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Bom filme, que se destaca pela sua bela estética visual e pelo belíssimo trabalho de Sam Mendes na direção. A história é um tanto quanto previsível, principalmente seu final, mas alguns grandes momentos dirigidos por Mendes valem o ingresso. Alguns deles são: a cena de Michael vendo o assassinato - pelo ângulo da câmera, desfavorável e ao mesmo tempo suficiente para compreender o que está havendo -, a chegada de Mike Sullivan ao corredor - cena mostrada inicialmente pelo alto, descendo aos poucos até focalizar Mike de frente - e a própria chegada a Paraíso, onde há uma cena belíssima em que Mendes oferece ao público a visão de dois cenários distintos em uma mesma imagem. Quanto às atuações, não há nenhum grande destaque em "Estrada para Perdição". Paul Newman e Tom Hanks estão bem em cena mas não chegam a brilhar, enquanto que Jude Law aparece pouco. Outros destaques do filme são sua fotografia e direção de arte, que dão ao filme uma estética própria que ajuda o diretor a contar sua história. No geral um bom filme, que traz alguns momentos magníficos mas que peca justamente por ser previsível." |
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Eu esperava muito mais desse filme. Esse filme foi muito falado, muito divulgado, tinha Tom Hanks e Paul Newman no elenco, sem contar com o diretor pé-quente Sam Mendes, que ganhou um Oscar pelo 1° filme que fez. A história é legal, os atores atuam bem, o figurino e os cenários são muito bem feitos, mas falta algo. Faltou sal no filme. Na verdade, acho que o erro foi exatamente do diretor. Ele não utilizou todo o potencial de Tom Hanks e o filme não decolou." |
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Achei o filme "Estrada Para Perdição" um pouco parado demais. O espectador não se envolve na trama, as cenas são muito escuras e mesmo Tom Hanks, que é um ótimo ator, perdeu seu brilho neste filme entediante." |
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A atuação de Paul Newman e Tom Hanks já prenunciavam o que confirmei ser um filme de prato cheio. Há tempos, não via em cartaz uma história que valesse realmente a pena assistir. Recomendo sem ressalvas aos que lerem esta resenha, que assistam ao filme." |
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A escola "Imperatriz Leopoldinense", que já ganhou vários títulos de campeã do carnaval carioca, é acusada por outras escolas e alguns críticos de fazer um desfile tecnicamente perfeito, para agradar jurados, mas sem emoção para o público. "Estrada Para Perdição" é, para mim, parecido com a Imperatriz Leopoldinense. Tudo está no seu devido lugar: interpretações, trilha sonora, fotografia, montagem, direção. É um primor da técnica cinematográfica. Por outro lado, não tem nenhum arrombo muito criativo e possui uma narrativa linear e convencional, além de uma história típica para agradar a Academia e ganhar muitos prêmios. Já li algumas críticas que, embora o elogiem bastante, consideram-no pouco emotivo e profundo e muito distante do público. Na minha opinião, a distância e a frieza de emoções foram propositais para retratar a época - Estados Unidos pós-crise de 1929 (o filme se passa em 1931) - e as relações entre os gângsters e dentro da máfia. Achei perfeito ! E vou mais longe: a exemplo do que acontece quando vejo o desfile da Imperatriz, eu não consegui deixar de me emocionar com a perfeição das imagens que via. Há cenas no filme que são de uma beleza singela, fria, real, que acredito ser impossível não ser tocada por elas. Ao final, saí do cinema constrangida, angustiada, sufocada e arrepiada. Não é aquele filme que te leva em uma emoção crescente a qual explode no fim da história - com alegria ou tristeza - ao som de acordes altos da trilha sonora. Tudo é conduzido de forma simples e contida de um modo que saímos do cinema com um nó na garganta, sem qualquer tipo de catarse, e em silêncio. É uma perfeição fria, mas que emociona. Por esse motivo,o filme, acredito, ainda pode receber críticas negativas que o acusem de artificialismo e de ter sido feito apenas visando a prêmios. "Estrada Para Perdição", portanto, é um filme frio, contido, sutil e, ao mesmo tempo, delicado, sensível e com tensão permanente no ar (exceto por uma sequência mais bem-humorada em que o protagonista Michael Sullivan tenta ensinar o filho a dirigir). Retrata emoções sem pieguice e estardalhaços, bem como mostra mortes e violência sem muito sangue, adrenalina e grandes perseguições. Não há heróis nem grandes vilões (o único personagem, a meu ver, maniqueísta seria o de Jude Law). Há homens com sentimentos em conflito, tendo que balancear ódio, amor, respeito, ambição, admiração, gratidão, honra e medo para decidir por seus atos. A sua história está inserida dentro do mundo da máfia. Mostra que nele "uma mão lava a outra" em