A Última Noite

A Última Noite 2010-05-22 Francisco

Título original: (25th Hour)

Lançamento: 2002 (EUA)

Direção: Spike Lee

Atores: Philip Seymour Hoffman, Barry Pepper, Rosario Dawson, Anna Paquin.

Duração: 134 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 26 5

(26 votos)

                   

Sinopse

Em Nova York, Montgomery "Monty" Brogan (Edward Norton) veio de uma família da classe trabalhadora. Os melhores amigos de Monty, Jacob Elinsky (Philip Seymour Hoffman) e Francis Xavier Slaughtery (Barry Pepper) tiveram carreiras como professor de escola secundária e corretor da bolsa, respectivamente, mas Monty pegou um rumo diferente e se tornou traficante de drogas. Isto o faz ganhar muito dinheiro, mas não respeito. Um dia Monty está em casa com Naturelle Riviera (Rosario Dawson), sua namorada que agora vive com ele, e chega a polícia com um mandado de busca. Eles acham maconha rapidamente e Monty acaba pegando uma pena de sete anos. No seu último dia antes de ir para a prisão, Monty programou se divertir com Jacob e Francis, além da companhia de Naturelle. Porém Monty suspeita que ela o tenha entregado, pois ela sabia onde a droga estava escondida.

 

Elenco

Philip Seymour Hoffman

(Jacob Elinsky)

Barry Pepper

(Francis Xavier Slaughtery)

Rosario Dawson

(Naturelle Riviera)

  • Anna Paquin (Mary D'Annunzio)
  • Tony Siragusa (Kostya Novotny)
  • Levani Outchaneichvili (Tio Nikolai)
  • Isiah Whitlock Jr. (Agente Flood)
  • Michael Genet (Agente Cunningham)
  • Edward Norton (Monty Brogan)

Comentários

Nome do Usuario

Renan em 15/03/2011Nota: 9     

Gostei muito do filme, principalmente das atuações.

Nome do Usuario

Junior Maschio em 10/01/2002Nota: 1.5     

Como um diretorzinho pode acabar com um ator excelente. Depois de assistir "A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA" na minha opinião o melhor filme do Norton, fui à vídeo locadora ansioso para assistir "A ÚLTIMA NOITE" e deparei-me com um filme racista que "esculacha" os imigrantes que vivem nos EUA (foi a chance do Spike Lee dizer o que pensa sem sofrer represália). Como se não bastasse, perdem-se preciosos minutos com diálogos frívolos e que não agregam nada ao filme. O que interessa ao público saber que um personagem tem halitose e o outro é super dotado? Spike Lee "volte pra casinha".

Nome do Usuario

Eduardo em 07/01/2002Nota: 5     

Quem é que não vai ter uma última noite? A última noite de solteiro, a última noite vivo, a última noite pobre (essa podia chegar logo), a última noite feliz. Querendo ou não vamos todos aqui, no nosso mundo azul de 2/3 de água, ter uma última noite, por mais estranha ou banal que seja essa coisa que será a última. Mas se isso já é ponto arrematado, pra que ficar batendo nessa tecla? Porque o que interessa não é se isso vai acontecer ou não, mas sim o que vamos fazer dessa última noite. Vivo dizendo que minha vida é como a de um membro do AA, porque não me importa o que aconteceu hoje, nem ontem, mas sim o que está acontecendo agora. É estranho isso, porque sabendo que a última noite pode chegar a qualquer momento, sinto cada vez mais que minha teoria way of life step by step está certa. Sei lá. Mas ta na hora de parar de filosofar e dizer o propósito dessa coisa toda. Spike Lee é o responsável por isso. O filme chama A última noite, mais conhecido pelos gringos como 25Tth hour. É simplesmente uma obra de arte. Não tenho uma opinião concreta sobre o Spike Lee, porque já vi coisas que gostei e outras que odiei. Já chamei o cara de Woddy Allen do Bronx e hoje admito que tem um potencial de genialidade cinematográfica muito grande. A última noite é um filme sobre Monty (Edward Norton) que está às vésperas de ser trancafiado pelos próximos sete anos, porque dançou pro DEA. E nessa última noite o velho Monty (que eu acho que deveria ter sido interpretado pelo Sean Penn) reflete um pouco sobre tudo o que está rolando, tudo o que rolou e o que é pior. O que está vindo por aí, o tempo mais barra pesada da vida do cara. O filme fala sobre tudo: ganância, amizade, desconfiança, amor, desilusão, culpa, remorso, cachorro, traição, drogas, reflexão, e por aí vai. Ou seja, coisinhas que todos nós estamos acostumados com o andar da carruagem. Uns mais, outros menos, é claro. Mas o que vale a pena no filme é a porra de uma cena no banheiro do restaurante do pai do cara. O roteiro que achei na Internet não tinha essa parte, por isso não transcrevo o texto, mas digo que é simplesmente do cacete. Ele explode de raiva, xinga tudo e todos, tem base pra tudo o que fala, mas percebe que o problema não é nada daquilo. O buraco é bem mais embaixo e ele se toca nisso na frente de um espelho que está escrito um FUCK YOU superapropriado para o momento. Então, meninas e meninos do meu Brasil. Se não têm programa para o final de semana, ou para qualquer outro dia, a locadora mais próxima pode ser uma ótima opção de assistir um filme que posso classificar no mínimo de bom pra caramba.

