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4,0
Muito bom
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

É bom estar de volta

por Lucas Salgado

Nove anos após O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, finalmente estamos de volta à Terra Média com a adaptação de O Hobbit, livro de J.R.R. Tolkien que antecede a história de Frodo, Sam, Aragorn, Legolas e companhia. A produção teve problemas de direitos (MGM x New Line), de desistência de diretor (Guillermo del Toro) e até mesmo de doenças de nomes importantes da equipe. Mas as barreiras foram ficando pelo caminho e agora podemos celebrar a conclusão do longa, que ainda terá duas continuações: O Hobbit: A Desolação de Smaug (2013)e O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez (2014).

Picture - Movie: 119089Primeira parte da trilogia, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada tem tudo para agradar os fãs de Tolkien. Trata seus personagens com respeito e carinho, e não deixa de lado elementos importantes do livro, como as canções dos anões. A ideia de se dividir um livro em três longas de quase três horas deixou muita gente preocupada com o fato de que Peter Jackson teria que "encher muita linguiça" e poderia acabar deixando a experiência cansativa. Mas isso não acontece, pelo menos não no primeiro filme.

A narrativa começa quase que no mesmo momento que A Sociedade do Anel, com Bilbo (Ian Holm) e Frodo (Elijah Wood) às vésperas da festa de aniversário/despedida do primeiro. A sequência, que é pequena, é muito importante para reinserir o espectador naquele universo. Neste momento, quem não é familiarizado com o livro recebe de cara a informação de que estamos de volta à Terra Média. E que uma história seguirá em O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel e outra voltará em O Hobbit.

A partir daí, voltamos 60 anos no tempo e nos deparamos com Martin Freeman na pele do jovem Bilbo. Ele vive pacatamente no Contado e tem sua rotina jogada pelos ares após a visita de Gandalf, o Cinzento (Ian McKellen). Após uma série de situações e um jantar pra lá de tumultuado, o jovem hobbit acaba em uma jornada ao lado do mago e de nada menos que 13 anões: Bofur, Ori, Kili, Fili, Dwalin, Oin, Bombur, Dori, Gloin, Balin, Nori, Bifur e, é claro, Thorin, Escudo-de-Carvalho.

Foto - FILM - Hobbit: An Unexpected Journey : 119089Os anões são um dos destaques da produção. É impressionante como conseguiram transformar 13 seres baixinhos parecidos em personagens individualmente interessantes, cada um com sua função e com uma personalidade diferente. O mérito para tanto deve ser dividido entre os atores e a equipe de produção, afinal o figurino e a maquiagem foram fundamentais para tornar cada anão um sujeito diferente. Vejam como os outros seres como orcs e trolls são todos parecidos, não podendo servir como indivíduos, mas sim como massa. É claro que como massa irão assustar mais, mas não despertarão tanto interesse. Isso fica evidente na medida que os "orcs chefes" são os únicos diferentes.

An Unexpected Journey (no original) conta com um trabalho brilhante de design de produção. Os cenários, os figurinos e a maquiagem são de cair o queixo, assim como acontecia em O Senhor dos Anéis. Na verdade, aqui temos ainda mais detalhes, como podemos ver em uma tomada de cima do Condado.

Vencedor do Oscar por A Sociedade do Anel, Andrew Lesnie realiza mais um brilhante trabalho de fotografia. As tomadas aéreas são ainda mais belas que na trilogia anterior. Por mais que saibamos que tudo foi rodado na Nova Zelândia, a sensação de imersão é tão grande que acabamos com a certeza de que estamos diante da Terra Média. Desenvolvidos pela Weta Digital, os efeitos visuais são ótimos, como pode ser conferido em diversas sequências de ação. Na verdade, o longa até surpreende pelo tanto de ação presente na trama. Esperava-se que por se tratar de um primeiro filme seria algo mais introdutório, mas não ficamos só na enrolação.

Foto - FILM - Hobbit: An Unexpected Journey : 119089Peter Jackson, que escreveu o roteiro ao lado de Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro, se mostra totalmente a vontade no universo tolkieniano. Está tão a vontade que resolveu inovar filmando o longa em 3D e a 48 quadros por segundo. Para escrever essa crítica, no entanto, foi assistida a versão padrão, em 2D e a 24 quadros por segundos, razão pela qual as novidades não poderão ser analisadas. Quanto ao 3D, todavia, cabe ressaltar que Jackson utiliza-se muitas vezes de uma grande profundidade de campo, que devem passar bem a noção de profundidade.

Os fãs dos três filmes anteriores vão adorar ver caras conhecidas como Ian McKellen, Hugo Weaving, Cate Blanchett e Christopher Lee, mas é inegável que é Martin Freeman que rouba a cena. Conhecido pela atuação em O Guia do Mochileiro das Galáxias, o ator brilha como Bilbo, passando bem as dúvidas e angústias do personagem. Quem também se sai bem é Richard Armitage como Thorin, que é o equivalente do Aragorn (Viggo Mortensen) na nova trilogia.

