Uma série bem engraçada, que mostra as realidades da vida política com uma sátira sobre uma vice-presidente atrapalhada, com uma equipe atrapalhada e projetos atrapalhados. Uma coisa interessante sobre a primeira temporada da série é que não foi mostrado a campanha de eleição da vice e logo já foi mostrado ela no cargo com sua equipe. Achei a série um pouco monótona e algumas piadas não tem muita graça. Os roteiros são um pouco confusos e a ordem cronológica diferenciada ás vezes atrapalha isso. Julia Louis-Dreyfus é muito boa como Selina Meyer e ela faz algumas piadas sem graça funcionarem com seu carisma e talento. Reid Scott como Dan Egan consegue trazer ao seu personagem o sarcasmo e a arrogância necessárias para seu desenvolvimento com muito humor. Gostaria de ter visto na temporada mais destaque para Gary Walsh, personagem de Tony Hale. Sufe Bradshaw como Sue Wilson tem uma das melhores marcas da série sobre a ligação do presidente. Matt Walsh como Mike McClintock faz um personagem relaxado, preocupado e debochado enquanto Anna Chlumsky como Anna Brookheimer traz a liderança e esperteza do grupo. A direção e edição da série são boas e interpretações bem boas.
Muitas críticas apontam a advertência que essa série tem o seu foco na vida pessoal e dilemas do personagem ao invés de enfatizar o campo político como faz The West Wing e House of Cards. Porém eu não a vejo dessa forma, na verdade penso que ela reflete melhor oq se passa nos bastidores do que essas séries. Elas são sem dúvida grandes obras, eu pessoalmente admiro-as muito porém a representação "pomposa" e "magnífica" retratam "mais uma bonita idealização" do que deve ser o mundo político daquilo que ele de fato o é, beirando a um maniqueísmo.
Em Veep podemos ver esse cenário ser retratado de forma "bruta" vc não tem lapidações das personagens, elas estão ali como humanas com suas qualidades e defeitos, diga-se, principalmente os defeitos pois são ali bem expostos e é justamente isso que traz realismo a série. Vemos altos membros do governo sentindo medo, ansiedade, inveja, raiva, frustrações, alegrias, tristezas, empatia e improviso. Ou seja sendo pessoas normais que atrás das cortinas colocam a maquina pra funcionar, dando ordem a partir do caos. As autoridades aparecem sem blindagens e não estão imunes ao ridículo e insano. Poderosos também falham, eles não são sempre geniais como Frank Underwood, na verdade eles estão mais para Selina Meyer no mundo real. A mensagem que fica é: Até que ponto as pessoas são atores de si mesmos??
A série caminha bem até a 6 temporada que abusa das características dos personagens propondo paradoxos, Exemplo: Aspoiler: protagonista Selina evidenciou a sua condição como mulher divorciada independente, bem sucedida e satisfeita consigo mesma mas a velocidade com que ela muda de parceiros e as quedas com seu ex marido desconfiguram a personagem, e soa como apelativo e forçado.
A série é muito divertida, vc vai rir bastante, criar um envolvimento com a maioria dos personagens e se sentir vendo o mundo político como ele verdadeiramente é: Sem fórmulas magníficas e um desastre total, que no fim acaba dando certo.
A série começa bem, até você perceber que a estrutura é sempre idêntica: a vice-presidente comete alguma gafe grosseira, e tem que ser salva por sua equipe competente. Pode gerar algumas piadas no começo, mas esse show de auto humilhação em público cansa rapidamente.
Elenco excelente. Humor inteligente. Ritmo de cena maravilhoso, você mal se recupera de uma piada e já vem outra em seguida, que pode ser uma expressão, uma fala ou um movimento, é também comédia física, muito bem coreografada. Enfim, tudo isso pra dizer que o "tempo" da comédia nessa série é impecável.
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