sinônimo de gratidão e fidelidade, mas, no menor sinal de traição ou quebra de confiança, é permitida a vingança e o acerto de contas que, na maioria das vezes, leva à morte. O enfoque principal do filme, porém, não é na relação entre os gângsteres e seus subalternos, mas na relação entre pais e filhos que fazem parte desse mundo. É uma história de autodescobrimento e de sentimentos paralelos conflitantes. Quem vale mais: o filho natural traidor ou o filho "adotivo" prestativo ? É possível gostar de uma pai assassino e respeitar as suas razões ? É possível ter uma profissão perigosa e evitar que seu filho a siga ? O filme anda com muita sensibilidade e segurança nesse terreno movediço das relações conflituosas entre pais e filhos. As atuações são perfeitas e homogêneas. Os olhares e o silêncio dos atores são valorizados e dizem muito. Não há um grande destaque assim por dizer, mas aposto que, de todos, Paul Newman é quem tem mais chance de uma indicação ao Oscar (de coadjuvante). Uma das cenas que mais me chamaram atenção quanto à sutileza das interpretações é a do primeiro encontro, num trailer-lanchonete, entre Michael Sullivan (Tom Hanks) e o matador-fotógrafo vivido por Jude Law. Os dois atores só confirmam o quanto são bons na arte de representar. Seus olhares, seus gestos... A direção de Sam Mendes deixa as interpretações fluirem naturalmente. Praticamente não há grandes closes (fora o do olhar do menino quando presencia o assassinato) e a câmera funciona como uma testemunha do que ocorre. O roteiro é enxuto, direto, sem diálogos longos ou cenas desnecessárias. Tudo está bem encaixado para dar noção exata dos perfis dos personagens e do que acontece. A montagem dá um ritmo devagar a toda história e reforça o clima de autodescobrimento sutil que propõe. Ela também sabe ser ágil e confortável quando necessária para evidenciar a passagem de tempo. A fotografia, então, é um show e deve concorrer, com certeza, ao Oscar. Impecável ! Com a ajuda das interpretações e da direção, proporciona cenas que, para mim, já são antológicas. Posso citar, a do encontro entre Sullivan e John Rooney (Paul Newman) na chuva e de um assassinato em frente à janela de uma casa de praia. Ah, ainda temos uma trilha igualmente sutil e emocionante de Thomas Newman. Enfim, o filme é belíssimo e é até agora o filme já lançado com mais cara de Oscar. Ainda sobre máfia, mas sobre o seu começo nos Estados Unidos, com a imigração dos irlandeses (em "Estrada Para Perdição", a máfia de Rooney é de origem irlandesa), vai estrear em dezembro "Gangs of New York", com Leo DiCaprio, Cameron Diaz e Daniel Day-Lewis, dirigido por Martin Scorsese que já falou de gângsters em "Os Bons Companheiros". Vamos ver qual dos dois emplaca mais indicações ao Oscar. De qualquer forma, depois de uma obra brilhante - "Beleza Americana" -, a cobrança era maior, mas Sam Mendes e sua equipe souberam pagar muito bem o preço, de modo igualmente brilhante (pelo menos tecnicamente, pois não é tão crítico e contundente quanto o anterior). ." |
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Tom Hanks mostra do que é capaz. Paul Newman é incrível, ele não tem defeitos, está muito bem. O filme é de aplaudir no final, chorei, ri, fiquei triste, fiquei feliz, valeu a pena gastar meu dinheiro com esse filme. Ninguém deve perder." |
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Estrada Para Perdição (Road to Perdition) EUA,2002 Dir.: Sam Mendes Ao som de ondas marítimas, Michael Sullivan Jr. começa a falar do pai: “as pessoas dizem que ele é um homem honesto”. Utilizando a objetividade na 3ª pessoa do plural, o narrador do filme antecipa que os julgamentos de moral serão evitados no relato biográfico vindouro. Tendo a excelente música de Thomas Newton como suporte, Michael Sullivan Jr. ( ou simplesmente Mike) percorre as ruas da cidade numa bicicleta. Chega em casa, brinca com o irmão menor e interroga o pai acerca de sua profissão. Na seqüência seguinte, este exemplo ideal de família norte-americana freqüenta reunida o velório de um mafioso. O restante do enredo é desenvolvido, então, a partir desta seqüência. Utilizando como leitmotiv dramático uma trama de vinganças e de objetividade parcial , Sam Mendes utiliza o convencionalismo narrativo e a seriedade caricatural para fazer com que seu filme transcenda as hipercodificações do subgênero policial ao qual pertence . Apesar do excesso de elementos estereotípicos na composição do personagem de Tom Hanks (vide ,por exemplo, a insistência com que a câmera focaliza o sobretudo inconfundivelmente negro que ele usa durante todo o filme) , as interpretações são caprichadas: os apelos murmurantes de Tom Hanks e a decrepitude física natural (em especial da voz) de Paul Newman emprestam dignidade respectiva aos personagens Michael Sullivan Sr. e John Rooney; Jude Law está