certos momentos, apesar de todo o desnecessário ufanismo exagerado, que nos dá orgulho de sermos brasileiros, e mais, gaúchos. A exibição do filme "NETTO PERDE SUA ALMA", no último Festival de Cinema de Gramado, foi uma dessas situações. Para quem estava esperando uma produção amadora (é a estréia dos dois diretores em longa-metragens), pobre, com atores canhestros e inexperientes, com parcas qualidades técnicas e dotado de um roteiro inexistente, acabou terminantemente frustrado. "NETTO..." não é nada disso, muito pelo contrário. É um grande filme, destinado a permanecer entre os melhores e mais bem sucedidos de sua geração.A história, apesar de ter fortes raízes locais - é a trajetória do General Netto, que lutou em duas guerras (Farroupilha e do Paraguai) em busca dos seus ideais e de uma melhor condição para o Estado do Rio Grande do Sul - certamente encontrará seu público no mundo afora. Afinal, todas as tramas históricas locais de vários cantos perdidos nos 5 continentes, quando competentemente realizadas, não obtêm também o destaque merecido? Ou você não vibrou com o mártir da independência escocesa ("CORAÇÃO VALENTE"), com a luta da não-resistência indiana ("GANDHI"), com os discursos contra o racismo africano ("UM GRITO DE LIBERDADE"), pela liberdade da Irlanda ("MICHAEL COLLINS") ou pela formação dos Estados Unidos ("DANÇA COM LOBOS"), entre tantos outros? Que tal agora se emocionar e deixar-se envolver por um legítimo herói da nossa história?"NETTO..." é, também, um dos melhores filmes históricos feitos no Brasil recentemente. Com qualidades muito superiores a "O ALEIJADINHO", "GUERRA DE CANUDOS", "MAUÁ - O IMPERADOR E O REI" e "VILLA-LOBOS", por exemplo, nos fornece um conhecimento sobre nosso passado até então bastante obscuro, sem se transformar em duas horas entediantes e didáticas. É cinema, acima de tudo, e assim sendo, estamos diante de um excelente exemplar de entretenimento inteligente. Vencedor de 4 Kikitos no último Festival de Gramado, entre eles o de Melhor Filme pelo Júri Popular, "NETTO..." revela sua forte empatia com o público. Além de uma boa história (adaptada do livro de mesmo nome de Tabajara Ruas, também co-diretor), a excelente fotografia, a trilha sonora fundamental, a edição econômica e o parelho padrão de atuação de todo o elenco colaboram na construção desse belo filme, que vem em um momento fundamental nessa reconstrução da nossa imagem cinematográfica. Que seja sucesso no Rio Grande, mas não só aqui, que o resto do país se abra para conhecer esse grande personagem, pois assim como ele perdeu sua alma, todo espectador estará ganhando mais uma.
Robledo Milani, Argumento | - Nota 8,5 em 02/01/2001
Tem certos momentos, apesar de todo o desnecessário ufanismo exagerado, que nos dá orgulho de sermos brasileiros, e mais, gaúchos. A exibição do filme "NETTO PERDE SUA ALMA", no último Festival de Cinema de Gramado, foi uma dessas situações. Para quem estava esperando uma produção amadora (é a estréia dos dois diretores em longa-metragens), pobre, com atores canhestros e inexperientes, com parcas qualidades técnicas e dotado de um roteiro inexistente, acabou terminantemente frustrado. "NETTO..." não é nada disso, muito pelo contrário. É um grande filme, destinado a permanecer entre os melhores e mais bem sucedidos de sua geração.A história, apesar de ter fortes raízes locais - é a trajetória do General Netto, que lutou em duas guerras (Farroupilha e do Paraguai) em busca dos seus ideais e de uma melhor condição para o Estado do Rio Grande do Sul - certamente encontrará seu público no mundo afora. Afinal, todas as tramas históricas locais de vários cantos perdidos nos 5 continentes, quando competentemente realizadas, não obtêm também o destaque merecido? Ou você não vibrou com o mártir da independência escocesa ("CORAÇÃO VALENTE"), com a luta da não-resistência indiana ("GANDHI"), com os discursos contra o racismo africano ("UM GRITO DE LIBERDADE"), pela liberdade da Irlanda ("MICHAEL COLLINS") ou pela formação dos Estados Unidos ("DANÇA COM LOBOS"), entre tantos outros? Que tal agora se emocionar e deixar-se envolver por um legítimo herói da nossa história?"NETTO..." é, também, um dos melhores filmes históricos feitos no Brasil recentemente. Com qualidades muito superiores a "O ALEIJADINHO", "GUERRA DE CANUDOS", "MAUÁ - O IMPERADOR E O REI" e "VILLA-LOBOS", por exemplo, nos fornece um conhecimento sobre nosso passado até então bastante obscuro, sem se transformar em duas horas entediantes e didáticas. É cinema, acima de tudo, e assim sendo, estamos diante de um excelente exemplar de entretenimento inteligente. Vencedor de 4 Kikitos no último Festival de Gramado, entre eles o de Melhor Filme pelo Júri Popular, "NETTO..." revela sua forte empatia com o público. Além de uma boa história (adaptada do livro de mesmo nome de Tabajara Ruas, também co-diretor), a excelente fotografia, a trilha sonora fundamental, a edição econômica e o parelho padrão de atuação de todo o elenco colaboram na construção desse belo filme, que vem em um momento fundamental nessa reconstrução da nossa imagem cinematográfica. Que seja sucesso no Rio Grande, mas não só aqui, que o resto do país se abra para conhecer esse grande personagem, pois assim como ele perdeu sua alma, todo espectador estará ganhando mais uma.
