As Invasões Bárbaras

As Invasões Bárbaras 2010-05-22 Francisco

Título original: (Les Invasions Barbares)

Lançamento: 2003 (Canadá)

Direção: Denys Arcand

Atores: Rémy Girard, Stéphane Rousseau, Dorothée Berryman, Louise Portal.

Duração: 99 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

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(77 votos)

                   

Sinopse

À beira da morte e com dificuldades em aceitar seu passado, Rémy (Rémy Girard) busca encontrar a paz. Para tanto recebe a ajuda de Sébastien (Stéphane Rousseau), seu filho ausente, sua ex-mulher e velhos amigos

 

Elenco

  • Rémy Girard (Rémy)
  • Stéphane Rousseau (Sébastien)
  • Dorothée Berryman (Louise)
  • Louise Portal (Diane)
  • Dominique Michel (Dominique)
  • Yves Jacques (Claude)
  • Pierre Curzi (Pierre)
  • Marie-Josée Croze (Nathalie)
  • Marina Hands (Gaëlle)

Comentários

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Jair em 17/10/2010Nota: 3.5     


Como a história registra, povos oriundos do leste europeu e da Ásia, “invadiram” a Europa ocidental, central, a península ibérica, bem como a região do Mediterrâneo por volta do ano 220 de nossa era, durante o império romano e, a despeito de serem mais armados e quase tão organizados quanto aos romanos, foram denominados “bárbaros” por não se expressarem e latim, língua considerada oficial na época, assim como o inglês o é hoje no mundo ocidental; e por exibirem culturas e costumes diferentes dos chamados povos “civilizados” europeus.  


A história não registra se o povo do país invadido se via em pior situação com os bárbaros ou com os senhores feudais, reis e príncipes que governavam essas regiões; ou se essas invasões representavam uma espécie de libertação do jugo a que esses tiranos de sangue azul submetiam seus vassalos, já que a história sempre é escrita por aqueles que vencem e estes não se preocupam em traduzir em letras o sentimento dos pobres e oprimidos. 


Frequentemente, os criadores de obras de arte se socorrem de metáforas históricas para exprimirem seus sentimentos e divulgarem suas mensagens, isto é, venderem seu peixe. É interessante que assim seja porque, como disse um sábio contemporâneo, “a história se repete”, por decorrência, tudo que vivemos hoje é réplica do passado com adição de cores do presente.


Assim, me parece, que a “Invasão” desloca nossa atenção para o singular e quase compulsório pós-pós, ou seja, pós-moderno e pós-onze de Setembro. O personagem Rémy do filme, na sua crise existencial, crise essa que só aparentemente é causada pela doença terminal que o afeta, questiona a vida que levou; o que fez e o que deixou de fazer; questiona ao lado de seus estereotipados ex-colegas de faculdade, os valores da civilização ocidental do século vinte, e todos os “ismos” os quais abraçaram como causa justas durante suas vidas. Já que a dor pela qual passa Rémy, está presente o tempo todo, esta dor é pretexto para introduzir na história, uma fiel representante da “geração perdida”, com toda carga de desamor e rebeldia sem causa que convém a quem se refugia no uso de drogas pesadas. Essa drogada, que por acaso é filha de uma das ex-colegas de Rémy, passa a ministrar heroína a ele no intuito de minoras suas dores de, num óbvio desfecho, se redime de sua vida, após uma conversa reflexiva com o doente. Outro estereótipo, o filho yuppie de Rémy, Sebastien, representa a geração pós-faça amor não faça a guerra, e está sempre “plugado” no trabalho de consultor do mercado financeiro e, embora se considere self made man descobre através da mãe que deve muito a seu pai, e resolve, a qualquer custo, (dinheiro mesmo) amenizar os últimos momentos de seu pai, chegando a “comprar” a visita “espontânea” de ex-alunos a seu pai. A alegoria do autor é que, embora o mundo ocidental esteja ruindo (Rémy está morrendo), o dinheiro o dinheiro sempre vai ser o deus onipotente que tudo resolve. Sebastien resolve, depois da morte do pai (fim da civilização) retornar a seu ambiente, onde vai casar em continuar com a mesma vida. Aliás, a noiva Sebastien é a única que contesta o amor frontalmente, ela não acredita em amor e vai casar exatamente como quase todos dessa geração o fazem, por mera conveniência e sem pretextos. Parabéns para ela pela falta de hipocrisia.