soberbo como o mortífero esteta Maguire ( já indicado por alguns críticos como alter-ego do diretor!); e Jennifer Jason-Leigh associa com perfeição a assepsia de sua personagem à provisoriedade de sua existência. Tanto é que, após seu assassinato, o roteiro não mais neces sita de menções à sua importância enquanto mãe de família. O garotinho Tyler Hoechlin, por outro lado, não tem oportunidades de atingir os mesmos méritos que seus companheiros de elenco, pois seu personagem tem pouco a oferecer em matéria de ineditismo personalizado. Em relação ao conteúdo desta obra, três observações identificatórias merecem ressalva: a cleptomania germinante do pequeno Mike, a ausência de jargões religiosos no comportamento verbal do impessoal Michael Sullivan e o oportunismo ético do sr. Rooney. Em dado momento, um dos colaboradores deste último pede que ele pense em Sullivan como se não o conhecesse. Levando-se em consideração que foi Connor Rooney ( o filho do chefe) o verdadeiro desencadeador dos problemas que ele enfrenta, é bastante interessante a maneira como a anulação de simpatias é aqui aplicada. É pena que essas boas idéias do roteiro sejam perturbadas por mecanismos óbvios de criação de suspense, como na cena em que Mike não é visto pelo assassino Maguire porque se abaixa para pegar uma revista do Zorro ou a seqüência em que Michael não consegue ouvir as buzinadas advertentes de seu filho por causa do barulho de uma máquina de impressão, instalada no quarto do afetado contador Alexander Rance. Por falar n isso, a apresentação deste personagem (enfatizando drasticamente a ausência de uma sra. Rance) é simplesmente vergonhosa! Evidenciados todos esses aspectos, o saldo final é positivo. A ótima seqüência em que a gangue de Rooney é exterminada ( incluindo aqui o consentimento paternalista do chefe: “que bom que foi você!”) e a belíssima composição sonora da penúltima cena compensam os deslizes do roteiro. Do lado de fora de uma casa de praia, Mike brinca com um cachorro. Do lado de dentro, Michael está preste a levar um tiro. Entre eles, o vidro de uma janela e os ruídos intermitentes do mar. Após a estréia (e concomitante abandono) de Mike no ofício homicida, este parte com seu cachorro para o sítio de um casal dócil e sem filhos. Repete a descrição paterna que fizera no início do relato e acrescenta uma frase determinante: “não importa o que dizem sobre ele. O que importa é que ele é meu pai!”. Aderindo ao conselho implícito nesta frase, proclama-se aqui um epitáfio fílmico a ser desobedecido pelos espectadores conscientes da importância dialética: “nada mais precisa ser dito sobre Michael Sulli van”. Nesse momento, a projeção do filme acaba!." |
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Recém o segundo filme do premiado diretor de beleza americana; Estarda para a Pardição não chega a ser um filme excepcional. Conta sobre os jogos e trapaças feitas entre os gangsters, juntamente sobre a injustiça feita com Sullivan, que tem sua mulher e filho mais novo mortos. Assim ele segue para a vingança junto com o seu filho sobrevivente. Um filme maravilhosamente bem adaptado para os anos 30, com fotografia negra, e ótimos interpretações. Infelizmente, por ser um filme muito "certinho", seguindo a linha vingança e morte, não acaba tendo espaço para o lado emocional, que seria o lado afetivo entre pai e filho.Tom Hanks interpretando pela primeira vez o bandido, se sai bem ; Paul Newman, extremamente velho , vive o chefão da máfia; e Jude Law, como um fotógrafo assassino, está ótimo como sempre. Mesmo apresentando pequenas ! falhas, o filme tem grandes chances para concorrer ao Oscar 2003. |
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Ótimo filme! Quem pensa que vai ver Tom Hanks "malzinho" vai se enganar um pouco. O roteiro do filme é maravilhoso e merece ganhar o oscar de melhor filme! Tom Hanks é imbatível! |
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SEM COMENTARIOS. Qualquer comentario para esse filme e muito pouco. SEM DUVIDA um dos melhores filme ja feito.Tom Hanks e Paul Newman que atuacoes, simplesmente inesqueciveis. A historia, a fotografia, o resto do elenco estou sem palavras. CORRA MAS, CORRA RAPIDO PARA OS CINEMAS. POR QUE AINDA ESTAO LENDO ISSO!!!!!! |
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Muito barulho por nada... Falaram muito deste filme, mas é uma decepção do começo ao fim. Não merece zero pois é um filme diferente, mas, se por um lado, ele tem a originalidade como (única)ressalva, por outro lado, a qualidade deixa tanto a desejar que ele será merecidamente esquecido em um futuro muito próximo, e será apenas uma mancha nos currículos de Tom Hanks e Paul Newman. |
