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    Uma Manhã Gloriosa
    Críticas AdoroCinema
    2,5
    Regular
    Uma Manhã Gloriosa

    Fraquinha e nada inspiradora

    por Roberto Cunha

    Sabe aqueles filmes que mal começam e você já sabe como vai acabar? Esse título segue essa linha, mas não chega a ser um programa totalmente perdido. E para encontrar esse caminho o melhor a fazer é eliminar as expectativas.

    Becky (Rachel McAdams) trabalha que nem uma louca e ainda assim acabou demitida. Sonhadora desde criança e workaholic sem limites, ela acaba ganhando uma nova chance em outra emissora de televisão. Para isso, pegará pela frente um falido programa matinal apresentado por uma ex miss de olho na fama (Diane Keaton) e ainda terá que convencer um jornalista premiado e ranzinza (Harrison Ford) a falar sobre futilidades.

    Dirigido por Roger Michell, do ótimo Um Lugar Chamado Notting Hill e escrito pela mesma dupla de O Diabo Veste Prada, não dá para entender bem aonde foi que eles perderam a mão. Porque o roteiro longe de ser frouxo, pelo contrário, amarra todos os clichês imagináveis para mover a trama para um óbvio final feliz. Escorado nas escadas que os personagens veteranos e rivais fazem um para o outro, o humor leve vai, volta e pode encontrar resposta no público de sorriso solto e chegado numa típica sessão vespertina. O elenco conta ainda com as participações de Patrick Wilson (Coincidências do Amor), como par amoroso e Jeff Goldblum, ele mesmo, o eterno "Mosca" no papel de chefe da moça.

    Prepare-se então para cenas previsíveis de histórias de redenção onde, no caso, um infeliz convicto e uma feliz nata trocam "figurinhas e farpas" para juntos reencontrarem um futuro profissional e pessoal. Se achou pouco, o longa repete aquela ideia surrada de que mais vale ser feliz num trabalho do que ganhar bem em outro, algo lindo na ficção, mas as vezes nada bonito na prática.

    Ah! Tem uma crítica pertinente sobre os insuportáveis programas matinais sobre nada que não param de tomar espaço do jornalismo informativo. Nos detalhes, muitas piadinhas ligadas a realidade americana, uma delas "taxando" o ex presidente Jimmy Carter de criminoso sexual, além da participação relâmpago do rapper 50 Cent e uma aparição do Blue Man Group. Seria merchandising de telefonia celular?

    Com uma trilha fraca, repetindo uma musiquinha incidental que se revezava feliz ou dramática, dá até para dizer que McAdams mostrou força como protagonista, mas a história, cá entre nós, é fraquinha e pouca inspiradora.

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    Comentários

    • Andreia Rodrigues Gomes Franca
      Péssima crítica, ótimo filme, ótima idéia, e os atores veteranos desempenharam um papel diferente e descontraído, eu amo esse filme 😉
    • Thiago Freitas
      E você que redigiu essa crítica é o próprio personagem do Ford, ranzinza e mesquinho com a vida. O filme pode não ser digno de Oscar, mas é uma obra deliciosa de se assistir.
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