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2,0 Fraco
Atividade Paranormal

Apenas uma Proposta

por Francisco Russo

É importante frisar logo de início: Atividade Paranormal é um fenômeno. Não pela qualidade do cinema apresentado, mas pelo sucesso obtido por um filme cujo orçamento foi de meros US$ 11 mil. É um valor ínfimo, não apenas para Hollywood como para qualquer país. A repercussão obtida é em parte mérito do filme, mas também conta com uma bela campanha iniciada na internet. Algo parecido com a realizada para A Bruxa de Blair, simulando que os eventos mostrados eram reais e gerando burburinho antes mesmo de seu lançamento nos cinemas. A consequência é notória: mais de US$ 100 milhões arrecadados, apenas nos Estados Unidos.

Entretanto, o sucesso comercial não significa que Atividade Paranormal seja bom. Aceitá-lo ou não depende muito da disposição do espectador em embarcar na proposta apresentada e relevar os diversos problemas existentes. O formato não é propriamente novo. Trata-se de um falso documentário, no estilo REC e o próprio A Bruxa de Blair, que aproveita a obsessão existente em gravar tudo que acontece, independente da gravidade do ocorrido. É um sintoma típico da sociedade atual, onde há quase a necessidade de ter sua vida de alguma forma documentada, por motivos pessoais ou para gerar algum retorno financeiro com o material. É o cinema da vida real, aproveitando o bordão muito usado pelos reality shows exibidos na TV.

Por um lado, esta opção funciona no sentido de transmitir veracidade ao espectador. Katie e Micah formam um casal que resolve documentar em vídeo tudo o que acontece com eles, em especial quando estão dormindo. O motivo é uma série de estranhos acontecimentos envolvendo Katie, o que inclui misteriosos sussurros e barulhos espalhados pela casa. O objetivo: descobrir o que está ocorrendo e conseguir uma prova de que há algo de sobrenatural ali - o que, é claro, acontece. Só que demora, bastante, até o filme chegar neste ponto. Até lá haja ambientação dos personagens, incluindo importantes características de suas personalidades.

Em pouco tempo o público descobre que Micah leva tudo como se estivesse em uma festa, se divertindo a valer, enquanto que Katie é mais serena e assustada. Não à toa, já que é ela o foco principal da história. As seguidas brincadeiras inconvenientes de Micah atingem o objetivo de esticar ao máximo a história de Atividade Paranormal, cuja trama principal é bastante precária. Só que também irritam, tamanha é a infantilidade de certos momentos. E isto atrapalha bastante seu desenrolar.

O filme realmente engrena quando as aparições sobrenaturais começam a ser mais regulares, o que faz com que o casal passe a tratar a situação com mais seriedade. É aqui seu grande trunfo: a capacidade de gerar tensão sem a utilização de efeitos especiais ou litros de sangue falso, tão comuns em filmes do tipo. Com trucagens sonoras, enquadramentos convenientes e leves efeitos, a intenção é explorar a ansiedade do público em saber o que vai acontecer e onde vai acontecer. É neste ponto que entra a percepção do espectador. Quem consegue se envolver com o clima sombrio, o considera um filme bastante tenso por ser factível. Já os mais habituados aos filmes de terror podem considerá-lo até leve, por ser mais um filme de espera pelo que está a acontecer do que propriamente um que gere sustos ou cause medo.

A grande verdade é que Atividade Paranormal é uma proposta simples, bem feita dentro de suas óbvias limitações financeiras, que deu certo. Por este lado, trata-se de um filme interessante e que deve ser visto. Mas não esperando o filme mais assustador de todos os tempos ou algo do tipo, como o marketing adora frisar. Seu maior mérito é o uso de um formato de cinema, o falso documentário, para gerar tensão de forma simples e correta. Nada além disto. E com um baita gancho no final para a continuação, é claro. Afinal de contas, filmes de terror jamais têm fim. Com muito ou pouco dinheiro disponível.

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Comentários

  • Allan C.

    Chato de doer!

  • alex junior

    pra mim,o melhor filme de terror q já vi .. nota 1000 

  • Hiedler

    Muito bom. A ideia da câmera manual apesar de não ser nova ainda funciona bem para dar um certo suspense e te levar para dentro do filme. O ponto forte do filme é o suspense, sem sangue os apelações, faz você ficar vidrado em todos os detalhes do ambiente ligado em qualquer detalhe. Você até se sente presente na cena.

  • alex souza

    UM ÓTIMO FILME,NÃO TEM EXAGEROS,NÃO E SANGRENTO ..MAS PELO FATO DE SER FEITO A VIDEO CASEIRO,MOSTRA UM POUCO DE REALIDADE OU PARECE SER REAL ..

  • Amanda Gatah O.

    Creeeeedooooooo....
    horriveell... soh para os fracosssss......
    kkk'

  • El Miguel M.

    Olha...

    O Filme não dá medo....então é fraco!!!

  • Drih S.

    todos atividades paranormal é um lixo...filminho besta de merda
    e vi falar que vai ter continuação até o 20
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk
    aff

  • El Miguel M.

    ATÉ O 20??? affffff

    os 4 são fracos....

  • Winneton D.

    Antes de ver este filme, assisti Halloween II, e só depois fui assisti Atividade Paranormal. Até então não havia visto nenhum dos filme da aparente franquia e logo de início lembrei do filme A Bruxa de Blair em virtude do modo como foi apresentado. Mas tenho de confessar que sempre que o casal ia dormir com a câmera ligada e ficava aquele silêncio sinistro eu começava a ficar em estado de tensão e em alerta esperando uma aparição repentina ou algo súbito acontecer. A proposta do filme, logo de cara, é evidenciar o suspense como em A Bruxa de Blair, para só no fim mostrar algo mais sinistro e potencialmente aterrador. E lhes digo que... Ver filme assim, sozinho, a noite, é outra coisa! A experiência foi válida e agrega mais suspense ao filme. No geral os acontecimentos são realmente perturbadores e racionalmente acredito que qualquer pessoa inteligente que venha a passar por algo assim resolva rapidamente dar o fora dali ao invés de enrolar e buscar desculpas pra ficar filmando dia após dia. O rapaz que interpreta o marido é muito chato em seus argumentos pra querer continuar ali, e a mulher é muito fraca pra assumir o controle da situação em bater o martelo para chegar a uma decisão coerente. Fala sério! Eu diria: "pernas pra que te quero!"

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