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Infelizmente o filme não acompanha o nível do seu elenco. Um roteiro muito fraco, completamente previsível, que por muitas vezes chega a ser monótono.Se não fosse pela fotografia, que é belíssima,o filme não deveria nem ter saído do papel. Certamente Tom Hanks não vai concorrer a mais uma estatueta. |
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Sim...adorei o filme.. Tom Hanks e Paul Newmann estão ótimos no filme A fotografia é ótima, assim como a ambientação de época. Os figurinos todos. O personagem de Tom Hannks tem um magnetismo e muito carisma. |
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O filme é excelente e com certeza vale o ingresso, porém o diritor mostrou sua falta de experiência. Estamos nos anos 30 e o filme é simplismente perfeito nesta adaptação. A atuação de todos foi perfeita, Tom Hanks como sempre perfeito! Porém o que decepciona profundamente foi a falta total de mistério, tanto no personagem de Tom (Sullivan) como no enredo da história, mas principalmente na fotografia do filme. O clima é denso mas não consegue envolver no clima que deveria... Falta um pouco de O Poderoso Chefão ou Os Intocáveis! |
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Filme sensacional. A sensibilidade do diretor, exibindo, em primeiro lugar, a indiferença e a falta de traquejo do Michael Sullivan com os filhos, principalmente o Jr e , no decorrer do filme, exibir a tensão ambiente e o fortalecimento da relação pai-filho. E para completar, pode-se observar mais uma interpretação primorosa de Tom Hanks e Paul Newman. |
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O diretor inglês Sam Mendes, que estreou atrás da câmeras com o premiado e diferente “Beleza Americana”, retornou agora com um filme sobre gângsters baseado numa história em quadrinhos. “Estrada Para Perdição” (Road to Perdition) entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 11/10/02, trazendo um elenco experiente de grandes nomes como Tom Hanks e Paul Newman, além de jovens talentos como Jude Law e Jennifer Jason Leigh. A história é ambientada no inverno de 1931 numa pequena cidade americana comandada pela máfia, onde Michael Sullivan (Tom Hanks) é um matador profissional a serviço de uma organização liderada pelo veterano John Rooney (Paul Newman). A relação entre eles é familiar e paternal, despertando um sentimento de ira e inveja do filho verdadeiro de Rooney, Connor (Daniel Craig), que demonstra ser muito impru! dente para cuidar dos negócios do pai. A situação repentinamente passa a ficar crítica quando o filho de doze anos de idade de Sullivan, Michael Jr. (Tyler Hoechlin), sem saber da real profissão do pai, acaba testemunhando um crime cometido por Connor. Para tentar silenciar o garoto, o gângster inicia uma retaliação que termina com a morte da esposa de Sullivan, Annie (Jennifer Jason Leigh), e do outro filho mais novo, Peter (Liam Aiken). A partir daí, Sullivan e seu filho Michael iniciam uma extraordinária fuga pelas estradas do país, para defender suas vidas e também planejar uma vingança pelo assassinato da família. Sullivan procura ajuda em vão com outro chefão do crime organizado, Frank Nitti (Stanley Tucci), mas se vê obrigado a agir sozinho, sendo implacavelmente perseguido por outro assassino contratado, o frio e calculista Harlen Maguire (Jude Law, que faz cara de mal, num personagem completamente inverso ao que ele interpretou na FC “A.I. – Inteligência A! rtificial”, quando fez um robô amante). O principal ofício do insano Maguire, além de matar, é fotografar os mortos, e curiosamente os retratos de assassinatos pendurados em seu quarto são reais. Percorrendo as estradas à caminho da cidade praiana de “Perdition” (daí o título do filme), local de moradia de uma cunhada, Sullivan e seu filho assaltam bancos que guardam dinheiro sujo da máfia para chamar a atenção do poderoso gângster Al Capone e poder ter sucesso em sua fuga e plano de vingança. No meio da confusão, pai e filho acabam estreitando seu relacionamento diante da tragédia trabalhando juntos numa tumultuada jornada de seis semanas em busca de salvação e vingança. Inspirado numa graphic novel homônima de Max Allan Collins e Richard Piers Rayner, “Estrada Para Perdição” é um filme “noir” interessante que prende a atenção do espectador, ao mostrar as atividades secretas de um pistoleiro da máfia e a incrível reviravolta em sua vi! da depois que o filho descobre sua profissão e testemunha um crime. Ele passa então a ser perseguido pelos ex-companheiros e perde brutalmente parte da família, obrigando-o a fugir desesperadamente. Algumas cenas são antológicas como o massacre realizado sob uma forte chuva, culminando com um confronto emocionante entre Sullivan e o ex-patrão John Rooney, e o desfecho na casa de praia em “Perdition”, previsível mas mesmo assim extremamente marcante. Um diálogo em especial tem um valor altamente significativo, quando numa conversa final entre Sullivan e o veterano