Caramuru - A Invenção do Brasil

Caramuru - A Invenção do Brasil 2010-05-22 Francisco

Título original: (Caramuru - A Invenção do Brasil)

Lançamento: 2001 (Brasil)

Direção: Guel Arraes

Atores: Selton Mello, Camila Pitanga, Déborah Secco, Tonico Pereira.

Duração: 88 min

Gênero: Comédia

Status: Arquivado

5           10 12 5

(12 votos)

                   

Sinopse

Em 1º de janeiro de 1500 um novo mundo é descoberto pelos europeus, graças a grandes avanços técnicos na arte náutica e na elaboração de mapas. É neste contexto que vive em Portugual o jovem Diogo (Selton Mello), pintor que é contratado para ilustrar um mapa e, por ser enganado pela sedutora Isabelle (Débora Bloch), acaba sendo punido com a deportação na caravela comandada por Vasco de Athayde (Luís Mello). Mas a caravela onde Diogo está acaba naufragando ele, por milagre, consegue chegar ao litoral brasileiro. Lá ele conhece a bela índia Paraguaçu (Camila Pitanga) com quem logo inicia um romance temperado posteriormente pela inclusão de uma terceira pessoa: a índia Moema (Déborah Secco), irmã de Paraguaçu.

 

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Elenco

Selton Mello

(Diogo Álvares, o Caramuru)

Camila Pitanga

(Paraguaçu)

Comentários

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FernandaSueli em 10/05/2011

...Vale a pena assistir!

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Matheus em 03/05/2011

Engraçadinho

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Alê ** em 18/07/2010Nota: 5     

Um dos melhores filmes nacionais!!! Personagens carismáticos, e uma originalidade na história, pois o tema não é abordado com frequencia, ou melhor, não me recordo de nada com este tema!!!! Altamente recomendado!!!

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Senhor Ivan em 07/07/2010Nota: 5     

Engraçadíssimo!Filme brasileiro é bom por causa do talento que nossos atores tem.Esse tem um cenário maravilhoso,é um lugar muito lindo.RECOMENDO.

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Rovandro em 05/06/2010Nota: 5     

Esse filme é muito bom, esta entre os meu preferidos.


Muito divertido e um elenco excelente.

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Leila Marah em 13/02/2010

Um filme totalmente original, que demonstra nossa cultura e raízes. Ao contrário das grandes produções, houve pouco recursos financeiros mas com grandes recursos naturais. Felix Monti foi extremamante feliz em garimpar as belíssimas imagens e explorar a beleza escultural de Camila Pitanga misturado com a meiguice de Deborah Secco (duas atrizes totalmente diferentes, uma representando a mulher forte, que sabe o que quer e a outra a mulher menina, ingênua e meiga). A personalidade e talento marcante de Selton Mello deu uma segurança para o filme desde o seu início até seu final, pois fora o texto que é belissímo e configura em muitas vezes poético, Caramuru (Selton Mello) como sempre rouba a atenção dos telespectadores e o filme gira ao seu redor, todo o resto do elenco acaba sendo coadjuvantes. Isso não configura um comentário negativo para a produção, mas sim descaracteriza dos filmes norte americanos que trabalham com focos mais distantes e usam cenários conhecidos e sem vida, com muitos personagens e poucos marcantes, excluíndo dessa referência os filmes de Angelina Jolie com Tomb Raider, Harrison Ford com Indiana Jones ou ainda os filmes de Jackie Chan, nos quais tb são focados exclusivamente em seus protagonistas, se fosse no exterior Selton Mello, já havia se transformado pelas produtoras cinematográficas como um seriado padrão, como acontece com esses citados. É lamentável que no Brasil ainda faltam pessoas e empresas que acreditem em nossos talentos e invistam mais para que sejam mostrados produções como esta para o mundo, logicamente com mais recursos cinematográficos.

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Henrique Miura em 02/01/2001Nota: 5     

