As Invasões Bárbaras
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Média:   3,3 por 2664 notas das quais 9 críticas  | 
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Jair
Jair

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  2 - Fraco

Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} Como a história registra, povos oriundos do leste europeu e da Ásia, “invadiram” a Europa ocidental, central, a península ibérica, bem como a região do Mediterrâneo por volta do ano 220 de nossa era, durante o império romano e, a despeito de serem mais armados e quase tão organizados quanto aos romanos, foram denominados “bárbaros” por não se expressarem e latim, língua considerada oficial na época, assim como o inglês o é hoje no mundo ocidental; e por exibirem culturas e costumes diferentes dos chamados povos “civilizados” europeus.   A história não registra se o povo do país invadido se via em pior situação com os bárbaros ou com os senhores feudais, reis e príncipes que governavam essas regiões; ou se essas invasões representavam uma espécie de libertação do jugo a que esses tiranos de sangue azul submetiam seus vassalos, já que a história sempre é escrita por aqueles que vencem e estes não se preocupam em traduzir em letras o sentimento dos pobres e oprimidos.  Frequentemente, os criadores de obras de arte se socorrem de metáforas históricas para exprimirem seus sentimentos e divulgarem suas mensagens, isto é, venderem seu peixe. É interessante que assim seja porque, como disse um sábio contemporâneo, “a história se repete”, por decorrência, tudo que vivemos hoje é réplica do passado com adição de cores do presente. Assim, me parece, que a “Invasão” desloca nossa atenção para o singular e quase compulsório pós-pós, ou seja, pós-moderno e pós-onze de Setembro. O personagem Rémy do filme, na sua crise existencial, crise essa que só aparentemente é causada pela doença terminal que o afeta, questiona a vida que levou; o que fez e o que deixou de fazer; questiona ao lado de seus estereotipados ex-colegas de faculdade, os valores da civilização ocidental do século vinte, e todos os “ismos” os quais abraçaram como causa justas durante suas vidas. Já que a dor pela qual passa Rémy, está presente o tempo todo, esta dor é pretexto para introduzir na história, uma fiel representante da “geração perdida”, com toda carga de desamor e rebeldia sem causa que convém a quem se refugia no uso de drogas pesadas. Essa drogada, que por acaso é filha de uma das ex-colegas de Rémy, passa a ministrar heroína a ele no intuito de minoras suas dores de, num óbvio desfecho, se redime de sua vida, após uma conversa reflexiva com o doente. Outro estereótipo, o filho yuppie de Rémy, Sebastien, representa a geração pós-faça amor não faça a guerra, e está sempre “plugado” no trabalho de consultor do mercado financeiro e, embora se considere self made man descobre através da mãe que deve muito a seu pai, e resolve, a qualquer custo, (dinheiro mesmo) amenizar os últimos momentos de seu pai, chegando a “comprar” a visita “espontânea” de ex-alunos a seu pai. A alegoria do autor é que, embora o mundo ocidental esteja ruindo (Rémy está morrendo), o dinheiro o dinheiro sempre vai ser o deus onipotente que tudo resolve. Sebastien resolve, depois da morte do pai (fim da civilização) retornar a seu ambiente, onde vai casar em continuar com a mesma vida. Aliás, a noiva Sebastien é a única que contesta o amor frontalmente, ela não acredita em amor e vai casar exatamente como quase todos dessa geração o fazem, por mera conveniência e sem pretextos. Parabéns para ela pela falta de hipocrisia. Cabe lembrar também que Rémy, apesar de muito doente, permanece lúcido e dá uma dica de quem são os bárbaros quando diz que tem medo de ir aos EUA para se tratar. Rémy, ex-professor, devasso, inteligente, depressivo,lúcido, angustiado, divorciado, ilustrado acima da média, bate firme no cristianismo representado por bonita freira-enfermeira que o atende. Esta acaba concordando que a religião cometeu seus pecados e se acumplicia com os outros para dar uma morte decente a Rémy. Esse é o clímax do filme, todos, a bicha, a descasada, o casado com a mulher jovem, o filho, a noiva do filho, a santarrona, a mãe da drogada, a drogada, obedecendo o desejo do moribundo, permitem que lhe seja ministrada uma dose fatal de heroína. Morreu Rémy, morreu o século vinte, morreu a civilização ocidental, morreu a história (no sentido Fukuyama do termo), só restou o dinheiro (Sebastien), a falta de amor, (noiva dele), a desilusão com as drogas (ex-drogada) e o desengano com a religião (Freira). É um filme é bom, vale ser assistido, mas deixa, a exemplo de um bom vinho, um retro sabor pata quem não assistiu “O declínio do império americano” do mesmo diretor. JAIR, Floripa, 17/10/10.  

Adicionado em 17 de out de 2010 às 14h13
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thi490
thi490

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  0.5: Horrível

O filme acha que é crítico, fazendo polêmicas sem sentindo, a moral do filme é mostrar o quanto a vida por mais que seja aproveitada no final descobri o quanto ela é insignificante, então se vc quer aproveitar a vida faça tudo agora sem se preocupar com o amanhã pq no fim vc vai ter arrependido de não ter feito aquilo q vc queria!! =]

Adicionado em 08 de out de 2010 às 17h56
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Xoping
Xoping

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  0.5: Horrível

Um filme pseudo-intelectual feito para pseudo-intelectuais! Preconceituoso, sem emoção, piadas sem graça e apelativo. A nota 1 é pela curta duração do filme, o que mostra bom senso. Assim não se prolonga o sofrimento de assistir essa porcaria!