Rooney no porão de uma igreja, este último diz que ambos são assassinos e que nenhum deles verá o céu. É interessante notar como os gângsters procuram mostrar que suas vidas são normais, frequentando missas e cuidando de suas famílias, e na verdade eles são assassinos frios que matam violentamente por dinheiro e disputa de poder. O elenco está muito bem com Tom Hanks fazendo o papel do pai devotado e prote! tor, ao mesmo tempo em que é um pistoleiro profissional e temido, provando que realmente é um dos maiores atores em atividade. E o jovem Tyler Hoechlin não ficou atrás mostrando que tem talento e um futuro promissor no ofício. “Estrada Para Perdição” é outro excelente trabalho do diretor Sam Mendes, num dos melhores lançamentos do cinema em 2002. Diversão garantida.. |
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Rolo para a Perdição Narrativa linear simples. Sem dúvida, o estilo narrativo mais comum e conhecido da história do cinema. Tão tradicional e massivamente utilizado, que muitos são os espectadores que não assimilam bem outros tipos de narrativa, radicalmente acostumados que estão a tal procedimento narrativo. Sim, a narrativa linear é simples, mas nem por isso menor. Quantos cineastas conseguem construir uma narrativa linear a um nível de qualidade próximo ao de John Ford (1894-1973) ou William Wyler (1902-81), por exemplo? É impressionante como um tipo de construção tão simples possa ter resultados tão geniais e, outras vezes, tão sem-graça. Excelente exemplo para ilustrar este argumento é a mais nova fraude cinematográfica hollywoodiana, entitulada Estrada para Perdição (Road to Perdition, 2002). Sim, tal filme nos é fornecido por esta mesma Hollywood – talvez não mais a mesma – que já nos ofereceu inúmeras pérolas, que formou gerações de bons cineastas, críticos e cinéfilos. O jovem diretor inglês Sam Mendes, nascido em 1965, famoso por seu badalado filme de estréia Beleza Americana (American Beauty, 1999), nos traz agora um exemplo de incompetência e falta de criatividade. A sensação que se têm vendo esse filme é a de que Spielberg cometeu um grande erro, trazendo-o do teatro, onde ele talvez devesse ter permanecido. Spielberg gosta de utilizar seu nome em prol de novos talentos, mas deveria escolher melhor seus apadrinhados. Exemplo oposto é Robert Zemeckis, exímio artesão, aposta certeira do polêmico e competente diretor de Tubarão (Jaws, 1975) e Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981). Em Estrada para Perdição, quase tudo funcional mal, do roteiro à montagem, com a exceção da bela fotografia e da atuação de Paul Newman. Estes, no entanto, não são aspectos fundamentais à composição de um filme, não são elementos especificamente cinematográficos, nas palavras do francês Marcel Martin, autor de um livro referência e importantíssimo a quem quer entender a linguagem da sétima arte, propriamente entitulado A Linguagem Cinematográfica. Mesmo assim, tais elementos são mal-aproveitados. Mendes abusa da fotografia de Conrad L. Hall, que, ainda que muito bem cuidada, acaba por perder a graça ao longo do filme, tamanha é a ânsia do diretor em encher os olhos do espectador com cenas de pretenso impacto dramático e paisagens bonitas. Já Newman compõe, talvez, o personagem mais interessante da trama e acaba secundado pelo chato protagonista interpretado de modo apenas técnico e objetivo por Tom Hanks (Michael Sullivan). Este é o protagonista de Estrada para Perdição. É um pai de família, cuja profissão é escondida dos filhos, já que consiste em serviços sujos para o mafioso John Rooney. Estes dois têm um relacionamento que vai muito além dos laços típicos do crime organizado dos anos de 1930. Rooney trata Sullivan com grande carinho, em detrimento de seu verdadeiro filho, Connor (Daniel Craig). Este, enciumado, tenta exterminar toda a família do rival, como vigança. Morrem o filho mais novo e a esposa de Sullivan. Este escapa com seu primogênito Michael Jr., com quem empreende um longo caminho em busca de proteção vingança. Durante essa longa viagem, são estreitados e fortalecidos os já patentemente frágeis e distantes laços entre pai e filho – idéia que Spielberg gostaria de filmar e, certamente, com maior competência. Já John Rooney, a despeito de seu carinho e apreço por Michael, ouve mais alto os laços de sangue, se sentindo obrigado a proteger o filho imaturo e inconseqüente. Este trajeto percorrido por pai e filho constitui a estrada para perdição sugerida pelo título e metaforizada pelo nome da pequena cidade onde vive sua cunhada, imaginado por Sullivan como o refúgio ideal para Michael e que será palco do trágico final. Mais ainda que a fábula, a narrativa do filme é conduzida à perdição. O que vemos ao longo da película é um grande desperdício de tempo e dinheiro, tomando emprestado o palavreado capitalista. São enfadonhas duas