Dr. Fantástico

Dr. Fantástico 2010-05-22 Francisco

Título original: (Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb)

Lançamento: 1964 (Inglaterra)

Direção: Stanley Kubrick

Atores: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden, Keenan Wynn.

Duração: 93 min

Gênero: Comédia

Status: Arquivado

5           10 24 5

(24 votos)

                   

Sinopse

As possíveis conseqüências caso um anticomunista e louco general americano (Peter Sellers) desse a ordem de bombardear a União Soviética com o objetivo de ficar livre dos "vermelhos", sem se dar conta de que este ato seria provavelmente o início da Terceira Guerra Mundial.

 

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Elenco

George C. Scott

(General "Buck" Turgidson)

  • Peter Sellers (Capitão Lionel Mandrake / Presidente Merkin Muffley / Dr. Fantástico)
  • Sterling Hayden (Brigadeiro Jack D. Ripper)
  • Keenan Wynn (Coronel "Bat" Guano)
  • Slim Pickens (Major T.J. "King" Kong)
  • Peter Bull (Embaixador Alexi de Sadesky)
  • James Earl Jones (Tenente Lothar Zogg)
  • Tracy Reed (Srta. Scott)
  • Jack Creley (Sr. Staines)

Comentários

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Elsden em 03/02/2012

ACABEI DE VER E MANTENHO STANLEY KUBRICK COMO MEU SEGUNDO DIRETOR FAVORITO! PRENDEU MINHA ATENÇÃO DO COMEÇO AO FIM, E NO FINAL A CENA DO CARA MONTADO NA "BOMBA" FOI DEMAIS!!! FILMAÇO, FILMAÇO, FILMAÇO...

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Carlos em 01/01/2012Nota: 10     

...Filme muito inteligente como todos de Stanley Kubrick. Impressionante como esse diretor sempre faz obras que nos deixam a pensar e pensar, por horas depois de assistirmos, e às vezes por dias. Reflexões estas, que ele nos induz sobre a vida coletiva e social na terra e também íntimas e pessoais.
E o mais interessante é que vemos as obras de Kubrick.....sempre há alguma idéia ou contexto que não entendemos na primeira vez que assistimos, demonstranto serem objetos de estudo permanente.
Este filme Dr. Fantástico é um exemplo disso. E um filme muito corajoso, pois em pleno momento de tensão U.r.s.s. x Eua ele teve peito para filmar sobre o conflito de maneira explícita. E ao mesmo tempo, é uma obra que passa uma mensagem contra o ataque dos Eua. Pois se isso acontecesse, o mundo acabaria. É uma metáfora de medo. Quem começasse a guerra, destruiria o mundo, e certamente isso refletiu nas autoridades militares na época. Talvez até teria uma bomba como aquela, ou seria simples especulação..mas o certo é que podemos imaginar que supostamente, depois de analisar tais abstrações....Kubrick pode ter salvado a vida e a existência da Terra. Detalhe para a reunião com o membro do governo russo. Por certo Kubrick queria passar uma imagem de amizade entre Eua x U.r.s.s....coisa inimaginável e repudiada na época. Mas só com a união dos dois, a paz estaria sendo gerada, tanto que esta colaboração mútua quase resultou no fim dos ataques que estavam sendo articulados por parte dos Eua. Não fosse a sobrevivência dos tripulantes do avião que se salvou dos ataques. No fim o mundo se acaba, porém antes disso as nações inimigas por um momento alcançam um clímax de paz.

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carlos_alberto_09 em 11/12/2011Nota: 8     

Genial, só o Kubrick para fazer um filme tão bom como esse, com humor negro, irreverencia e como sempre a fotografia perfeita. Stanley Kubrick era um genio.

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Kenny Smash em 02/12/2011Nota: 9     

Filmaço, acabei de ver e estou cada vez mais fã de Stanley Kubrick, o cara é Gênio e Corajoso por fazer esse filme na época que o medo da população por uma Guerra Nuclear era Grande, filme inteligente e Engraçado, Peter Sellers está ótimo e o George C. Scott também, Kubrick é mesmo gênio por fazer esse humor Negro, o cara cavalgando na bomba foi fantástico. :D Dou nota 9,5 pro filme, já está entre os meus favoritos como Godfather II e Laranja Mecanica.

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BRAVO! em 25/08/2011

Parece simples condenar a corrida armamentista e a sede de poder que permeava a guerra fria. Qual a solução de Kubrick, uma obra prima de humor negro, afinal um dos principios basicos da comedia e a critica socail e do ser humano.Otimo roteiro com personagens caricatos e insanos. Sellers perfeito nos tres personagens. Resumindo o cara era foda!!!!!!!!!!!

