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    Minha Mãe é uma Peça - O Filme
    Críticas AdoroCinema
    3,0
    Legal
    Minha Mãe é uma Peça - O Filme

    Humor fácil e com pedigree

    por Roberto Cunha
    Goste você ou não do resultado, o cinema nacional está a pleno vapor. A velocidade com que os filmes são produzidos mudou radicalmente e parte dos realizadores movem suas peças, no tabuleiro dos projetos, em direção à fórmulas bem sucedidas. Minha Mãe é uma Peça - O Filme chega escorado em mais de um milhão de espectadores ao longo de seis anos de teatros cheios Brasil afora. Mais do que um simples "pedigree", esses números sólidos podem significar bons resultados nas bilheterias, uma vez que o público anda consumindo direto, muitas das comédias lançadas ultimamente. Será?

    Minha Mãe é uma Peça - O Filme - FotoSem medo (e chance) de errar, a razão de tanto sucesso nos palcos não é nenhuma outra senão o talento do comediante Paulo Gustavo, criador da Dona Hermínia, protagonista desta história. Divorciada do marido, que a trocou por uma mais nova, ela é uma mulher super pilhada, que mora com os dois filhos já grandes e, como (quase) toda mãe, fica ali tentando controlá-los. Quando descobre que eles a acham uma chata de galocha, ela sai de casa desolada, sem dar satisfação para ninguém, indo visitar uma tia. Enquanto os outros estão em polvorosa, Hermínia recorda, ao lado da parente, como tudo começou.

    Minha Mãe é uma Peça - O Filme - FotoNo elenco coeso, nomes já consagrados se misturam com jovens atores (Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo) lutando por seu espaço, mas é Gustavo - naturalmente, e na pele da exagerada Hermínia - quem bota o filme no bolso. Escrita por ele e mais dois parceiros, a trama foi dirigida por André Pellenz, que estreia no cinema, mas já trabalha com o ator no bem sucedido seriado 220 Volts. O maior desafio é saber se os fãs mais xiitas do (divertido) monólogo vão curtir a versão cinematográfica, agora com personagens, e se os não iniciados vão se entender diante do universo "particular" da protagonista, usuária de vestidos cafonas, bobs no cabelo e portadora de uma indefectível voz de taquara rachada.

    Assim, se nada disso significar problemas para essa turma, o sucesso está garantido, porque o acervo de situações cômicas fáceis de assimilar (bem televisivas) é grande, e o roteiro ainda tratou de acrescentar momentos melodramáticos, coisa que o povo adora. Ou seja, é a perfeita combinação da fome com a vontade comer. E se (também) para você o prato está feito, bom apetite! ;)
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