horas diante dos olhos, em que a canção de ninar chamada de trilha sonora – de Thomas Newman e John M. Williams – acompanha com maestria o sonolento melodrama do infantil e primário roteiro de David Self. Além disso, o filme possui diálogos que fariam Billy Wilder ou Alfred Hitchcock pedir a pronta execução de Sam Mendes. Este diretor imprime na película um dramalhão óbvio e tosco, incapaz de tocar qualquer espectador com um irrisório conhecimento filmográfico. Mendes cai em armadilhas tão óbvias quando o roteiro de seu filme. Utiliza o tradicional recurso do slow motion – um verdadeiro drops no cinema contemporâneo –, do modo mais óbvio possível, para dar carga dramática a uma certa seqüência. Ao espectador resta se retirar da sala ou gargalhar diante da tentativa do filme em subestimar sua inteligência. De resto, o filme abusa de planos desnecessários, que visam completar seus 120 minutos de aporrinhação. |
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Que Tom Hanks é um dos atores mais talentosos da atualidade, todo mundo já sabe, mas também são perceptíveis a sorte e a maestria do ator - Sempre ele se envolve em projetos de alto gabarito, com diretores renomados (Não falo de gente como Michael Bay) e que têm o cinema, antes de mais nada, como uma paixão. Dessa vez, Hanks se associou com o jovem Sam Mendes, que arrebatou um Oscar de Melhor Diretor logo em sua primeira empreitada, a obra-prima BELEZA AMERICANA. Mendes e Sam estudaram minuciosamente as chances de fazer uma adaptação da Graphic Novel ESTRADA PARA PERDIÇÃO, que era como uma "releitura" do gênero dos "gângsters". Roteirizado pelo fraco David Self (A CASA AMALDIÇOADA), ESTRADA PARA PERDIÇÃO significou, desde o momento de sua estréia, nostalgia para os fãs do eterno gênero. O excesso de clássicos explorando as relações entre diversos homens de sapatos lustrosos e chapeis escuros fora um alvo dos principais diretores de Hollywood no passado. E é nesse ponto que ESTRADA PARA PERDIÇÃO falha. Seu roteiro não tem um pingo da originalidade de filmes como O PODEROSO CHEFÃO e OS BONS COMPANHEIROS. Idéias usadas no passado hoje são apenas mais uma forma clichê de tentar atrair público às salas. Para a sorte de Mendes e Hanks, a máfia possui um romantismo tão grande no cinema que fica quase impossível se incomodar com a ausência de inovações da obra. Por isso, é evidente a qualidade de todo o filme, que traz os dilemas familiares e as cenas de violência exacerbada, sempre presentes nas clássicas obras de Coppola e Scorsese. A profissão é encarada como uma necessidade, mas no final há uma louvável mensagem pacifista. Michael Sullivan (Hanks) é um gângster que trabalha há anos para o chefe da máfia local (Paul Newman), que o tem como um filho. Quando um dos mafiosos fala verdades sobre a máfia em público, Hanks é designado, junto com o filho do chefão, a ter uma pequena conversa com o suposto “traidor”. Porém, propositadamente, ocorre um assassinato no local e o filho de Sullivan vê tudo, sendo obrigado a manter segredo. Não acreditando na suposta promessa de Sullivan, o filho do chefão mata a esposa e o filho mais jovem de Michael, obrigando-o a fugir com seu filho mais velho em busca de ajuda. Quando esta é negada, Sullivan vê que a única opção restante é iniciar um banho de sangue contra aqueles que anteriormente eram considerados seus “amigos”, mesmo tendo que fugir de um assassino pseudo-jornalista (Jude Law) contratado para persegui-lo. A qualidade de ESTRADA PARA PERDIÇÃO é proveniente de cada um de seus detalhes técnicos, onde figurinos, objetos de decoração e cenografia funcionam em pleno contraste. Sam Mendes toma cuidado com absolutamente tudo que envolve o filme, criando um ambiente conquistador e cativante. Mendes não é um picareta – Já provou desde BELEZA AMERICANA que vê seus filmes como coisas para as quais ele deve dedicar sua vida. É daí que sai todo esse resultado. Particularmente, também merecem aplausos a trilha sonora de Thomas Newman (UM SONHO DE LIBERDADE), que transmite tristeza e emoção por toda sua execução, e a fotografia de Conrad L. Hall (BUTCH CASSIDY), que praticamente transporta o público à década de 30. Algumas cenas em especial já se tornaram antológicas – Há um certo tiroteio na chuva que é filmada com uma beleza incrível, que enche os olhos de qualquer um. O final também apresenta reflexões muito humanas, além de contar com o eterno carisma de Tom Hanks para se tornar mais profundo – Hanks cativa o público por toda a projeção e mostra que seus Oscars estão em boas mãos. Quem também está em forma é Paul Newman, que volta a um projeto desse gabarito após algum tempo e não decepciona. ESTRADA PARA PERDIÇÃO pode falhar na falta de originalidade, mas demonstra ser um filme com extremo esmero técnico, demasiada paixão e carinho por gente como Tom Hanks e Sam Mendes. Trata-se da nostalgia dos filmes de máfia voltando em grande estilo, nas mãos de um diretor extremamente promissor. |
