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Quero Matar Meu Chefe 2
Críticas AdoroCinema
2,0
Fraco
Quero Matar Meu Chefe 2

Três idiotas em apuros

por Francisco Russo
Ao ser lançado em 2009, Quero Matar Meu Chefe chamou a atenção pela junção da ideia clássica de comédias em torno de um chefe diabólico (no caso, três deles) com o estilo mais sacana de fazer piada, dominante no gênero na década atual. Até diverte, apesar de não ser um grande filme, muito graças às performances de Kevin Spacey (antes de House of Cards) e Jennifer Aniston (deixando a inibição de lado). Os US$ 209 milhões arrecadados nas bilheterias mundiais foram decisivos para que a Warner investisse em uma continuação, seguindo a velha ladainha de Hollywood de insistir (muito) naquilo que vem dando certo. Só que, além de desnecessário, Quero Matar Meu Chefe 2 é bem inferior ao original.

Quero Matar Meu Chefe 2 - FotoOs problemas começam pela dinâmica existente entre Nick (Jason Bateman), Kurt (Jason Sudeikis) e Dale (Charlie Day, menos irritante que no filme anterior), reduzidos a três completos idiotas. Ok, os amigos já pisavam na bola no filme original, mas aqui cometem uma série de trapalhadas de envergonhar, seja pelos erros básicos no desenvolvimento do plano ou pela grosseria das piadas sexuais. Em momento algum conseguem convencer como empreendedores, mesmo levando-se em conta a inexperiência do trio ao comandar uma empresa. Isto, por si só, já é um ponto negativo em relação ao filme original. Por mais que também tivesse exageros, a história anterior ainda abordava questões interessantes sobre o modo de tratamento no ambiente empresarial e o próprio sonho de crescer dentro desta estrutura, visando um dia liderar ao invés de ser liderado. Aqui, tudo isto é deixado de lado.

Quero Matar Meu Chefe 2 - FotoA trama acompanha os esforços do trio em lançar um novo produto no mercado, o Shower Buddy, um chuveiro que também faz massagem enquanto você está no banho. Após caírem no conto do empresário malandro (Christoph Waltz), eles se vêem repleto de dívidas e à beira da falência. A solução? Sequestrar o filho do tal empresário (Chris Pine) e exigir um gordo resgate por ele. E só. A proposta da iniciativa empresarial que não dá certo logo é deixada de lado para se investir pesado na tal vingança, que rende uma série de confusões protagonizadas pelos amigos. Com Jason Bateman assumindo o posto de integrante mais responsável e Charlie Day o de histérico, Jason Sudeikis acaba perdido dentro deste contexto, sendo subaproveitado. Seu personagem meramente acompanha um dos dois, sem trazer algum frescor dentro da história.

É claro que, para justificar o posto de continuação, foi arrumado um meio de encaixar os personagens de Jennifer Aniston, Kevin Spacey e Jamie Foxx dentro da trama. Todos gratuitos, sem que haja a real necessidade de serem incluídos no roteiro. Por outro lado, a adição de Chris Pine ao elenco acrescenta bastante ao filme. Não apenas por ser ele o responsável pela virada que traz alguma graça à história, mas também por sua performance sarcástica, de longe a melhor do filme. Por outro lado, Christoph Waltz compõe um vilão bem tradicional e sem brilho.

Quero Matar Meu Chefe 2 é um filme que aposta firme na comédia pastelão, explorando também algumas piadas bem grosseiras, especialmente no início. Sem jamais empolgar, trata-se de uma comédia que tenta fazer graça a partir de situações repetidas e cansativas, que trazem um lado anacrônico: por mais que haja um lado sacana, traz também uma profunda ingenuidade na condução dos personagens principais.
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Comentários

  • Sidney M.
    A comédia do ano sem dúvida nenhuma.
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