Título original: (Cinema, Aspirinas e Urubus)
Lançamento: 2005 (Brasil)
Direção: Marcelo Gomes
Atores: Peter Ketnath, João Miguel, Hermila Guedes, Oswaldo Mil.
Duração: 90 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens vindos de mundos diferentes se encontram. Um deles é Johann (Peter Ketnath), alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país. O outro é Ranulpho (João Miguel), um homem simples que sempre viveu no sertão e que, após ganhar uma carona de Johann, passa a trabalhar para ele como ajudante. Viajando de povoado em povoado, a dupla exibe filmes promocionais sobre o remédio "milagroso" para pessoas que jamais tiveram a oportunidade de ir ao cinema. Aos poucos surge entre eles uma forte amizade.
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Edmílson Vieira em 21/01/2005Nota: 4
Parece que ao iniciar Cinema, Aspirinas e Urubus, o espectador passa a contemplar e torcer mais ainda pela sétima arte. Em seguida, se remete ao panorama do Brasil em plena Segunda Guerra Mundial. O cineasta fez coleta de músicas, personagens e cenários, propondo que habitassem um mundo impressionista, tão marcante quanto o sol e as desigualdades do Nordeste brasileiro. A narrativa vem impregnada de vidas que passam e vão encontrando sombra no personagem alemão. Mas o jovem estrangeiro é apenas um professor que ensina a associar o cinema à dor de cabeça, e nada mais. O longa-metragem aguça o espectador com registros do cotidiano da guerra na década de quarenta, e, essa, foi real, até na mais brava superfície do sertão pernambucano. O filme parece com o expresso polar contornando a região da seca. Ora queremos ter a sensação que é bom; ora de que é mais um, parecido com tantos outros que já vimos, mas os elementos vêm mostrar que sua natureza é acertada. Cinema, Aspirinas é um avanço na maneira como sentimento e luz podem caber na mesma embalagem. E os urubus? Ah, não venham com essa dor de cabeça.
Ricardo Flaitt em 16/01/2005Nota: 4
Os cineastas brasieleiros precisam romper a velha história de imigrantes que contrapõem o mundo "civilizado" com o sertão brasileiro. Essa fórmula já está desgastada. Pelo menos sob esse ponto de vista. Se vocâ assistir VIDA SECAS verás que CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS é uma versão moderna. Tudo já foi dito debaixo do sol, e o filme cai na mesmice e não acrescenta nada. O Brasil é muito mais que o sertão. Nada contra, mas que o sertão seja enfocado sob um novo ângulo, uma nova narrativa além da seca, miséria, pobreza e fome.
Rozário em 03/01/2005Nota: 4.5
Perfeito! o filme além de excelentes atores tras uma narrativa impecável e de uma poética... a fotografia e trilha sonora são belíssimas. Um filme sensível e transparece quanto cuidado técnico foi empregado em sua realização.
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 12/01/2005Nota: 3.5
A cena inicial é reveladora. Uma luz estourada e que incomoda os olhos do espectador toma conta da tela. Pouco a pouco vai se definindo o rosto do motorista, Johnann (Peter Ketnath), no retrovisor. A aridez do sertão nordestino não teve uma tradução tão perfeita para a telona desde "VIDAS SECAS", de Nelson Pereira dos Santos. O alemão Johann fugiu da Alemanha em função da segunda grande guerra mundial. O ano é 1942. Seu trabalho é viajar de vilarejo em vilarejo divulgando as qualidades da aspirina para a população do nordeste. Johann exibe um filme propaganda nas praças das cidades que visita. Como diz o teutônico nômade, até quem não padece de dor alguma inventa alguma queixa para tomar uma aspirina. O alemão encontra-se com Ranulpho (João Miguel) numa de suas jornadas pelo sertão nordestino. A colisão entre as duas culturas totalmente diversas vêm à tona. O nordestino pobre, arguto e que anseia por vencer na cidade grande, Rio de Janeiro, e o alemão pacifista que sente-se bem quando está com o pé-na-estrada. Johann contrata os serviços de Ranulpho para ajudá-lo na venda e divulgação da aspirina. Os dois estabelecem uma amizade que ganha contornos épicos quando o alemão é picado por uma cobra, e é cuidado por dois dias a fio por Ranulpho. A dupla bebe e vai para o bordel junta. Quando o Brasil declara guerra à Alemanha, Johann percebe que sua chance é ir para a Amazônia "tentar a vida", pelo menos até a guerra terminar. Ranulpho, por sua vez, vai atrás do seu destino no sudeste brasileiro. As duas culturas convivem de forma pacífica. Não há superioridade de uma sobre a outra. A estréia de Marcelo Gomes na direção é promissora. A atuação de João Miguel como Ranulpho é brilhante. "CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS" revigora a possibilidade da solidariedade entre seres humanos de culturas tão díspares.
Victor Guimarães em 09/01/2005Nota: 5
O filme é de um rosiano intimismo-universalismo que nos deixa extasiados. Tem um tema singelo, uma amizade quase Chicó-João Grilo, mas com entrelinhas maravilhosas, que conferem à película um universalismo digno de um "Grande Sertão". Tem cenas que deveriam ficar para a história do cinema (sem exageros), como a que os dois, bêbados, brincam de morrer na guerra. A brincadeira é infantil e nervosa ao mesmo tempo, tendo em vista o contexto da extradição do personagem Johann. Os atores não ultrapassaram o fio, nem prum lado, nem pro outro. É daquelas cenas perfeitas, como a cena da morte de João Grilo em "O Auto da Compadecida". Perfeita e eterna. De uma temática simples e esbarrando na estrutura de road movie, o filme aborda temas universais, como guerra, vida e morte. Faz-nos lembrar de "Deus e o Diabo na Terra do Sol". Nem é preciso dizer que é o melhor filme brasileiro do ano. Já nasce um clássico.
Diego Moitinho Cano de Medeiros em 04/01/2005Nota: 4.5
Filme muito bom, que consegue captar a aridez do sertão, contar uma bela história de amizade e ainda retratar parte da história do Brasil. Só pecou em alguns cortes, mas nada que diminua sua qualidade.
Gabriel em 15/01/2005Nota: 4.5
Ótimo filme, mas como sempre retratando as misérias do nosso país. O cinema nacional não consegue fugir do modelo de "filme denúncia", como central do Brasil, carandiru, cidade de Deus, etc. Será que não é possível um tema diferente?
Laércio Theodoro em 07/01/2005Nota: 5
Bem elaborado, altamente bem fotografado, ótimas tomadas de câmera (principalmente as de dentro do carro). Uma temática que foge as narrativas desgastadas! Maravilhoso o filme!
Rodrigo Falcão em 11/01/2005Nota: 5
Um dos melhores filmes brasileiros do ano que passou. Fotografia deslumbrante, atuações brilhantes, e história cativante.imperdível, realmente!
Izaías em 20/01/2005Nota: 1
É o retrato da monotonia. Dificil ficar acordado vendo esse filme. Não acrescenta nada culturalmente. Enredo pobre. Atuações amadoras. Me senti envergonhado, como brasileiro, vendo meu país produzir algo tão fraco.
Sensacional!!! Amo esse gênero e a década de 1980 é recheada de ótimos filmes policiais ...
por Renan, 13/02/2012 às 15:38
...bom filme ...só o final que é frako..a forma que o comandante frost se entrega e morre ...
por Pipoka, 13/02/2012 às 15:38
Demos = Depois* rsrsrs
por Renan, 13/02/2012 às 15:36
Excelente! Demos que o vi, passei a gostar de filmes "western" esse com certeza é...
por Renan, 13/02/2012 às 15:35