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O cinema já nos brindou com inúmeras e inesquecíveis histórias de gângsters , sejam eles sangüinários ("Fúria Sangüinária") , elegantes ("O Poderoso Chefão") ou pés-de-chinelo ("Os Bons Companheiros"). Em todos esses (e em muitos outros) filmes nos tornamos íntimos dos mafiosos , conheciamos suas casas e escritórios como se fossem nossos (principalmente na saga do "Chefão"). Mas o gênero parecia esquecido pelo grande público. Depois que Quentin Tarantino trouxe ao mundo seus matadores "pop" que citam a Bíblia e discutem sobre trivialidades antes de cumprirem seu serviço , os cinéfilos de plantão pareciam não estarem mais dispostos a ver aqueles antiquados velhos italianos , irlandeses ou judeus comandando o submundo norte-americano. É a única maneira de explicar o fracasso de excelentes produções como "Donnie Brasco" , por exemplo. Sam Mendes era um diretor consagrado no teatro inglês , quando aceitou uma proposta de Steven Spielberg e de sua Dreamworks para estrear no cinema hollywoodiano. Mendes acabou entregando uma verdadeira obra-prima de nome "Beleza Americana" , sagrando-se o grande vencedor do Oscar 2000 , com 5 prêmios , incluindo melhor filme e diretor. Após esse inesperado sucesso em seu primeiro trabalho , o diretor resolveu tirar férias , "esfriar a cabeça" , e decidir com calma qual seria seu próximo projeto. Mas surgiu algo que fez Sam imediatamente interromper seu descanso e voltar ao trabalho : a adaptação da graphic novel "Estrada para Perdição". Isso mesmo , "Estrada" é baseada em uma grahic novel , uma espécie de gibi luxuoso , escrita por Max Allan Collins em 1998. Então como uma história baseada em uma HQ pôde atrair um diretor premiado pela Academia ? Simples. A trama é extremamente complexa , com cara de filme oscarizado , e ainda conta a saga de um matador da máfia irlandesa de Chicago na década de 30 , o auge da Lei Seca e do império de Al Capone. A entrada de Mendes no projeto atraiu nomes de peso do cinema mundial , como Tom Hanks , Paul Newman e Jude Law. O resto da equipe foi completada pelo roteirista David Self ("13 Dias Que Abalaram o Mundo") e pela mesma equipe de "Beleza Americana" , incluindo o mestre da fotografia Conrad L. Hall , falecido recentemente. Estava montado o time que poderia trazer os filmes de gângsters de volta à tona. Mas irá se decepcionar quem for ver ao filme esperando uma análise profunda do submundo do crime , como foi feita em "O Poderoso Chefão" , por exemplo. "Estrada para Perdição" usa a máfia mais como um pano de fundo , para mostrar seu verdadeiro interesse , o relacionamento entre pai , um assassino temido , e filho , um garoto de 12 anos , que sente-se abandonado e quer apenas conhecer melhor seu genitor. Portanto , o filme se assemelha sim em alguns aspectos com "The Godfather" , como na valorização da família , e na figura do chefão do crime , encarnada magistralmente por Paul Newman , que lembra um pouco Vito Corleone. Mas foge completamente em outros , como ao não dar mais detalhes da influência da família Rooney no submundo. Passa longe então , de obras aclamadas do gênero como "Os Intocáveis" e "Os Bons Companheiros". Mas isso não soa como um defeito. Na verdade , o enfoque dado à relação pai e filho foi o grande acerto do roteiro de Self , e isso foi ainda ajudado pela impressionante capacidade de Mendes na direção de atores. Mas aí alguns dizem : "com um elenco desses , qualquer um conseguiria boas atuações e um ótimo filme". Não é bem assim. Já temos exemplos a exaustão que provam o contrário , não é necessário nem citá-los , portanto o diretor tem grande mérito em "Estrada" sim. Ao mesmo tempo que remove , mesmo que parcialmente , a imagem de bom moço de Hanks , Mendes ainda ressuscita a carreira do veteraníssimo Newman e confirma a competência de Jude Law. Se "Beleza Americana" pegou a todos de surpresa , agora "Road to Perdition" vem confirmar o talento do diretor. Mas vamos à trama do filme em si. Mike Sullivan (Hanks) é um matador temido por todos no mundo do crime. Ele trabalha para John Rooney (Newman) , um dos poderosos mafiosos do país e que criou Mike como um filho. Numa noite , Sullivan vai em uma "missão" com Connor Rooney (Daniel Craig) , o filho de sangue de John , que acaba perdendo a cabeça e matando o homem com quem foram negociar e seus capangas. Até aí tudo bem , mas o problema vem quando Mike descobre que seu filho mais velho , Michael Jr. (Tyler Hoechlin) , testemunhou tudo , após enconder-se no carro do pai no intuito de descobrir sua verdadeira profissão. Connor , um homem extremamente inseguro e incompetente , resolve dar um jeito na situação à seu modo , e decide por eliminar Sullivan e sua família. E assim ele