Cabe lembrar também que Rémy, apesar de muito doente, permanece lúcido e dá uma dica de quem são os bárbaros quando diz que tem medo de ir aos EUA para se tratar. Rémy, ex-professor, devasso, inteligente, depressivo,lúcido, angustiado, divorciado, ilustrado acima da média, bate firme no cristianismo representado por bonita freira-enfermeira que o atende. Esta acaba concordando que a religião cometeu seus pecados e se acumplicia com os outros para dar uma morte decente a Rémy. Esse é o clímax do filme, todos, a bicha, a descasada, o casado com a mulher jovem, o filho, a noiva do filho, a santarrona, a mãe da drogada, a drogada, obedecendo o desejo do moribundo, permitem que lhe seja ministrada uma dose fatal de heroína.


Morreu Rémy, morreu o século vinte, morreu a civilização ocidental, morreu a história (no sentido Fukuyama do termo), só restou o dinheiro (Sebastien), a falta de amor, (noiva dele), a desilusão com as drogas (ex-drogada) e o desengano com a religião (Freira).


É um filme é bom, vale ser assistido, mas deixa, a exemplo de um bom vinho, um retro sabor pata quem não assistiu “O declínio do império americano” do mesmo diretor. JAIR, Floripa, 17/10/10.


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Jair em 17/10/2010Nota: 3.5     


Como a história registra, povos oriundos do leste europeu e da Ásia, “invadiram” a Europa ocidental, central, a península ibérica, bem como a região do Mediterrâneo por volta do ano 220 de nossa era, durante o império romano e, a despeito de serem mais armados e quase tão organizados quanto aos romanos, foram denominados “bárbaros” por não se expressarem e latim, língua considerada oficial na época, assim como o inglês o é hoje no mundo ocidental; e por exibirem culturas e costumes diferentes dos chamados povos “civilizados” europeus.  


A história não registra se o povo do país invadido se via em pior situação com os bárbaros ou com os senhores feudais, reis e príncipes que governavam essas regiões; ou se essas invasões representavam uma espécie de libertação do jugo a que esses tiranos de sangue azul submetiam seus vassalos, já que a história sempre é escrita por aqueles que vencem e estes não se preocupam em traduzir em letras o sentimento dos pobres e oprimidos. 


Frequentemente, os criadores de obras de arte se socorrem de metáforas históricas para exprimirem seus sentimentos e divulgarem suas mensagens, isto é, venderem seu peixe. É interessante que assim seja porque, como disse um sábio contemporâneo, “a história se repete”, por decorrência, tudo que vivemos hoje é réplica do passado com adição de cores do presente.


Assim, me parece, que a “Invasão” desloca nossa atenção para o singular e quase compulsório pós-pós, ou seja, pós-moderno e pós-onze de Setembro. O personagem Rémy do filme, na sua crise existencial, crise essa que só aparentemente é causada pela doença terminal que o afeta, questiona a vida que levou; o que fez e o que deixou de fazer; questiona ao lado de seus estereotipados ex-colegas de faculdade, os valores da civilização ocidental do século vinte, e todos os “ismos” os quais abraçaram como causa justas durante suas vidas. Já que a dor pela qual passa Rémy, está presente o tempo todo, esta dor é pretexto para introduzir na história, uma fiel representante da “geração perdida”, com toda carga de desamor e rebeldia sem causa que convém a quem se refugia no uso de drogas pesadas. Essa drogada, que por acaso é filha de uma das ex-colegas de Rémy, passa a ministrar heroína a ele no intuito de minoras suas dores de, num óbvio desfecho, se redime de sua vida, após uma conversa reflexiva com o doente. Outro estereótipo, o filho yuppie de Rémy, Sebastien, representa a geração pós-faça amor não faça a guerra, e está sempre “plugado” no trabalho de consultor do mercado financeiro e, embora se considere self made man descobre através da mãe que deve muito a seu pai, e resolve, a qualquer custo, (dinheiro mesmo) amenizar os últimos momentos de seu pai, chegando a “comprar” a visita “espontânea” de ex-alunos a seu pai. A alegoria do autor é que, embora o mundo ocidental esteja ruindo (Rémy está morrendo), o dinheiro o dinheiro sempre vai ser o deus onipotente que tudo resolve. Sebastien resolve, depois da morte do pai (fim da civilização) retornar a seu ambiente, onde vai casar em continuar com a mesma vida. Aliás, a noiva Sebastien é a única que contesta o amor frontalmente, ela não acredita em amor e vai casar exatamente como quase todos dessa geração o fazem, por mera conveniência e sem pretextos. Parabéns para ela pela falta de hipocrisia.


