Título original: (Ordinary People)
Lançamento: 1980 (EUA)
Direção: Robert Redford
Atores: Donald Sutherland, Mary Tyler Moore, Judd Hirsch, Timothy Hutton.
Duração: 122 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
A morte prematura em um acidente de um dos filhos de uma família de classe média alta acaba afetando a todos, principalmente o irmão da vítima, que se considera responsável pelo ocorrido e está em tratamento psiquiátrico. No entanto a mãe faz questão de manter as aparências, para não dar a entender que a unidade familiar foi quebrada.
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Fernando Sampaio em 23/11/2011Nota: 10
Timothy Hutton, que interpreta o rapaz problemático, está perfeito, e o Oscar de ator coadjuvante que ganhou foi merecido, embora o seu papel, no meu entender, era de protagonista. Donald Sutherland, no papel do pai, está soberbo. No pequeno papel de um psicoterapeuta, o ator Judd Hirch, também indicado ao Oscar de coadjuvante, esteve perfeito. Mary Tyler Moore, indicada ao Oscar de melhor atriz, defendeu o seu papel apenas a contento. O roteiro foi muito bom e a direção de Robert Redford foi segura e competente. Nota 10
Jair em 17/10/2010
A filmologia americana é pródiga em explorar sob todos os ângulos e com obsessão quase compulsiva os conflitos e a dinâmica das famílias. É fácil notar nas séries televisivas, filmes e animações que predomina uma super exposição das relações familiares no contexto da cultura daquele país. Desde “Flintstones”, os clássicos “A família Trapp” e “Família Dó Ré Mi”, passando por “Os Waltons”, “Married and Childrens” e muitos outros, os vários aspectos sejam lúdicos, patéticos, conservadores, liberais ou dramáticos da sociedade representada pelo núcleo familiar, são mostrados sem culpa e sem falsos pudores. Imagino que expor as dores da sociedade funcione como uma espécie de catarse coletiva que mantém a sanidade de um povo o qual vê no cinema seu divã do analista, pelo preço de um simples ingresso. Não será por falta de exposição que nós, expectadores, vamos dizer que não conhecemos como aquela sociedade funciona. O filme “Gente como a gente” (Ordinary People) 1980, dirigido por Robert Redford é um exemplo expressivo da preocupação constante dos produtores americanos. Trata-se de um filme marcante que mostra de maneira crua o drama de uma família dilacerada pela perda de um filho num acidente e a tentativa de suicídio do outro, mas que tenta se comportar como nada tivesse acontecido. Um filme emocionante, que entra pelos olhos do expectador pela aparente simplicidade da vida de uma família comum de classe média alta. Contudo, no fundo, um filme complexo que acaba nos levando a reflexão sobre nós mesmos. Atuações impecáveis de todos os atores, e direção perfeita de Robert Redford. O nem tão bonito Judd Hirsch como psicanalista, tem uma atuação competente, brilhante até, parece encarnar uma pessoa real com qualidades e defeitos, embora seu objetivo seja chegar à origem da insegurança de Conrad, personagem interpretado por Timothy Hutton, o qual merecia um Oscar pelo bom trabalho. Não bastasse isso, Donald Sutherland e Mary Tyler Moore como os pais (Calvin e Beth Jarrett) de Conrad, estão impecáveis. Principalmente ela que faz uma mãe emocionalmente distante do filho e que, aparentemente, o acusa da morte do filho mais velho, sem, contudo, assumir seu comportamento. Enquanto o filho sente culpa pela morte do irmão e não consegue superar o bloqueio emocional da mãe que o impede de se aproximar dela, o resultado é uma tentativa de suicídio e tratamento psiquiátrico. Uma trilha sonora que não se impõe a ponto de interferir nas cenas, emoldura com sutileza o clima dramático e emocional do filme. O final é surpreendente e corajoso, adiciona pontos na carreira do diretor que, facilmente, devido à temática forte da história, poderia ter resvalado para o dramalhão, mas que mantém o nível de racionalidade que acaba dando firmeza à obra. Um dos filmes que eu recomendaria aos meus amigos mais exigentes sem medo de errar, sem receio que os expectadores se decepcionassem. JAIR, Floripa, 30/10/10.