faz , com Annie e Peter Sullivan , esposa e filho caçula de Mike , respectivamente. Mas o "Anjo da Morte" (como Michael Sullivan é conhecido) sobrevive , junto com seu filho mais velho , e decide partir em b usca de vingança. Mas logo descobre estar sendo caçado por um assassino profissional , o sinistro Harlen Maguire (Law) , e tem de proteger , a todo custo , a vida de Michael Jr. Vale a pena dedicar mais um espaço para comentar sobre as atuações do filme. Tom Hanks constrói um personagem calado , misterioso e temível , mas que ao mesmo tempo deixa transparecer sua dificuldade em lidar com o filho , e sua fragilidade. Hanks só vem mostrar mais uma vez porque é , e continuará sendo , um dos melhores atores do cinema atual (ao lado de Denzel Washington e Daniel Day-Lewis). Paul Newman dispensa comentários , ele é um mestra da arte de atuar , um astro eterno do cinema mundial , que vinha sendo esquecido , mas que retorna de maneira triunfal. Jude Law , apesar de ter um personagem pequeno , consegue mostrar seu enorme talento , fazendo do bizarro Maguire um dos melhores vilões do ano. A cada filme seu , Law surpreende , e prova que pode ser , dentro de pouco tempo , um dos principais astros de Hollywood. E , para terminar , duas agradáveis surpresas , o garoto Tyler Hoechlin , muito bem em cena , não se intimidando em momento algum com seus excepcionais e consagrados companheiros de set , e o desconhecido Daniel Craig , dando um inesperado show de interpretação como o incompetente filho de Newman. A parte técnica do filme é toda espetácular , mas o que mais chama a atenção é a deslumbrante fotografia de Conrad L. Hall. Impossível não deixar o queixo cair em cenas como a do assassinato na chuva , brilhantemente fotografada por Hall. Realmente um trabalho de mestre , o encerramento ideal para a fantástica carreira desse profissional. No Oscar , "Estrada para Perdição" foi indicado em 6 categorias : ator coadjuvante (Paul Newman , em sua 9ª indicação , das quais venceu apenas uma , por "A Cor do Dinheiro" , de 1986) , fotografia , direção de arte , som , trilha sonora e efeitos sonoros. Mas bem que poderia , facilmente , ter sido lembrado nas categorias principais. Não sei qual dos filmes indicados poderia dar lugar para "Estrada" , e nem qual diretor poderia ser substítuido na disputa por Sam Mendes , talvez Rob Marshall e seu ótimo musical "Chicago" , que recebeu 13 nomeações , mas havia lugar para esse maravilhoso filme sim. Mas o importante é que , premiado ou não , "Estrada para Perdição" conseguiu revitalizar um dos mais tradicionais , e melhores , gêneros do cinema mundial , e ainda comprovar o talento de um dos diretores mais promissores da atualidade. |
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Na realidade, não gostei. Esperava muito mais para um filme que tem Tom Hanks e Paul Newman no elenco. Muito parado, sem estrutura, sem um roteiro convincente. Ruim mesmo. |
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Depois do brilhante Beleza Americana, a noma obra de Sam Mendes de fato concretiza esse diretor como um dos mais incríveis cineastas contemporâneos, assim como Michael Mann (O Informante) e Steven Sodenberg (Traffic). Apoiado por um roteiro que novamente desperta questionamento sobre valores familiares, novamente uma boa trilha sonora e uma ótima equipe de fotografia, S.Mendes faz um filme em que se vê sua mão na obra, ao contrário de alguns diretores passivos como o de A Mente Brilhante. S. Mendes não desaponta apesar do filme não ser tão brilhante como American Beautiful, mas ao menos conseguiu permanecer a sua boa qualidade técnica, o que o promissor Shalamalan (Sexto Sentido) não conseguiu. |
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"Excesso de perfeição''. Um filme extraordinário, excelente. Ótimas atuações de Hanks, Law e Newman. Fotografia fascinante. Um filme que enche os olhos. A dramaticidade e o enredo se misturam num suspense com drama e ação incomparáveis! Com certeza o melhor filme de gângsters depois de ''O poderoso chefão''!!!" |
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Ótimo filme. Hanks e Newman estão muito bem. O filme tem fotografias belissimas (não é a toa que venceu o oscar de melhor fotografia) e atuções otimas. Depois de ter assistido este filme vc vai rever os conceitos sobre os valores familiares e concluira que familia é uma coisa divina e que demos dar o valor mais do que merecido a mesma." |
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O desfecho do filme não é o esperado, o roteiro é bom, Paul Newman volta com tudo, a história aborda o periódo mais crítico da nação do consumismo,com a grande depressão pós-crise de 29,vários pessoas desempregadas passaram a trabalhar para os poderosos gangsters,que lucravam com a lei seca." |
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