Cabe lembrar também que Rémy, apesar de muito doente, permanece lúcido e dá uma dica de quem são os bárbaros quando diz que tem medo de ir aos EUA para se tratar. Rémy, ex-professor, devasso, inteligente, depressivo,lúcido, angustiado, divorciado, ilustrado acima da média, bate firme no cristianismo representado por bonita freira-enfermeira que o atende. Esta acaba concordando que a religião cometeu seus pecados e se acumplicia com os outros para dar uma morte decente a Rémy. Esse é o clímax do filme, todos, a bicha, a descasada, o casado com a mulher jovem, o filho, a noiva do filho, a santarrona, a mãe da drogada, a drogada, obedecendo o desejo do moribundo, permitem que lhe seja ministrada uma dose fatal de heroína.


Morreu Rémy, morreu o século vinte, morreu a civilização ocidental, morreu a história (no sentido Fukuyama do termo), só restou o dinheiro (Sebastien), a falta de amor, (noiva dele), a desilusão com as drogas (ex-drogada) e o desengano com a religião (Freira).


É um filme é bom, vale ser assistido, mas deixa, a exemplo de um bom vinho, um retro sabor pata quem não assistiu “O declínio do império americano” do mesmo diretor. JAIR, Floripa, 17/10/10.


 

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Jair em 17/10/2010Nota: 3.5     


Como a história registra, povos oriundos do leste europeu e da Ásia, “invadiram” a Europa ocidental, central, a península ibérica, bem como a região do Mediterrâneo por volta do ano 220 de nossa era, durante o império romano e, a despeito de serem mais armados e quase tão organizados quanto aos romanos, foram denominados “bárbaros” por não se expressarem e latim, língua considerada oficial na época, assim como o inglês o é hoje no mundo ocidental; e por exibirem culturas e costumes diferentes dos chamados povos “civilizados” europeus.  


A história não registra se o povo do país invadido se via em pior situação com os bárbaros ou com os senhores feudais, reis e príncipes que governavam essas regiões; ou se essas invasões representavam uma espécie de libertação do jugo a que esses tiranos de sangue azul submetiam seus vassalos, já que a história sempre é escrita por aqueles que vencem e estes não se preocupam em traduzir em letras o sentimento dos pobres e oprimidos. 


Frequentemente, os criadores de obras de arte se socorrem de metáforas históricas para exprimirem seus sentimentos e divulgarem suas mensagens, isto é, venderem seu peixe. É interessante que assim seja porque, como disse um sábio contemporâneo, “a história se repete”, por decorrência, tudo que vivemos hoje é réplica do passado com adição de cores do presente.


Assim, me parece, que a “Invasão” desloca nossa atenção para o singular e quase compulsório pós-pós, ou seja, pós-moderno e pós-onze de Setembro. O personagem Rémy do filme, na sua crise existencial, crise essa que só aparentemente é causada pela doença terminal que o afeta, questiona a vida que levou; o que fez e o que deixou de fazer; questiona ao lado de seus estereotipados ex-colegas de faculdade, os valores da civilização ocidental do século vinte, e todos os “ismos” os quais abraçaram como causa justas durante suas vidas. Já que a dor pela qual passa Rémy, está presente o tempo todo, esta dor é pretexto para introduzir na história, uma fiel representante da “geração perdida”, com toda carga de desamor e rebeldia sem causa que convém a quem se refugia no uso de drogas pesadas. Essa drogada, que por acaso é filha de uma das ex-colegas de Rémy, passa a ministrar heroína a ele no intuito de minoras suas dores de, num óbvio desfecho, se redime de sua vida, após uma conversa reflexiva com o doente. Outro estereótipo, o filho yuppie de Rémy, Sebastien, representa a geração pós-faça amor não faça a guerra, e está sempre “plugado” no trabalho de consultor do mercado financeiro e, embora se considere self made man descobre através da mãe que deve muito a seu pai, e resolve, a qualquer custo, (dinheiro mesmo) amenizar os últimos momentos de seu pai, chegando a “comprar” a visita “espontânea” de ex-alunos a seu pai. A alegoria do autor é que, embora o mundo ocidental esteja ruindo (Rémy está morrendo), o dinheiro o dinheiro sempre vai ser o deus onipotente que tudo resolve. Sebastien resolve, depois da morte do pai (fim da civilização) retornar a seu ambiente, onde vai casar em continuar com a mesma vida. Aliás, a noiva Sebastien é a única que contesta o amor frontalmente, ela não acredita em amor e vai casar exatamente como quase todos dessa geração o fazem, por mera conveniência e sem pretextos. Parabéns para ela pela falta de hipocrisia.