looidi em 11/10/2010Nota: 3.5
Sempre o ideal é assistir para fazermos a nossa apreciação. Mas resenhas e opiniões [em que pese nem sempre "funcionarem"] são um bom "justificador" pra se gravar um filme e, no meu caso, incorporá-lo à filmoteca particular. É o que farei com GENTE COMO A GENTE, pois a exemplo daqui, as críticas no TC [ http://globosat.globo.com/telecine/canais/filmes.asp?cid=30&fid=14423&criticas=1&eid= ] lhe são predominantemente favoráveis. Dia 13-Out, 22h, no TC-Cult. Por ora, só pelos comentários, nota 8 [ três-e-meia estrelas...]
Fernando Vasconcelos em 05/01/2010
Filme que retrata a vida como ela é, com direção e interpretações bastante convincentes.
Lucas de Oliveira em 05/01/2001Nota: 5
É, na minha opinião, o primeiro filme a mostrar dramas cotidianos e criticar a superficial felicidade proporcionada pelo american way of life. Muito superior a Beleza Americana, por exemplo.
Caroline Bogarde em 03/01/2001Nota: 5
Um filme maravilhoso, emocionante, que conquista pela aparente simplicidade. Precursor de "Gênio Indomável", muitas pessoas acham banal e que não se trata de nada mas no fundo um filme complexo que acaba nos levando a analisarmos a nós mesmos. Brilhantes atuações, todos os atores estão excepcionalmente bons, direção fantástica de Robert Redford. A personagem de Judd Hirsch faz um ótimo trabalho como psicanalista, chegando ao ápice quando incorpora o irmão falecido do personagem de Timothy Hutton, de arrancar lágrimas. A trilha sonora complementa o clima maravilhosamente. O final é surpreendente e emocionante. Um dos melhores filmes, com tema mais profundo que já vi.
Viviane Barros Lima em 04/01/2001Nota: 5
Nunca um filme foi tão fundo na análise das relações familiares como este. E nunca foi tão brilhante também. O roteiro é fantástico. As atuações de Timothy Hutton, Donald Sutherland e Mary Tyler Moore estão impecáveis. Sobretudo Mary, no papel de uma mãe fria e desprovida de culpa por desprezar seu filho. Robert Redford merece um "aplauso" especial por pegar um tema tão comum e dissecá-lo em cenas extremamente profundas.
Filipe Rodrigues em 06/01/2001Nota: 5
Um típico filme família, mas com um tempo vai conquistando quem assiste,Robert Redford em sua estréia na direção teve que ficar do outro lado da câmera para provar que merecia um Oscar.
Eduardo Fernandes Jr. em 07/01/2001Nota: 5
Pra mim é particularmente um filme inesquecível, que marcou muito minha adolescencia. As cenas na clinicia psiquiatrica são minhas prediletas, assim como é memorável a cena em que a mãe friamente tritura a rabana do filho na pia.Quem gostou, não deve deixar de ver "Tempestade de Gelo" que tem o mesmo clima e teor.
Marcelo Santiago em 02/01/2001Nota: 3
"Gente como a gente" é um filme chato, com um psicologismo metido, irritante. Mesmo assim, o drama funciona... família emocionalmente falida, um jovem suicida etc., mas não como um drama incomum. Trata-se de um filme comum como as pessoas que se propõe a analisar.
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
...O melhor HP da franquia, sem duvidas nenhuma
por Isnaildo, 13/02/2012 às 12:52
...Filme nojento!!!! Uma cena completamente nojenta, dele "emrrabando" o cara!! ...
por Isnaildo, 13/02/2012 às 12:45
Grandiosa epopéia de uma familia texana , que deixa explicito muitas lições . Se o roteir...
por Benedito, 13/02/2012 às 12:31
Filme interessante e bem bolado!
por William, 13/02/2012 às 11:56