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Guerra é Guerra!

<b>Amigos para sempre?</b>

por Roberto Cunha

Filmes em que dois homens se interessam por uma mesma mulher estão longe de ser novidade, mas isso não significa que o assunto esteja esgotado. Afinal, essa competição faz parte do jogo da vida. Guerra é Guerra explora essa situação trazendo dois agentes secretos (Chris Pine e Tom Hardy) envolvidos numa grande confusão por causa de uma certa loira, legalmente chamada Reese Witherspoon. Acostumada a dar as caras em produções mais comportadas e com menos ação, sua presença já serve como diferencial deste longa que pode não ser lembrado com o passar dos anos, mas não deveria ser esquecido por aqueles que buscam somente diversão na hora de sentar na poltrona da sala escura.

FDR (Pine) e Tuck (Hardy) trabalham na CIA e estão no encalço de um grande criminoso. Enquanto o primeiro é um mulherengo incorrigível, o outro tem uma pegada mais família, motivada pelo atual status de pai separado. Os dois são unha e carne no campo profissional, pessoal e a amizade vem sempre em primeiro lugar. Até o dia em que uma executiva, infeliz nos relacionamentos, cruza o caminho deles e desperta uma paixão em ambos por diferentes razões. É quando o espírito do "ninguém é de ninguém" passa a norteá-los, detonando a relação da dupla.

Tendo com pano de fundo esses desencontros amorosos, o roteiro de Timothy Dowling (Esposa de Mentirinha) e Simon Kinberg (Sherlock Holmes) tem um Q de Sr. e Sra. Smith (também escrito por Kinberg) e os mais recentes Par Perfeito, Encontro Explosivo e Caçador de Recompensas. Ou seja, mistura romance, ação e comédia no mesmo caldeirão e o resultado, embora previsível, tem elementos para agradar boa parcela do público. Estão lá muitas cenas mentirosas, mas elas se incorporam a trama, que começa e termina auxiliada por um fiapo de vingança, "interpretada" por um desperdiçado Til Schweiger (Bastardos Inglórios). Quem assistir vai entender melhor essa frase.

As cenas de ação são boas, algumas surreais, mas têm tiros, lutas (coreografias mais veladas) e perseguições. No campo do humor, os diálogos da protagonista com a amiga Trish (a comediante Chelsea Handler) podem render risos, assim como as sequências dos dois durante os momentos de galanteios para cima do alvo. Outro ponto que merece destaque é a pequena (e pouco comum) dose de sensualidade envolvendo a atriz e o rápido flerte com um lado mais trash, com dentes sujos e colo dos seios suados. Para os que gostam de curiosidades, essa produção de Will Smith (sim, o famoso ator) cita o saudoso Gene Wilder, Hitchcock, o seriado Chips (aquele dos policiais motociclistas) e ainda associa música da diva Sade ao sexo fácil.

Ou seja, trocando em miúdos, esqueças as cenas bobinhas e situações forçadas que estão por vir. E tente se deixar levar por essa "história" de uma mulher que não sabe escolher seu par e de homens com dificuldades para entender o que é o amor, esse eterno campo minado pronto para explodir.

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