Leandro de Paula Souza em 10/01/2001Nota: 1.5
A direção certamente não leu o livro do historiador paulista Francisco Doratioto, para retratar de forma tão superficial a Guerra da Tríplice Aliança. Ufanismo e bairrismo gaúcho da pior espécie. Uma pena para a história de todos os países envolvidos naquele conflito.
Andrews Andrighetti Arrosi em 06/01/2001Nota: 5
Um filme emocionante que justifica todo o orgulho que o gaúcho tem de seu Estado. A história é construída sob o pano de fundo da Revolução Farroupilha e revela também as dificuldades de erguer um território independente através da luta. Nota dez!"
Marne Campos em 03/01/2001Nota: 4
Muito bom esse filme. Retrata fielmente como é uma guerra, onde todos os lados saem perdendo, e não como os filmes norte-americanos, que ficam inventando "Rambos" a cada esquina. O cenário é muito bem selecionado, sem falar que parece que o som dos filmes brasileiros está melhorando muito, não ficou devendo nada nesse aspecto. É um daqueles filmes que você entra no cinema com receio de pegar no sono e sai super interessado.
Rogério Vaz em 08/01/2001Nota: 5
O filme é um épico! Atores excelentes, fotografia, roteiro e produção que fazem com que o cinema brasileiro cresça cada vez mais. Sinto apenas que não encontro mais nas locadoras. Fato este que fez com que comprasse o DVD. Parabéns, Cinema Brasileiro.
André Moraes de Britto em 04/01/2001Nota: 4.5
A minha crítica é mais um elogio que uma crítica propriamente dita, pois para mim, que sou um homem que vive as lides do campo, o filme foi um sucesso em termos de história do Rio Grande do Sul. Parabéns pelo glorioso filme e que não fique só em um filme, mas em outros vários."
Flávia Rebelo Mochel em 07/01/2001Nota: 5
"Netto perde sua alma" é cinema-arte, com um estilo de narrativa não-linear, tem estética própria. O filme não se propõe ser um documentário sobre a história do RS ou do Brasil. Mesmo assim, mostra-nos que aqui existiram bravos que lutaram por ideais de independência e liberdade, plantando a semente da república brasileira e da abolição da escravidão. Termina-se de assistir ao filme com os olhos cheios de uma bela fotografia, com o cérebro alimentado por uma obra bem cuidada e bem interpretada e com o coração orgulhoso da nossa gente, dos nossos heróis. Parabéns a todos os que realizaram e participaram do filme: é cinema de qualidade, é brasileiro. Bom para a cultura, bom para a inteligência, bom para a ALMA."
Já teve um filme com roteiro parecido com o Adam Sandler e a Drew Barrymore, não teve?
por Atena Negra, 14/02/2012 às 18:13
É uma pena que você tenha visto o filme sob esse ponto de vista, Benedito. Quanto ao final...
por Atena Negra, 14/02/2012 às 18:04
Superestimado filme de Scott , deixou muita gente deslumbrada .Uma aventura de liberalismo f...
por Benedito, 14/02/2012 às 17:22
Filme recomendado. Análise: Roteiro bom, atuações regulares, fotografia regular, trilha s...
por NEO, 14/02/2012 às 17:10