Nome do Usuario

Eduardo em 08/01/2002Nota: 5     

Achei fantástico, quando li a sinopse apenas imaginei que fosse um filme qualquer, mas assim que dei o play em meu DVD já impressionei-me com a primeira cena. O filme é parado mas ao mesmo tempo nostalgico, é algo inesplicável, vale conferir.

Nome do Usuario

Leandro em 09/01/2002Nota: 3.5     

A direção de Spike Lee é realmente muito boa, e a maior parte do filme tem um fotografia criativa e interessante. Entretanto, a história se torna um tanto cansativa por causa de dialogos um pouco longos; Apesar de ser o protagonista do filme Edward Norton fica um pouco apagado por vários momentos até explodir em cenas abissalmente perturbadoras e muito bem interpretadas, destacando sua franca conversa com o espelho.

Nome do Usuario

Bruno Carvalho em 04/01/2002Nota: 5     

A Última Noite e para mim o melhor filme que foi lancado este ano,com uma direcao e roteiro impecaveis, edward norton mostra mais uma vez ser o melhor da atualidade.

Nome do Usuario

André Leones em 06/01/2002Nota: 4     

A ÚLTIMA NOITE (25Th Hour, EUA, 2002), de Spike Lee. Sempre acreditei que reduzir a obra de Spike Lee à temática racial (predominante em vários de seus trabalhos, seja verdade, mas sem jamais se limitar a ela) é um imenso desserviço ao grande talento deste que é um dos melhores cineastas de sua geração. Até porque, conforme ele mesmo atesta, a maioria de seus filmes são histórias de Nova York, pura e simplesmente. Por isso, a cada novo trabalho, sempre surgem alguns críticos dizendo ou se tratar de uma "nova etapa" na carreira do diretor e/ou do "seu melhor filme desde Faça a Coisa Certa". Sinceramente, já perdi a conta de quantos filmes de Spike Lee já foram tachados como "o melhor desde Faça a Coisa Certa". Bom para ele, posto que só confirma uma certa regularidade. A Última Noite tem alguns problemas, mas as soluções encontradas são tão boas que logo nos esquecemos deles. A uma cena arrastada, segue-se outra tão vigorosa que o interesse do espectador é sempre renovado. É um filme que, a exemplo do seu protagonista, mas por motivos muito diferentes, luta para ficar de pé. E consegue. Ao falar de feridas que talvez nunca irão cicatrizar, Spike Lee foi felicíssimo em incluir referências mais do que diretas aos atentados de 11 de setembro. Estamos, portanto, diante de várias paisagens destroçadas, sejam os escombros das torres gêmeas ou os próprios personagens do filme. Não é exatamente uma obra sobre escolhas, porque quase todas já foram feitas. Não trata do plantio, mas da colheita. Estamos, aqui, analisando as consequências, percorremos um caminho para o qual já não há volta. O personagem principal, um traficante condenado interpretado por Edward Norton, tem vinte e quatro horas para se despedir de seus amigos, do pai e da mulher, além de tentar descobrir quem o atraiçoou, antes de se apresentar à penitenciária para cumprir pena. Não existem mais esperanças para ele, exceto, talvez, morrer. Ou fugir. O filme vive, e viver aqui não é dizer pouco, dessa contagem regressiva, de uma longa festa de despedida banhada em tristeza e desconfiança. Spike Lee talvez seja um dos poucos cineastas que trabalhem com um cinema de verdadeira conotação social e