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Armando Francisco Marengo em 10/01/2001Nota: 5     

Este filme de Stanley Kubrick deve forçosamente figurar em antologia cinematográfica. " Dr. Strangelove (Doutor estranho amor) or How I learned stop worrying and love the bomb" mal traduzido para Dr. Fantástico. É um libelo contra a Guerra. Sátira bem feita aos Generais Americanos "os Falcons" que tinham apenas três assuntos em seus pensamentos:Estratégia de Guerra. Sexo. O inimigo Russo-Comunista. O ator Peter Sellers representa três papéis:Um oficial Inglês de ligação junto ás forças armadas Americanas. O presidente dos EUA. Um cientista nazista levado para os EUA para a produção de bombas atômicas. Evidencia-se a versatilidade deste ator. È difícil ao espectador perceber que: O capitão Mandrake, o Presidente dos Estados Unidos e o cientista Nazista sejam na verdade representados por um mesmo ator. Inicia-se o filme com um prólogo anunciando que os Russos estariam construindo algum dispositivo atômico em uma longínqua ilha no Ártico. Após o prólogo inicia-se uma doce melodia de autoria de Laurie Johnson:"Try a little tenderness" e na tela aparece um grande engenho fálico que toma toda a tela, em alusão ao que se oferece à humanidade. Nas cenas seguintes, quando começam a surgir os letreiros de créditos, duas aeronaves copulam quais libélulas em vôo. Um general maluco, comandante de uma base, sugestionado por tantas noticias durante a Guerra Fria decide deflagrar a luta. Manda jogar bombas atômicas em bases russas. Ante tamanha confusão provocada por esse general o presidente dos EUA não vê alternativa de que convocar o embaixador russo para a conferencia que se realizava no recinto ultra-sagrado da sala de guerra do Pentágono, provocando o maior espanto aos "Falcons" Boas piadas tais como: quando um general se atraca com o embaixador russo o presidente os chama à atenção dizendo: "Senhores brigar neste recinto! Isto é uma sala de guerra!". Outra grande situação no filme é aquela em que o presidente americano, por telefone, tenta se explicar com o premier russo, sem saber como se explicar diante da catástrofe iminente. Quero destacar também o papel do Major Kong comandante da aeronave, um Texano. Outro obcecado. Revela-se um verdadeiro Cow-boy que possui "idéia-fixa". (Parece outro texano que mais tarde irá ocupar a Presidência dos Estados Unidos) Ao ter que lançar a bomba em seu objetivo, não titubeia. Tal um ginete de bom far-west, como bom justiceiro que tem uma missão a cumprir, não titubeia, sai cavalgando a bomba, dando inicio á catástrofe. Deu-se o inevitável. As cenas finais mostram um balé de explosões atômicas seguida por uma linda melodia cantada por Vera Linn "We´ll meet again".Nós nos encontraremos novamente. É uma alusão ao fim da humanidade, mas que deixa uma mensagem de esperança afirmando que nos encontraremos novamente. "Tenho certeza que em algum dia, e em algum lugar haverá um reencontro".

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Murilo Conte de Lima em 06/01/2001Nota: 5     