Adicionado em 13 de mar de 2003 às 00h00
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Fabio
Fabio

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  1.5 - Ruim

Achei fraco... concordo que este filme tem diálogos inteligentes, atuações boas etc.. Mas achei muito previsível, ficou claro desde o início o que iria acontecer no fim. O que eu acho interessante é que parece um pecado você dizer que não "amou" em que a "crítica" diz ser ótimo. Até mesmo aqui, me parece que existem várias pessoas que opinam de acordo com a moda.

Adicionado em 31 de jan de 2003 às 00h00
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PazzoBaz
PazzoBaz

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  2.5 - Regular

É um grande filme! Muito inteligente e sensível, capaz de emocionar e nos fazer pensar sobre a histórias de nossas vidas e todo esse capitalismo que vivemos. Vale a pena assistir e se emocionar com este filme.

Adicionado em 21 de jan de 2003 às 00h00
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tiago
tiago

| Ler suas 38 críticas |

  2.5 - Regular

Sim, ainda existe vida inteligente na terra! Esse filme é uma prova disso. Um dos melhores filmes que já vi, pelo menos nos últimos tempos, com diálogos interessantíssemos e com um roteiro comovente. Ainda conta com uma baita interpretação de Rémy Girard que rouba a cena todas as vezes em que aparece.

Adicionado em 20 de jan de 2003 às 00h00
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André Araujo
André Araujo

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  2.5 - Regular

Um daqueles filmes que dá raiva por ser tão bom. A cada diálogo uma lição de como se deve fazer cinema. Atores inspiradíssimos e muitos, muitos motivos para levar uma caixa de lenços ao cinema. Obra-prima!

Adicionado em 15 de jan de 2003 às 00h00
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

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  2.5 - Regular

O capítulo dois de "O DECLÍNIO DO IMPÉRIO AMERICANO", de 1986, consegue ser melhor que o original. Trata-se de uma reunião de amigos do professor universitário Rémy (Rémy Girard), o mesmo grupo do primeiro filme, pois ela sofre de câncer e está à beira da morte. Em suma, uma espécie de "O REENCONTRO", filme no qual as antigas utopias da época da juventude são confrontadas com a realidade nua e crua. O cerne do filme está no choque entre a realidade e a ideologia, entre teoria e prática. Rémy sempre defendeu uma sociedade socializada ao longo de sua vida. No entanto, o que ele enfrenta nos estertores de sua vida é um hospital superlotado, com leitos espalhados por todos os corredorres, os médicos não sabem o nome dos seus pacientes, além da falta de condições de infra-estrutura. Notem: estou falando do Canadá e não de nenhum país de terceiro mundo. Foi pela utopia de uma sociadade melhor e mais igualitária que Rémy lutou toda a sua vida. E os espectadores se certificam da derrocada desse projeto. O seu filho, Sebastien (Stéphane Rousseau), um yuppie de carteirinha, que trabalha no mercado financeiro e pouco lê (para desespero do pai) é que chega e resolve a situação do pai. Ele suborna alguns membros do sindicato que dirige o hospital, cria uma suíte para o pai passar os seus últimos dias junto dos amigos. Sébastien consegue - através do dinheiro, é claro - que o pai faça uma ressonância magnética por emissão de prótons nos EUA. Também "compra" alguns dos ex-alunos do pai para que o visitem no hospital. O capitalista do mundo globalizado do século XXI é que resolve as questões práticas do seu pai, cujo idealismo de sua geração se esvaiu pelos ralos dos serviços públicos canadenses. O título do filme se refere aos ataques terrorista de 11 de setembro de 2001. E a melhor parte são os diálogos entre os amigos reunidos no quarto de hospital de Rémy quando eles discutem que a história do homem está intimamente ligada a atrocidades infinitamente maiores do que as de 11/9. A aniquilação indígena da América, dos presos políticos da URSS de Stálin e o holocausto da segunda guerra mundial. O personagem principal faz uma revisão de sua vida, os momentos importantes, as imagens que o marcaram, as mulheres que teve e de suas conquistas. No final, o que fica para a posteridade são as nossas obras, pois os homens passam. Um filme brilhante, de um diretor que não é tão prolífico quanto deveria. Se o declínio do império americano é irreversível, que ao menos nos forneça filmes como "AS INVASÕES BÁRBARAS".

Adicionado em 09 de jan de 2003 às 00h00
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edilson
edilson

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  2.5 - Regular

É muito difícil analizar esse filme pelo lado técnico. Não há fotografia sensacional nem locações espetaculares. Deixo isso a cargo dos detalhistas. Mesmo porque "As Invasões" é filme de conteúdo e interpretações maravilhosas. E que conteúdo. Se você não rir e não chorar com a história do professor Rémy, no final da vida dele, volte para sua caverna pré-histórica e fique por lá.

Adicionado em 06 de jan de 2003 às 00h00
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