Outro retorno pra lá de especial é o de Andy Serkis como Gollum. A captura de movimentos e, principalmente, de expressões faciais está ainda mais impressionante que há nove anos. O personagem surge rapidamente, mas logo desperta o interesse e, até mesmo, o carinho por parte do espectador.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada aprofunda algumas situações tratadas rapidamente nos livros, como o ataque dos gigantes de pedra, e ainda reconstitui no formato de flashbacks outras situações ocorridas bem antes da jornada de Bilbo, como o ataque do dragão Smaug à Montanha Solitária.

Um dos poucos erros da produção está na criação de cenas feitas claramente para o uso de 3D. O momento em que Gandalf e os anões correm e lutam por uma montanha é digno de um vídeo game, privilegiando mais a ação do que a informação. Mesmo incomodando, isso não faz de O Hobbit um filme pior. Agora é esperar por A Desolação de Smaug.

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Comentários

  • J?nior S.

    essa e a primeira vez que vejo alguém comentando uma critica aqui no ADORO CINEMA.

  • Camila P.

    ansiosa pro dia de amanhã... :)

  • JPaulo2015

    Parabéns pela crítica Lucas, gostei demais, ansioso para ver.

  • Hermes Florencio

    É um grande filme, a critica está de parabéns. Agora Peter Jackson tem que levar algumas estatuetas pra casa, mas veremos isso em fevereiro...

  • Felipe T.

    Achei que nunca veria o Hobbit no cinema. Mas talento, criatividade, respeito e dinheiro convencem muito bem. Então vamos aproveitar o máximo possível deste presente. GOD BLESS Peter Jackson!!!

  • Alan E.

    Fui com amigos assistir o filme, fiquei muio impressionado com a forma que foi feito, realmente magnifico. 

  • welituuu

    Como sempre Peter Jackson arrebentando nos cinemas ..

    ótimo filme , digno da história do Senhor dos Anéis !
    Que venha A desolação de Smaug !

  • Erica S.

    Não gostei do filme,sem necessidade de ser tão longo,sem ação,sem emoção.

  • Rapha Travassos

    Fiquei impressionado com o HFR. Deixou o que já era bom ainda melhor.

  • T?zia L.

    Espetacular, grandioso!!! De longe melhor filme do ANO! Peter Jackson comprovando sua competência mais uma vez nessa adaptação fantástica da obra de Tolkien, coisa não muito fácil! Realmente uma produção cinematográfica épica, pra ficar, mais uma vez na história!

  • Marc?lio G.

    O melhor filme do ano, sem dúvida! Em 48 frames  e em 3D é tão realista que não parece um filme, mas um teatro...os atores estão alí na sua frente... você realmente fica imerso na Terra Média.

  • Lanna S.

    mto bom, mas não precisava de tanto tempo pra contar o que foi contado...

  • Fernando M.

    Filme bom, otimos cenarios, trilha sonora, atores, etc. Porém não concordo com a crítica, e acho que Peter Jackson deixou sim, o filme um pouco cansativo. Afinal o livro é apenas uma história, que foi dividida em três filmes, então depois de três horas de filme, ele acaba sem mais nem menos. A história não é igual a de Harry Potter, que são varias pequenas histórias, que terminam a cada livro/filme, concluindo uma história maior. Em resumo: acho que essa trilogia era para ser feita em no máximo 2 filmes (como era previsto), e não em 3 longos filmes.

    OBS: Vejam HP - Relíquias da Morte - Parte 1, e notem como o filme foi parado, cansativo, acabou sem mais nem menos. Resultado da divisão de um livro em dois filmes...

  • leticiapascelli

    o filme é ótimo, mas concordo que as cenas de açao poderiam ser reduzidas e termos apenas 2 filmes! Comparando com Senhor dos Anéis o Hobbit tem informações de menos e horas demais!

  • Fe M.

    MUITO BOM ESSE FILME SE NÃO GOSTARAM PROBLEMA É DE VOCÊS 

  • Lucas A.

    não acho que fico ruim, como muitas pessoas saem comentando! claro que acho algumas cenas desnecessárias como aquela que ficam cantando na messa porém a música das (montanhas nebulosas) se mostrou épica ,o filme tem bons efeitos especiais e mixagem de som, tem muita ação vale pena assistir , Peter Jackson se monstra meio que malandro onde o primeiro filme atende o público infantil e adolescente e o segundo mais o público adulto e adolescente uma trilogia que atende todos os públicos !

  • otavio f.

    Filme épico , uma trilha sonora muito rica. O melhor de todo esse universo do Tolkien são os valores que seus personagens consegue passar, mérito tambem do diretor de toda equipe e dos atores.

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