Sputnik 1. URSS toma a frente dos EUA com o lançamento, em 1957, do primeiro satélite artificial a entrar em órbita na História. Depois, veio o segundo exemplar deste marco histórico, desta vez, com a cadela Laika, o primeiro ser vivo a ser mandado para o espaço. O troco dos EUA foi a criação, em 1958, da NASA, um órgão que seria responsável pela administração do programa espacial estadunidense. O ápice e fim desse conflito ideológico aconteceram em 1969, quando Neil Armstrong pisou na Lua pela primeira vez (ou a máquina de propaganda devastadora dos EUA nos fez acreditar nisso). Nessa época acalorada pós-2ª Guerra, onde boatos revolviam o mundo e nos alertava para uma possível 3ª Guerra Mundial, Kubrick, o gênio, baseado no livro Red Alert, de Peter George (que colaborou com o roteiro, juntamente com Terry Southern), nos presenteou não com uma pérola, mas sim, com uma pérola negra do Cinema com essa comédia ácida sobre esse período da Guerra Fria, que seria, por sua denominação, uma guerra de conflitos indiretos, mas que resultou numa ameaça de destruir de vez o globo terrestre. O roteiro de Kubrick tem sua narrativa dividida em três partes: primeiramente, somos apresentados ao General Jack Ripper, de um espírito, digamos, suntuoso, que ao seu modo pretende acabar com uma corporação comunista que prevê colocar flúor até "nos sorvetes das crianças". Decide então, colocar em prática o plano R, uma medida extremista que propõe que, na iminência (ou, como Ripper já acreditava, na evidência) de uma invasão comunista e na ausência de comando por parte do presidente, um oficial do governo poderia autorizar um ataque nuclear contra os soviéticos. Quando esta forma peculiar de manter "os preciosos fluídos corporais da América" chega aos ouvidos do Pentágono e do próprio presidente, este convoca toda sua bancada de assistentes e cientistas de governo, inclusive o General Turgidson, interpretado esplendorosamente por George C. Scott, para discutir, na Sala de Guerra, essa ordem dada aos patrióticos pilotos estadunidenses, que formam, por sua vez, o terceiro cenário que Kubrick alterna nesse excepcional script de sua adaptação. Nesses tempos em que a URSS queria "meias de nylon e máquinas de lavar", como diz o embaixador soviético convocado pelo Presidente, a corrida espacial deu lugar à corrida armamentista, sendo aquela considerada pelo soviete perdida e de gastos gigantescos que não lhe valeram em nada. Investindo supostamente em segredo numa "máquina do juízo final" (que, segundo o próprio embaixador, é um cisco em comparação com todo o investimento em cima da competição pelo espaço), a Rússia então, concede seu ultimato ao governo do atual Bush: a primeira bomba que cair sobre solo russo ativará automaticamente essa parafernália (que não tem como ser desativada), conseqüentemente transformando o mundo em fumaça. A partir de todo esse contexto irônico que surgem algumas das melhores piadas de todos os tempos: das ostensivamente citadas "Não podem brigar aqui. Isto é uma Sala de Guerra!" e a conversa do presidente com o premier russo pelo telefone até o "desabafo" do general parolador Ripper ao comedido Capitão Lionel Mandrake (contrário às decisões do "chefe"), temos aqui registradas uma inspiração criativa monstruosa na confecção desses textos humorísticos que dilaceram vagarosamente toda essa conspiração enfadonha e lunática por trás destes ideais políticos anêmicos, justamente no clímax desse período histórico perigoso. Porém, o personagem-título, o "ilustre" ministro do desenvolvimento de armas alemão Dr. Fantástico, demora um pouco a aparecer em cena. Aproximadamente aos 53 minutos de projeção, ele confirma que o talento de Peter Sellers é algo fora do comum. Claramente nazista, apesar de ser "naturalizado" estadunidense, este Doutor é um homem acanhado que não contêm os impulsos e sempre deixa escapar um resquício do fuhrer. Chamado pelo presidente para esclarece-lo sobre a acusação do embaixador russo de os EUA já estarem construindo um dispositivo parecido com a máquina do fim do mundo antes mesmo de a URSS ter a idéia desse "magnífico" projeto, ele exala, com seu comportamento exótico, uma aura de loucura e sadismo. Sendo uma obra kubrickiana, não poderíamos esperar menos de sua técnica impecável. Dos cenários aos efeitos de vôo, Kubrick revoluciona novamente (como sempre fez) com sua forma de filmar. Desde o sufoco de um lugar incômodo (o avião) até a amplitude da Sala de Guerra; desde a apreensividade até a surpresa; desde a aversão ao apreço, SK sempre consegue nos transmitir uma gama de impressões vastíssimas e em certos momentos inexplicáveis. Infelizmente, creio que não haverá alguém como este revolucionário no futuro do Cinema. Não haverá a arte pela arte, pura e límpida, visionária e chocante, a não ser que a ousadia de alguém que ama ao cinema e a arte tenha a insistente vontade de ser um gênio e realista; e quando digo "arte pela arte", não me refiro aos ideais parnasianos que de tanta perfeição estética e apesar de serem inegavelmente relevantes para a história literária, por vezes eram desérticos e se esvaíam em redundância e mesmice. E sim a arte da visão, da previsão, e posteriormente, da constatação.

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Vander Colombo em 03/01/2001Nota: 5     

É simplesmente "A" comédia de humor-negro. Peter Sellers está impagável em 3 papéis diferentes. O enredo pode até parece um pouco fora de moda, mas como cinema está acima de qualquer crítica que possa se fazer. Obrigatório!"

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Fernando C. da Silva em 05/01/2001Nota: 5     

Definir o gênero dessa obra-prima de Stanley Kubrick não é fácil. Filme de guerra, ficção, comédia ou tudo isso, Dr. Fantástico tem uma fotografia primorosa, enquadramentos magníficos, belíssima trilha sonora e a impecável atuação de Peter Sellers em nada menos que três personagens, inclusive como o hilário e performático Dr. Fantástico. Embora, alguns pontos em particular possam casuar a impressão, nos mais desatentos, de tratar-se de um filme datado, esta 'fina estampa' de Kubrick é irremediável e assustadoramente atual.

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Carolina Colaresa em 08/01/2001Nota: 5     

Dr. Fantástico é o filme que mais gosto. A maneira como o Kubrick mistura humor negro com todo aquele suspense da guerra fria é simplesmente fantástico! Sem comentar da ótima atuação de Peter Sellers em todos os papéis.

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