Cabe lembrar também que Rémy, apesar de muito doente, permanece lúcido e dá uma dica de quem são os bárbaros quando diz que tem medo de ir aos EUA para se tratar. Rémy, ex-professor, devasso, inteligente, depressivo,lúcido, angustiado, divorciado, ilustrado acima da média, bate firme no cristianismo representado por bonita freira-enfermeira que o atende. Esta acaba concordando que a religião cometeu seus pecados e se acumplicia com os outros para dar uma morte decente a Rémy. Esse é o clímax do filme, todos, a bicha, a descasada, o casado com a mulher jovem, o filho, a noiva do filho, a santarrona, a mãe da drogada, a drogada, obedecendo o desejo do moribundo, permitem que lhe seja ministrada uma dose fatal de heroína.


Morreu Rémy, morreu o século vinte, morreu a civilização ocidental, morreu a história (no sentido Fukuyama do termo), só restou o dinheiro (Sebastien), a falta de amor, (noiva dele), a desilusão com as drogas (ex-drogada) e o desengano com a religião (Freira).


É um filme é bom, vale ser assistido, mas deixa, a exemplo de um bom vinho, um retro sabor pata quem não assistiu “O declínio do império americano” do mesmo diretor. JAIR, Floripa, 17/10/10.


 

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Jair em 17/10/2010Nota: 3.5     


Como a história registra, povos oriundos do leste europeu e da Ásia, “invadiram” a Europa ocidental, central, a península ibérica, bem como a região do Mediterrâneo por volta do ano 220 de nossa era, durante o império romano e, a despeito de serem mais armados e quase tão organizados quanto aos romanos, foram denominados “bárbaros” por não se expressarem e latim, língua considerada oficial na época, assim como o inglês o é hoje no mundo ocidental; e por exibirem culturas e costumes diferentes dos chamados povos “civilizados” europeus.  


A história não registra se o povo do país invadido se via em pior situação com os bárbaros ou com os senhores feudais, reis e príncipes que governavam essas regiões; ou se essas invasões representavam uma espécie de libertação do jugo a que esses tiranos de sangue azul submetiam seus vassalos, já que a história sempre é escrita por aqueles que vencem e estes não se preocupam em traduzir em letras o sentimento dos pobres e oprimidos. 


Frequentemente, os criadores de obras de arte se socorrem de metáforas históricas para exprimirem seus sentimentos e divulgarem suas mensagens, isto é, venderem seu peixe. É interessante que assim seja porque, como disse um sábio contemporâneo, “a história se repete”, por decorrência, tudo que vivemos hoje é réplica do passado com adição de cores do presente.


Assim, me parece, que a “Invasão” desloca nossa atenção para o singular e quase compulsório pós-pós, ou seja, pós-moderno e pós-onze de Setembro. O personagem Rémy do filme, na sua crise existencial, crise essa que só aparentemente é causada pela doença terminal que o afeta, questiona a vida que levou; o que fez e o que deixou de fazer; questiona ao lado de seus estereotipados ex-colegas de faculdade, os valores da civilização ocidental do século vinte, e todos os “ismos” os quais abraçaram como causa justas durante suas vidas. Já que a dor pela qual passa Rémy, está presente o tempo todo, esta dor é pretexto para introduzir na história, uma fiel representante da “geração perdida”, com toda carga de desamor e rebeldia sem causa que convém a quem se refugia no uso de drogas pesadas. Essa drogada, que por acaso é filha de uma das ex-colegas de Rémy, passa a ministrar heroína a ele no intuito de minoras suas dores de, num óbvio desfecho, se redime de sua vida, após uma conversa reflexiva com o doente. Outro estereótipo, o filho yuppie de Rémy, Sebastien, representa a geração pós-faça amor não faça a guerra, e está sempre “plugado” no trabalho de consultor do mercado financeiro e, embora se considere self made man descobre através da mãe que deve muito a seu pai, e resolve, a qualquer custo, (dinheiro mesmo) amenizar os últimos momentos de seu pai, chegando a “comprar” a visita “espontânea” de ex-alunos a seu pai. A alegoria do autor é que, embora o mundo ocidental esteja ruindo (Rémy está morrendo), o dinheiro o dinheiro sempre vai ser o deus onipotente que tudo resolve. Sebastien resolve, depois da morte do pai (fim da civilização) retornar a seu ambiente, onde vai casar em continuar com a mesma vida. Aliás, a noiva Sebastien é a única que contesta o amor frontalmente, ela não acredita em amor e vai casar exatamente como quase todos dessa geração o fazem, por mera conveniência e sem pretextos. Parabéns para ela pela falta de hipocrisia.


