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    Homens de Preto 3
    Críticas AdoroCinema
    4,0
    Muito bom
    Homens de Preto 3

    Frescor do passado

    por Roberto Cunha

    Se lançar filmes e fazer sucesso já não é tarefa das mais fáceis, ressuscitar uma franquia "congelada" há uns 10 anos é um desafio maior ainda. E foi curioso notar que Homens de Preto 3 (2012) fez - exatamente - uso do fator tempo em sua história para retornar aos cinemas e não fez feio em relação aos seus "irmãos mais velhos" Homens de Preto (1997) e Homens de Preto 2 (2002), oferecendo o que o público procura neste tipo de filme: diversão. E como a primeira impressão é a que fica, o começo tem efeitos especiais bem legais e as sequências de ação não deixam dúvidas, dando espaço até para uma breve citação dos primeiros passos do Homem na Lua.

    Dessa vez, o boglodita Boris foge do presídio de segurança máxima com planos de viajar ao passado e se vingar de quem o prendeu: o agente K (Tommy Lee Jones). Com isso, o agente J (Will Smith) precisa fazer a mesma viagem para salvar o parceiro e o planeta. Só que quando ele encontra K mais jovem, (muito bem) interpretado por Josh Brolin, eles precisam se conhecer novamente e começam aí os diálogos carregados de piadas. A diferença, talvez, é que enquanto Smith interpreta mais de si mesmo, Brolin faz do momento uma plataforma ideal para dar um show, interpretando um K jovem que deveria ter o jeitão de Jones, um típico papel "dois em um". O filme tem ritmo e o roteiro brinca o tempo todo. Pode não fazer você morrer de rir, mas tem condições de abduzir você da seriedade do dia a dia. E o mérito de fazer graça com essa trama batida vai para o quarteto de roteiristas (Trovão Tropical, A Hora do Rush 2, Parque dos Dinossauros) que encontrou um bom equilíbrio.

    Sobrando curtição para todos os lados, desde dizer que modelos e Mick Jagger são alienígenas até tirar sarro do famoso artista pop Andy Warhol, para os saudosos do agente Frank (o cão Pug), fica a dica que ele "aparece" em duas "homenagens". A trilha sonora de Danny Elfman (o eterno ex-Oingo Boingo) aterrisa fácil nas boas sequências de ação, recheadas de piadas políticas, racistas e até besteirol puro, como o protagonizado pela classuda Emma Thompson "intraduzível". Falando em estilo, o jeitão sisudo do personagem K (que dizem ser também de Lee Jones) é bastante explorado no filme. Se existe algum paralelo com a vida real jamais dirão, mas até clima de despedida rola no filme e fica a dúvida se teria algo a ver com a má vontade dele na fase da pré-produção. Será? Corta! Dirigido pelo mesmo Barry Sonnenfeld e produzido pela mesma dupla dos filmes anteriores, essa nova aventura de humor alienígena tem potencial para agradar os fãs antigos e conquistar novos admiradores até para um quarto longa. E a razão para essa afirmativa não é de outro mundo: eles conseguiram manter o frescor. Ou seja, vale a viagem, quer dizer, o ingresso.

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