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C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor

titulo original: (C.R.A.Z.Y.)

lançamento: 2005 (Canadá)

direção: Jean-Marc Vallée

atores: Michel Côté , Émile Vallée , Marc-André Grondin , Danielle Proulx , Emmanuel Raymond

duração: 127 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:C.R.A.Z.Y.
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 07 min
  • ano de lançamento:2005
  • site oficial:http://www.ocean-films.com/crazy/
  • estúdio:Cirrus Communications / Crazy Films / Téléfilm Canada
  • distribuidora:California Filmes
  • direção: Jean-Marc Vallée
  • roteiro:François Boulay e Jean-Marc Vallée
  • produção:Pierre Even e Jean-Marc Vallée
  • música:David Bowie
  • fotografia:Pierre Mignot
  • direção de arte:Patrice Vermette
  • figurino:Ginette Magny e Madeleine Tremblay
  • edição:Paul Jutras
  • efeitos especiais:Fake Pictures

imagens - 9

C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor

sinopse:

No dia 25 de dezembro de 1960, Zachary Beaulieu vem ao mundo. É o 4º entre 5 irmãos, todos meninos. A infância de Zachary é marcada pelos aniversários natalinos em que seu pai (Michel Côté), invariavelmente, encerra a festa imitando Charles Aznavour. Sua adolescência traz a descoberta de uma sexualidade diferente e sua negação profunda para não decepcionar a família. E a maturidade, enfim, chega com uma libertadora viagem mística por Jerusalém, a cidade que sua mãe sempre sonhou conhecer.

elenco:

  • Michel Côté (Gervais Beaulieu)
  • Émile Vallée (Zachary Beaulieu - 6 a 8 anos)
  • Marc-André Grondin (Zachary Beaulieu - 15 anos)
  • Danielle Proulx (Laurianne Beaulieu)
  • Emmanuel Raymond (Raymond Beaulieu - 7 anos)
  • Antoine Côté-Potvin (Raymond Beaulieu - 13 a 15 anos)
  • Pierre-Luc Brillant (Raymond Beaulieu - 22 a 28 anos)
  • Charles-Édouard Tanguay (Christian Beaulieu - 9 anos)
  • Jean-Alexandre Létourneau (Christian Beaulieu - 15 a 17 anos)
  • Maxime Tremblay (Christian Beaulieu - 24 a 30 anos)
  • Émile Gagnon-Girard (Antoine Beaulieu - 6 anos)
  • Sébastien Blouin (Antoine Beaulieu - 12 a 14 anos)
  • Alex Gravel (Antoine Beaulieu - 21 a 27 anos)
  • Gabriel Lalancette (Yvan Beaulieu - 8 a 9 anos)
  • Félix-Antoine Despatie (Yvan Beaulieu - 13 a 16 anos)
  • Marie-Michelle Duchesne (Michelle - 6 a 8 anos)
  • Natasha Thompson (Michelle - 15 a 22 anos)
  • Élizabeth Adam (Brigitte - 6 anos)
  • Mariloup Wolfe (Brigitte - 15 a 20 anos)
  • Johanne Lebrun (Doris)
  • Francis Ducharme (Paul)
  • Hélène Grégoire (Madame Chose)
  • Alexandre Ayotte (Thomas)
  • Denis Trudel (Tio Georges)
  • Aline Hooper (Avó Angèle)
  • Michel Laperrière (Psiquiatra)
  • Mohamed Majd (Beduíno)
  • Claude Gagnon (Narrador)