Cabe lembrar também que Rémy, apesar de muito doente, permanece lúcido e dá uma dica de quem são os bárbaros quando diz que tem medo de ir aos EUA para se tratar. Rémy, ex-professor, devasso, inteligente, depressivo,lúcido, angustiado, divorciado, ilustrado acima da média, bate firme no cristianismo representado por bonita freira-enfermeira que o atende. Esta acaba concordando que a religião cometeu seus pecados e se acumplicia com os outros para dar uma morte decente a Rémy. Esse é o clímax do filme, todos, a bicha, a descasada, o casado com a mulher jovem, o filho, a noiva do filho, a santarrona, a mãe da drogada, a drogada, obedecendo o desejo do moribundo, permitem que lhe seja ministrada uma dose fatal de heroína.


Morreu Rémy, morreu o século vinte, morreu a civilização ocidental, morreu a história (no sentido Fukuyama do termo), só restou o dinheiro (Sebastien), a falta de amor, (noiva dele), a desilusão com as drogas (ex-drogada) e o desengano com a religião (Freira).


É um filme é bom, vale ser assistido, mas deixa, a exemplo de um bom vinho, um retro sabor pata quem não assistiu “O declínio do império americano” do mesmo diretor. JAIR, Floripa, 17/10/10.


 

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Jair em 17/10/2010Nota: 3.5     


Como a história registra, povos oriundos do leste europeu e da Ásia, “invadiram” a Europa ocidental, central, a península ibérica, bem como a região do Mediterrâneo por volta do ano 220 de nossa era, durante o império romano e, a despeito de serem mais armados e quase tão organizados quanto aos romanos, foram denominados “bárbaros” por não se expressarem e latim, língua considerada oficial na época, assim como o inglês o é hoje no mundo ocidental; e por exibirem culturas e costumes diferentes dos chamados povos “civilizados” europeus.  


A história não registra se o povo do país invadido se via em pior situação com os bárbaros ou com os senhores feudais, reis e príncipes que governavam essas regiões; ou se essas invasões representavam uma espécie de libertação do jugo a que esses tiranos de sangue azul submetiam seus vassalos, já que a história sempre é escrita por aqueles que vencem e estes não se preocupam em traduzir em letras o sentimento dos pobres e oprimidos. 


Frequentemente, os criadores de obras de arte se socorrem de metáforas históricas para exprimirem seus sentimentos e divulgarem suas mensagens, isto é, venderem seu peixe. É interessante que assim seja porque, como disse um sábio contemporâneo, “a história se repete”, por decorrência, tudo que vivemos hoje é réplica do passado com adição de cores do presente.


Assim, me parece, que a “Invasão” desloca nossa atenção para o singular e quase compulsório pós-pós, ou seja, pós-moderno e pós-onze de Setembro. O personagem Rémy do filme, na sua crise existencial, crise essa que só aparentemente é causada pela doença terminal que o afeta, questiona a vida que levou; o que fez e o que deixou de fazer; questiona ao lado de seus estereotipados ex-colegas de faculdade, os valores da civilização ocidental do século vinte, e todos os “ismos” os quais abraçaram como causa justas durante suas vidas. Já que a dor pela qual passa Rémy, está presente o tempo todo, esta dor é pretexto para introduzir na história, uma fiel representante da “geração perdida”, com toda carga de desamor e rebeldia sem causa que convém a quem se refugia no uso de drogas pesadas. Essa drogada, que por acaso é filha de uma das ex-colegas de Rémy, passa a ministrar heroína a ele no intuito de minoras suas dores de, num óbvio desfecho, se redime de sua vida, após uma conversa reflexiva com o doente. Outro estereótipo, o filho yuppie de Rémy, Sebastien, representa a geração pós-faça amor não faça a guerra, e está sempre “plugado” no trabalho de consultor do mercado financeiro e, embora se considere self made man descobre através da mãe que deve muito a seu pai, e resolve, a qualquer custo, (dinheiro mesmo) amenizar os últimos momentos de seu pai, chegando a “comprar” a visita “espontânea” de ex-alunos a seu pai. A alegoria do autor é que, embora o mundo ocidental esteja ruindo (Rémy está morrendo), o dinheiro o dinheiro sempre vai ser o deus onipotente que tudo resolve. Sebastien resolve, depois da morte do pai (fim da civilização) retornar a seu ambiente, onde vai casar em continuar com a mesma vida. Aliás, a noiva Sebastien é a única que contesta o amor frontalmente, ela não acredita em amor e vai casar exatamente como quase todos dessa geração o fazem, por mera conveniência e sem pretextos. Parabéns para ela pela falta de hipocrisia.


