Ângela Diniz: Assassinada e Condenada
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Ricardo L.
Ricardo L.

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Crítica da série
4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2026
Muito boa série nacional com uma protagonista excelente contado fatos que abalaram o país nos anos 70!
Uceas De Moura
Uceas De Moura

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Crítica da série
4,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
A mulher pagou um preço por querer um divórcio, ter a guarda da filha . Vários homens foram carrascos em sua trajetória. Ela convicta nunca deixou de ser quem era. Era livre, leve, feliz. Mas, um homem mal resolvido cruzou seu caminho. Ela o amou e ele foi seu maior algoz. Deixou um legado ... a que preço?
Diogo de Andrade Medeiros
Diogo de Andrade Medeiros

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Crítica da série
5,0
Enviada em 13 de novembro de 2025
Existem inúmeras camadas para serem analisadas nessa obra. Primeiramente, precisamos analisar a importância da mulher Ângela Diniz como o reflexo do instinto livre humano e neste contexto podemos entender que tal instinto é primordialmente agênero e a sua existência se dá antes de que qualquer força manipuladora de qualquer natureza. Com esse entendimento percebemos todo o movimento dos homens, mais fracos em sua intelectualidade, em moldar as mulheres com força bruta já que é a única forma que eles tem de barra-las para o Mundo. A série retrata esse incômodo de forma que não existe lateralidade para esse sentimento, se você for humano e suas faculdades mentais estiverem minimamente com as cognições saudáveis diante do que é aceito em nosso sistema social, sim você sentirá o incômodo. Então percebemos uma mulher desfrutando da mesma “natureza” masculina de forma explícita e que será julgada por todos os gêneros possíveis nem que seja por um segundo sequer. Isso me mostra o quão romantizamos a possível salvação humana aquela que talvez jamais consigamos e como isso continua colocando as mulheres em risco. Por isso estamos falando de guerreiras e não apenas sobre mulheres, são aquelas que podem mudar o futuro mesmo que essas batalhas ainda continuem empilhando baixas para o lado feminino. Assim, Ângela mesmo fadada ao destino fatídico surge como a luz da coragem e luta pela liberdade, a espada do fio de fogo atômico, o exemplo que nem sempre precisa ser seguido mas precisa ser admirado e quem sabe um dia desperte a verdadeira revolução X aquela que mudará o curso da história.
Dito isso vamos para a obra tecnicamente falando. Estamos falando aqui sobre algo deveras cinematográfico! Toda a técnica é impecável, Direção de arte, figurinos, maquiagem e fotografia dignas dos maiores prêmios internacionais nada fica a dever para qualquer produção gringa. A Direção do Andrucha cirúrgica e progressiva vai adornando cada minuto com os elementos certos até chegar ao momento ápice do desfecho esperado. As atuações são impressionantes. Marjorie capta a essência de Diniz sem apelar para nenhum exagero barato e garante humanidade à personagem. Sem sombra de duvidas a melhor interpretação de sua carreira, madura, hipnótica e magnética. Fagundes mostra para a nova geração o motivo de ser um dos maiores atores do nosso País, interpretação massiva e robusta. As atrizes que interpretam as amigas de Ângela são o retrato do alívio que uma mulher encontra em outra em situações caóticas causadas pela fraqueza masculina, todas estão sensacionais em cena. Destaque para a atriz Carolina Ferman (Ione Manfredi) que entrega uma atuação de luxo principalmente em cenas que exigem uma carga dramática de maior intensidade. A obra é absolutamente maravilhosa, uma das maiores produções realizadas em anos tanto por sua execução impecável quanto pela sua importância como um farol que guia a mulheres para longe de suas mortalhas.