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Críticas AdoroCinema
2,5
Regular
Comer Rezar Amar

SENTAR, ASSISTIR E, TALVEZ, GOSTAR

por Roberto Cunha

Alguns filmes já chegam com chancelas que parecem garantir previamente o seu sucesso. Baseado no best seller homônimo da jornalista que entrou numa de chutar tudo para o alto para se reencontrar durante uma longa e descompromissada viagem, o longa protagonizado por Julia Roberts pode agradar uns e outros nem tanto.

Repleto de sequências incríveis em locações na Itália, Índia e Bali, acompanhadas da trilha eclética de Fleetwood Mac, Neil Young, Kool & The Gang, Tom Jobim, João e Bebel Gilberto, o elenco conta ainda com James Franco, Richard Jenkins e o novo objeto de desejo feminino Javier Bardem. Mas nem só de bons temperos se faz um bom prato. É preciso saber usá-los. Enquanto o livro proporciona para os leitores a possibilidade de “viajar” nas suas páginas, o filme traduz boa parte delas e, embora com interpretações corretas, não consegue passar a provável emoção que a autora deve ter sentido na pele. O conteúdo de quem perdeu o apetite pela vida, apresentado para a reflexão, se mostra bem raso e recorre a frases de efeito como “Deus vive dentro de você, mas sendo como você”. E fica a sensação de que falta algo mais para se ouvir de alguém que se encontra na "fronteira entre dois mundos".

O roteiro até costura bem as transições do personagem, mas a edição irregular não colabora. E destrói, por exemplo, dois belos momentos (o flerte no bar com o personagem de Franco e as carícias com o de Bardem) com cortes secos, quebrando todo o encantamento da cena, importante para pontuar "a entrega" de Elisabeth. A curiosidade fica por conta de uma certa mania (?) dos brasileiros de beijar na boca dos filhos já adultos e a inclusão de uma expressão bem conhecida, quando o personagem de Roberts é chamado de "falsa magra". Assim, o melhor deste filme morninho, além das imagens, está na presença constante do bom humor que tira sarro de Phill Collins e Air Supply, do gestual e os palavrões italianos, e cita até o mestre Yoda, de Guerra nas EstrelasComer Rezar Amar é um caso de sentar, assistir e, talvez, gostar.

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