política muito antes de ser racial. Longe de ser panfletário, ele prefere um enfoque sempre à mesma altura do que pretende dizer. Se Godard dizia acertadamente que filmar já é um ato político, Spike Lee tem total consciência do que seja processar a realidade, ou uma realidade, por uma lente de cinema, e que processar essa realidade já é transformá-la irremediavelmente. Quando o personagem de Edward Norton se coloca de frente ao espelho e vocifera contra tudo e todos, o que vemos é um homem desgraçadamente impotente diante de tudo aquilo que ele mesmo, de uma forma ou de outra, buscou; ele vocifera, portanto, contra si próprio. Ao passar o mundo que o rodeia sob uma torrente de insultos sem, é claro, transformá-lo, o protagonista amadurece a compreensão que tem de si e de seu lugar na sociedade. Ele se descobre e não vê nisso nenhuma vantagem, posto que não vale muito. Daí que a única forma de passar a valer alguma coisa é não fugir daquilo a que está destinado, ou seja, assumir tudo o que fez, e sozinho, porque a responsabilidade, obviamente, é toda sua. Entender e aceitar a própria individualidade, com tudo o que ela traz, é entender e aceitar a individualidade do outro. Se isso não é um manifesto político, e A Última Noite um filme maduro e belíssimo, então eu não sei de mais nada.

Nome do Usuario

pedro1asakura em 02/01/2002Nota: 3.5     

Não cumpriu todas minhas espectativas. Falou-se muito em torno desse novo filme de Spike Lee, estrelando Edward Norton. Mas o filme deixa muito a desejar. O roteiro evolui muito lentamente (e não pense que é por causa da tal última noite, pois essa ocupa apenas 1/4 do tempo de projeção). Existem muitos dialógos, o tempo todo, que são longos e que pelo que entendi, apenas serviam para moldar melhor os personagens, ou seja, podiam ser mais curtos. Além disso, o roteiro podia explorar melhor o personagem de Edward Norton. Um exemplo do potencial do personagem, é a cena no banheiro em que ele desabafa com o espelho. A suposta última noite também ficou um tanto quanto "fraca". Com tantos dialógos desnecessários em torno dos personagens (principalmente os amigos de Norton), a personalidade deles fica mais que moldada e o final as vezes fica muito previsível. A direção de Spike Lee é boa, com algumas sacadas interessantes, mas deixando um pouco ainda a desejar. Edward Norton está muito bem em cena, tal como Barry Pepper. Não mereceu tanta badalação em torno de si, mas mesmo assim, "A última noite" apesar de cansativo merece ser visto e não deixa de ser um filme bom."

Nome do Usuario

Fábio Azevedo em 05/01/2002Nota: 5     

A primeira hora do filme me deu o a impressao de que spike lee estava ficando previsivel e conservador demais...mas so um mestre como ele pra dar uma grande guinada na historia e proporcionar um dos melhores finais de filme dos ultimos tempos.

Nome do Usuario

Humberto em 03/01/2002Nota: 4     

O filme é um pouco lento no começo, não ficou bem claro porque Edward Norton teve suas 24 horas, antes de ser preso,já que houve flagrante. Mas a sua atuação vale pelo filme.Um dos melhores atores nos ultimos anos. E o final é um tanto quanto emocionante! De qualquer forma vale a pena conferir!

publicidade
publicidade

Últimos Comentários