comentários

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Erika Liporaci, Colunista
02/01/2005
nota:Rate08
Zachary, quarto de cinco irmãos, nasceu no dia 25 de dezembro. Seus aniversários começam com a Missa do Galo e sempre se confundem com o Natal. O filme acompanha duas décadas da vida de Zachary e sua bizarra família: as festas sempre pontuadas pela bisonha imitação que o pai insiste em fazer de Charles Aznavour, as brigas entre irmãos e, principalmente, sua angústia por ter, desde pequeno, tendências homossexuais que ele reprime com todas as forças. Premiado como melhor filme canadense no Festival de Toronto de 2005. Uma sensível e engraçada história de autodescobrimento, onde o próprio protagonista pontua seus momentos mais marcantes - desde o dia do nascimento até a idade adulta. Nessa jornada acompanhamos suas desilusões infantis, sexualidade reticente e seu caminho para conquistar não apenas o respeito dos pais e irmãos, mas também para se destravar e aceitar com a cabeça as escolhas que já fez há tempos no coração. É doloroso constatar que, numa família onde ninguém parece normal, sempre se elege um coitado para receber a descarga das frustrações de todos os demais. E o grande acerto do filme é nunca perder de vista o tom irônico: todas as vezes que a história ameaça resvalar um pouco para o dramalhão, logo dá uma virada bem-humorada. Outro detalhe muito legal é a caracterização das diferentes épocas, bem demarcada pelas mudanças não apenas no visual mas também no gosto musical do protagonista.
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Wingston Moura Silva
03/01/2005
nota:Rate010
Cinema Pop da melhor qualidade. Chamem o Almodovar, liguem para o Scorcese e escrevam para o estreante na direção Tommy Lee Jones. Eles bem que tentaram e fizeram grandes filmes neste 2006, mas o melhor filme do ano foi C.R.A.Z.Y. A jornada de formação da identidade de um persongem que descobre muito mais do que sua sexualidade, descobre sua personalidade, descobre´se com cidadão participante de um mundo pop e que você deve ter achado a sua cara. No mais ano gay do cinema na década (Brokeback Mountain, Café da Manhã em Plutão, Transamérica, Capote...)nunca um filme sobre identidade sexual foi tão sincero, tão humano e tão universal. No Canadá C.R.A.Z.Y. já ganhou todos os premios possíveis e está na corrida pelo Oscar, mas isso ai, já é outra história.
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Danilo
04/01/2005
nota:Rate010
Arrebatador. É a metalinguagem do amor. O filme não nos convida só a reflexão do significado do amor e seu bucolismo intrínseco, mas também à incursão pelos sentimentos que polarizam o mesmo amor; o amor humano: ódio, paixão, remorso, gratidão, medo, solidariedade etc. Um filme sensível, engraçado e magistralmente comovente. Cartilha obrigatória a pais educandos.
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Marcelo Luiz Nascimento
05/01/2005
nota:Rate010
O esforço dos brilhantes atores e do diretor para levar às telas o que pode vir a acontecer em qualquer família é impressionante. Aliás, graças a este esforço que "C.R.A.Z.Y." deixa de ser um filme convencional e se torna um cult onde a proposta é mostrar o lado humado daqueles que lutam para ser verdadeiramente aceitos. Mostrar como é difícil ter falhas e lutar contra elas. Mostrar que ser perfeito pode ser impossível, mas mesmo assim devemos lutar para ser um bom exemplo de pessoa.
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
06/01/2005
nota:Rate09
O cinema canadense via de regra nos traz boas e agradáveis surpresas. A mais recente é este filme que acompanha por três décadas (60, 70 e 80) o personagem principal e narrador Zach (Émile Vallée quando Zach tem 6 anos e Marc-André Grondin quando Zach é adolescente). Nascido numa família católica canadense, sendo o quarto de cinco filhos homens e, principalmente, a data do seu aniversário, 25 de dezembro, são fatos fundamentais na vida de Zach. Por ter uma marca na nuca, sua mãe suspeitava que ele possuía poderes especiais de cura, fato que foi confirmado por uma vendedora de tupperwares. Seu pai não acreditava em tais poderes. Cada irmão tinha uma característica: o mais velho era o rebelde; outro era o intelectual e certinho; o terceiro era o atleta; o caçula só parava de ter cólicas quando Zach o tocava. Como o nosso narrador nasceu no dia de natal, ele tinha de ir à missa do Galo anualmente. E como qualquer outra criança ansiava por voltar para casa para abrir os presentes. Ainda mais pelo fato de que era o seu aniversário. Num de seus devaneios, Zach entediado pela missa, imagina a música "SYMPATHY FOR THE DEVIL" tocada na Igreja, com todos os fiéis fazendo o coro (uh, uh, uh), tal e qual a música dos Rolling Stones. Simplesmente genial. A utilização das músicas é o alicerce para o roteiro autobiográfico de François Boulay. A jornada de conhecimento da sexualidade de Zach é marcada pela figura de David Bowie, que tem a sua figura imitada, assim como sua música "SPACE ODDITY" cantada. Estamos, então, nos anos 70, quando o conjunto