Vou deixar aqui o mais claro possível sobre o que achei desse filme. Deixou bastante a desejar, com um nome tão valoroso na direção, esperava-se muito mais desse filme, que seguiu os mesmos passos do "O Auto da Compadecida", sendo uma minissérie editada para um filme. Mas esse "Caramuru - A Invenção do Brasil" não chega nem perto do que foi "O Auto da Compadecida", e acredito que nem chegará perto do enorme sucesso comercial que foi o trabalho anterior do Guel Arraes. Em "O Auto da Compadecida" mal consegui parar de rir, a todo momento havia uma nova piada original envolvida com uma bela situação, mas aqui a coisa é bem diferente. Rir de verdade são poucas as vezes, na verdade apenas uma. O roteiro é muito fraco, foi exatamente ele que não deixou o filme embarcar para algo mais do que é, pois de resto o filme está bem servido. Na verdade o que há de melhor no filme é o elenco. Selton Mello se junta de novo ao Guel Arraes e consegue uma atuação tão convincente quanto a do "O Auto da Compadecida". Seu personagem é bacana, mas é posto pouco em pratica. Mas é claro que não podemos esquecer a parte feminina do elenco, Camila Pitanga e Deborah Secco estão bem carismáticas, a primeira mais do que a segunda, talvez por ter mais espaço e segurança que a outra. Lógico, Débora Bloch, como poderia me esquecer dela, muito bem em cena, os poucos momentos que ela aparece consegue demonstrar sua facilidade em interpretar vilãs. Ainda tem pontas pouco marcantes como a de Diogo Vilela, que passa despercebido pelo filme. O ano é 1500. Diogo Álvares (o Caramuru, Selton Mello) é um pintor que levou um prêmio como sendo uma grande promessa. Ele se mete em encrenca quando transforma uma mulher feia em uma pintura bela e encantadora (o filme peca em não mostrar a mulher que dizem ser feia). Após ser traído pela arrogante Isabelle (Débora Bloch) e é mandado para a caravela, onde sofre um naufrágio e cai em terras brasileiras. É aí que conhece duas lindas imãs, Paraguaçu e Moema (respectivamente Camila Pitanga e Déborah Secco), onde causa um triângulo amoroso. "Caramuru - A Invenção do Brasil" poderia ser uma grande filme, a série de 2:40 h foi editada para 1:40 h. O sucesso não foi tão bom quanto o de "O Auto da Compadecida" pelo simples fato de que ao terminar "Caramuru" deixa um vazio, deixa um vácuo aberto e a história simples demais. A produção caprichada é um fator positivo para o filme, a trilha sonora funciona bem, a fotografia é muito boa, mas Guel Arraes deveria trabalhar com algo com mais conteúdo. O filme traz até que diálogos bem românticos, alguns bem poéticos, outros bem naturais, mas chega um momento que o exagero toma conta do filme e começa a se tornar repetitivo. Sinceramente esperava mais desse filme, já que não vi a série.

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Carlos Dunham em 04/01/2001Nota: 3     

Adaptado de uma minissérie da Rede Globo de Televisão que tinha por objetivo celebrar os 500 anos do descobrimento do Brasil, "Caramuru" segue, assim, os passos de "O auto da compadecida", que também era uma minissérie e virou filme. Apesar do belo colorido visual, contudo, faltou a "Caramuru" uma estória melhor construída e uma direção mais consistente, que não tivesse se deixado levar por uma associação extremamente perigosa: confundir o deslumbramento do personagem - um jovem português que chega ao Brasil em 1500 e, ao invés de descobrir as Índias descobre as índias - com a realização de um filme deslumbrado, no pior sentido da palavra: durante toda a projeção "Caramuru" soa over demais, exagerado em demasia, como uma nova rica que quer ser vista por todos. Além disso, o filme transmite a idéia de que a formação do Brasil deu-se de forma libidinosa, como se descobridores portugueses e nativas brasileiras não tivessem outras afinidades que não a da prática carnal do sexo. De qualquer forma, o filme vale pelo excelente desempenho de Selton Mello, um dos maiores atores (se não o maior de todos) da nova geração, e pela bela e paradisíaca fotografia de Felix Monti.

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Renata dos Santos Pereira em 03/01/2001Nota: 5     

Este filme é um dos melhores nacionais e mostra que também podemos fazer cinema com a nossa história, que também é rica, só precisamos pesquisar um pouco mais. Além disso os recursos técnicos são de primeira e não é um daqueles filmes que só mostra nossa carência social, é uma comédia maravilhosa. Eu, que tinha tanto preconceito de filme nacional, adorei e quero contribuir para que o cinema nacional cresça nesa linha!!!

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João Paulo Porto Martins em 05/01/2001Nota: 4.5     

Vocês não fazem idéia de como é bom ir ao cinema e poder perceber graça em todas as piadas sobre a linguagem. Infelizmente esse fenômeno só ocorre com os filmes de lingüa portuguesa, pois a tradução nas legendas de filmes gringos faz questão de deixar a piada idiota. O filme é ótimo, só a fotografia que é fraca (deve ser pela falta de investimentos godzilossauricos, como ocorre em Hollywood), mas isso não tira o brilho do filme. Filmes nacionais de qualidade conseguem vender bem.

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