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    O Orfanato
    Críticas AdoroCinema
    5,0
    Obra-prima
    O Orfanato

    SUSTOS NA DOSE CERTA

    por Roberto Cunha
    Um dos grandes baratos dos filmes de suspense é assustar. De uns anos para cá, essa premissa tornou-se missão impossível para grande parte das produções do gênero. Felizmente alguns produtores, roteiristas e diretores ainda conseguem realizar trabalhos que merecem figurar nessa seleta galeria. O Orfanato faz parte deste time. A produção é de Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno) e apesar de uma possível barreira do idioma (espanhol), a história é bastante envolvente. Ela se passa numa grande e assustadora casa (você já viu isso antes) e com os pais adotivos de um menino que afirma ter "seis" misteriosos amigos imaginários. O local era um antigo orfanato (do título) onde a mãe dele (a atriz Belén Rueda de Mar Adentro) foi criada, mas é no presente que estranhos acontecimentos se iniciam e culminam com o desparecimento do garoto.

    Os momentos de tensão são bem executados, com trilha e sonoplastia atuando em sintonia. Os sustos são bem colocados e respeitam a inteligência do espectador. A seqüência do atropelamento, por exemplo, foi chocante. Curta e grossa. E na hora certa. É suspense envolvente "como nos velhos tempos". E, às vezes, você se assusta mais pelo que não vê. A seqüência da brincadeira "1,2,3 toca na parede" é de arrepiar. A fotografia tem a textura adequada e proliferam tomadas clássicas de balanços que se mexem no jardim, corredores longos, portas que se fecham, cenas de Super 8 e até uma tomada da mãe em primeiro plano com a casa ao fundo. Mais clássica impossível. E sem demérito algum porque são elementos estruturais de uma boa trama do gênero.

    Um pequeno escorregão no roteiro foi incluir um diálogo em que um paranormal diz ser impossível encontrar um exorcista nas páginas amarelas. Além de remeter ao clássico O Exorcista (1973), insere uma pitada de humor totalmente dispensável. A curiosidade fica por conta do nome de um dos amigos imaginários (Guillermo) e da pequena participação de Geraldine Chaplin (Dr. Jivago) como uma médium com revelações impressionantes para a mãe do menino durante sua busca. Interessante também a citação de Wendy, de Peter Pan. Portanto, pode adotar O Orfanato e assistir sem susto. Melhor dizendo, o programa é garantido. E os sustos também.
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    Comentários

    • Aline Gon
      Esse assusta mil vezes mais que Sexta-Feira 13, Hellraiser, Anabelle, Sobrenatural e Invocação do Mal, todos juntos.
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