Cabe lembrar também que Rémy, apesar de muito doente, permanece lúcido e dá uma dica de quem são os bárbaros quando diz que tem medo de ir aos EUA para se tratar. Rémy, ex-professor, devasso, inteligente, depressivo,lúcido, angustiado, divorciado, ilustrado acima da média, bate firme no cristianismo representado por bonita freira-enfermeira que o atende. Esta acaba concordando que a religião cometeu seus pecados e se acumplicia com os outros para dar uma morte decente a Rémy. Esse é o clímax do filme, todos, a bicha, a descasada, o casado com a mulher jovem, o filho, a noiva do filho, a santarrona, a mãe da drogada, a drogada, obedecendo o desejo do moribundo, permitem que lhe seja ministrada uma dose fatal de heroína.


Morreu Rémy, morreu o século vinte, morreu a civilização ocidental, morreu a história (no sentido Fukuyama do termo), só restou o dinheiro (Sebastien), a falta de amor, (noiva dele), a desilusão com as drogas (ex-drogada) e o desengano com a religião (Freira).


É um filme é bom, vale ser assistido, mas deixa, a exemplo de um bom vinho, um retro sabor pata quem não assistiu “O declínio do império americano” do mesmo diretor. JAIR, Floripa, 17/10/10.


 

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thi490 em 08/10/2010Nota: 0.5     

O filme acha que é crítico, fazendo polêmicas sem sentindo, a moral do filme é mostrar o quanto a vida por mais que seja aproveitada no final descobri o quanto ela é insignificante, então se vc quer aproveitar a vida faça tudo agora sem se preocupar com o amanhã pq no fim vc vai ter arrependido de não ter feito aquilo q vc queria!! =]

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Breno em 17/02/2003Nota: 5     

O filme é maravilhoso, com doses de humor e muitas cenas dramáticas marcantesm, que apesar de não serem nada de extremamente novo fazem com que se reflita sobre a vida e emocione-se de forma espetacular!!! Assista, garanto q não se arrependerá!

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Renataa em 18/01/2003Nota: 5     

O filme mostra as relações entre as pessoas de maneira cativante e sem subterfúgios. Questiona também a questão de podermos escolher nossa hora de morrer sem aumentar o sofrimento de todos que estão a nossa volta. Fala da vida e da morte de uma maneira natural, como deve ser vista.

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Sérgio Ricardo em 02/01/2003Nota: 5     

Esse tipo de mesagem, acontece uma vez na vida. um marco para a geracão que não entedeu bem a quebra das ideologias.não consigo definir em uma palavra o sentimento sobre esse filme. assistam.

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Dílson José Frantz em 15/02/2003Nota: 4.5     

Fato raro, finalmente temos um grande filme voltado para o público adulto. Na verdade, Invasões é uma continuação de O Declínio do Império Americano, que mostrava um grupo de amigos com seus sonhos e ideologias. Com praticamente o mesmo elenco, Arcand os reúne novamente em torno de Rémy, professor com câncer que vive seus últimos dias e que quer, apesar dos conflitos, ficar com seus filhos e amigos até o fim. Calma, o filme não tem nada de apelativo. Emociona sim, mas pela forma como o drama se desenvolve. Trata, acima de tudo, da morte de toda uma geração. São pessoas cultas, inteligentes, politizadas, que lutaram por seus ideais, mas que,como na vida real, tiveram vários destinos. Acima de tudo, é como uma volta ao lar, de fazer um balanço da vida, do reencontro com os verdadeiros amigos. Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, é sem dúvida um dos melhores filmes do ano.

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