Pink Floyd lançou o LP "DARK SIDE OF THE MOON" e muita maconha foi consumida ao som do grupo. É exatamente nesse período que Zach percebe que a sua sexualidade diverge da de seus irmãos (em outras palavras, é homossexual), mas ele tenta abafá-la com um relacionamento com uma garota para não desagradar seus pais (principalmente seu pai que se orgulhava de sua masculinidade, pois teve só filhos homens e desejava que todos se tornassem Casanovas quando adultos). A ligação de Zach com a sua mãe sempre foi sólida e quando ele viaja para Jerusalem para se refazer de discussões com o seu pai, e acaba tendo um relacionamento homossexual numa boate local ao som de "FROM HERE TO ETERNITY", de Giorgio Moroder, um dos artífices da disco music, ele sente-se culpado, vai para uma região desértica e só não falece devido a ajuda de um árabe benévolo. Sua mãe sentiu-se mal quando Zach passava por maus bocados na região do solo sagrado. O final é edificante e não cai na armadilha dos clichês. Um filme saboroso. Deguste-o delicadamente!
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Alessandro
07/01/2005
nota:Rate010
É impossivel assisti-lo e não se indentificar em pelo menos em uma cena, trata de forma sutil, delicada e verdadeira, sem apelos sensacionalistas que são a maioria do gênero.Todos os pais deveriam assistir para tentar compreender melhor o universo gay de um filho.
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Felipe
08/01/2005
nota:Rate010
Acredito que um filme não deva girar em torno de um problema só, e CRAZY é exatamente isto: ele nos mostra vários níveis de conflito, incluindo suas causas, motivações e consequências, não ficando restrito somente ao fato de Zac ser incompreendido por ter tenências homossexuais. Além de ser imageticamente impactante, com a recriação histórica impecável e roteiro que não deixa a peteca cair (exceto nos momentos de Jerusalém, mas pelo resultado final, está perdoado), C.R.A.Z.Y., ousa transpor a figura da super mãe (muito comum em filmes e na própria realidade) para o pai, que demonstra ser também a grande figura materna desta família tão particular. C.R.A.Z.Y. é muito crível mesmo nos seus momentos mais surreais e tem uma estética aconchegante, não é pesado e nem didático. Muito bom mesmo!
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Ana Lúcia Luza
09/01/2005
nota:Rate010
Ótimo, simplesmente adoreiiiiiiii, deixou um gostinho de quero mais.Este é um daqueles filmes que a gente só sai do cinema quando terminaram os créditos, e fica com ele na cabeça por dias... Aí a gente pode dizer que valeu! Maravilhoso e tocante!
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Bruno Merlin
10/01/2005
nota:Rate04
Filme rotineiro, com personagens batidos como o pairepressor e o jovem tentando se descobrir. O diretor se atropela todo para explicar os dramas da família e conclui o filme de forma óbvia. Ponto alto é a trilha sonora e a relação da música com a vida dos personagens.
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Maira Giosaa
11/01/2005
nota:Rate010
Um belo filme! Sensível, belo, sutil e muito bem dirigido. O roteiro é simplesmente delicioso e os atores dão vida à fotografia. Um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.
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Celso
12/01/2005
nota:Rate010
Dizer que a principal temática desse belo filme é o homossexualismo e o conflito de um jovem com essa descoberta seria diminuir sua grandeza e beleza. O diretor e os atores nos trazem o melhor de si para contar essa estória simples e cotidiana, ao mesmo tempo que de um alcance superior ao da maioria dos filmes que se propõem a equilibrar beleza e simplicidade. Simplesmente excelente.
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Jader Lopes
13/01/2005
nota:Rate010
Um excelente filme! possibilita a reflexao, sob uma otica diferente de tudo que ja vi, sobvre o homosexualismo. o filme discute mais do que qualquer outro tema o amor familiar, os laços incompreensiveis que unem a familia, especificamente a de classe media.
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Zé Márcio
14/01/2005
nota:Rate010
Fabuloso!! Direção, roteiro, atores, tudo impressiona. Mas talvez o crédito maior deva ser dado a trilha sonora, que se encaixa gerando cenas "mágicas"! São os anos setenta em sua plenitude!
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Elaine Lobatoa
15/01/2005
nota:Rate010
Um filme extraordinário , a sucessão de sentimentos nos envolve como estivèssimos em uma montanha russa , impossível assisti-lo com indirefença , não esquecendo é claro da brilhate direção que conseguiu converter um drama comum familiar em uma verdadeira obra prima do cinema.
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selmazwarg
17/10/2009

Emocionante,dramático, imperdível,excelentes interpretações!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


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Arthur
24/10/2009
nota:Rate010

Roteiro e trilha sonora nota 1000!!!


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