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    Homem de Ferro 2
    Críticas AdoroCinema
    2,5
    Regular
    Homem de Ferro 2

    Exagerado

    por Francisco Russo

    Exagerado
    Jogado aos teus pés
    Eu sou mesmo exagerado

     
    A famosa canção de Cazuza poderia ser encaixada na trilha sonora de Homem de Ferro 2. Afinal de contas, exagerado também é Tony Stark. Narcisista ao extremo, tudo que acontece ao seu redor tem dimensões muito acima do comum. Quando Stark está bem, tudo vai muito bem. Quando está mal, tudo vai muito mal. Estes altos e baixos emocionais norteiam o segundo filme do herói da Marvel, mais uma vez personificado com muito sarcasmo e gaiatice por Robert Downey Jr.
     
    A história começa seis meses após o término do filme original. A identidade do Homem de Ferro é pública, o que desencadeou uma verdadeira corrida pela fabricação de armaduras similares. Apesar da pressão do governo, Stark se recusa a fornecer os segredos de seu invento. "Servirei a nação da maneira que quiser", brada. Sua atitude debochada gera inimigos, em especial Justin Hammer (Sam Rockwell, caricato e infantilizado). Em paralelo, Stark corre risco de vida. O uso prolongado da armadura afeta seu organismo, liberando toxinas cada vez mais nocivas. A morte é palpável e esta percepção o afeta de forma drástica.
     
    O grande problema de Homem de Ferro 2 é não ter muita novidade a apresentar. A velha máxima do "time que está ganhando não se mexe" foi aqui aplicada, repetindo ingredientes apresentados com frescor no filme original. Com isso, a sensação de repetição e de mais do mesmo é inevitável. Por outro lado trata-se de um filme bem feito, com todos os méritos técnicos que milhões de dólares podem proporcionar, mas que se baseia quase que exclusivamente no carisma de Downey Jr. E este quase fica por conta de Scarlett Johansson.

    A melhor cena do filme é de Johansson, mais exatamente sua luta, já perto do final, contra diversos seguranças. Não se trata de uma grande atuação, mas de uma bela caracterização. A Viúva Negra apresentada é fria e calculista, provocando uma rápida identificação de quem já conhece a personagem. É a velha fidelidade sendo mais uma vez aplicada, essencial para o sucesso de qualquer adaptação dos quadrinhos.
     
    No mais, impressiona a apatia de boa parte do elenco coadjuvante, em especial Don Cheadle e Gwyneth Paltrow. Mickey Rourke compõe bem o vilão bizarro, apesar do roteiro insistir com piadas tolas como o sotaque russo ao dizer "my bird". Outra derrapada foi o confronto entre Homem de Ferro e Máquina de Combate. O conflito entre Tony Stark e James Rhodes era necessário pelo roteiro, mas não a briga entre seus alter egos. Sua presença tem a mais a ver pelo lado simbólico de confrontar os personagens, de forma a gerar uma cena de ação desnecessária e, pior ainda, mal justificada.
     
    Homem de Ferro 2, apesar de seus vários defeitos, não é ruim. Fica bem aquém do original, mas consegue ser um filme de ação razoável. Destaque também para as várias aparições de Nick Fury, que fazem com que este seja um passo importante rumo ao futuro filme dos Vingadores. Só que, para a provável sequência, será preciso fazer algo mais do que apostar apenas em bons efeitos especiais e em Robert Downey Jr., por melhor que ele encarne o sempre exagerado, mas competente, Tony Stark.

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