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Luiz Cappellano
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Crítica da série
4,0
Enviada em 31 de outubro de 2024
Computadores com monitores contemporâneos, lâmpadas de led nas ruas, trens modernos, VLT aparece ao fundo e seus trilhos aparecem todo o tempo, bem como flashes do "Porto Maravilha", que não existia na época em que se passa a história... São estes "pecados" que o cinema brasileiro já deveria ter expurgado há muito tempo e que comprometem, para o expectador mais consciente, a credibilidade do enredo. Deixando de lado as questões que poderíamos chamar de "técnicas", a série cumpre a promessa de nos mostrar as últimas horas de vida de quatro vítimas da Chacina da Candelária, que aconteceu em 23 de julho de 1993. A série valoriza as questões ligadas à negritude e ancestralidade e tem várias cenas que nos remetem às religiões de matriz africana e sua visão cosmológica sobre a vida e a morte. Neste sentido, é muito poética. O personagem "Sete" nos remete ainda à realidade dos garotos de programa do Rio de Janeiro, da homofobia e da hipocrisia social, spoiler: retratada por seu cliente, casado com uma mulher e "respeitável pai de família".
Personagens como "Pipoca" nos lembram do abandono da infância e nos alertam em relação à falta de perspectiva de futuro das crianças de rua.
Muito bom! Emocionante, cheio de referências e te provoca a pensar. Mas a minha observação principal é sobre a atuação de Samuel Silva, personagem Douglas, eu fiquei atônita com o trabalho desse garoto, como pode tão novinho e sem experiência nenhuma, ser tão bom! Realmente um talento nato.
Série muito boa e triste ao mesmo tempo, que nos faz refletir e agradecer pela vida que temos. E mostra que infelizmente o ser humano é mal, sendo eles os pais das crianças que deixaram eles onde ocasionou uma vida desumana, tanto os criminosos que fizeram tamanha maldade
" Combinando rigor técnico, roteiro poderoso e performances intensas, a série emociona e conscientiza sem apelar para exageros." "Os Quatro da Candelária" entrega uma narrativa intensa e sensível, equilibrando drama biográfico e realismo social. A direção de Luis Lomenha e Márcia Faria evita sensacionalismos, conduzindo uma história focada na humanidade das vítimas. O roteiro, bem estruturado, nos leva pelas últimas 36 horas de quatro jovens, interpretados com força por Andrei Marques, Samuel Silva, Patrick Congo e Wendy Queiroz, que carregam a exclusão e o abandono social como marcas centrais de suas vidas. A ambientação é fiel aos anos 90, com fotografia natural e cenários urbanos decadentes que intensificam o impacto visual. O tom próximo ao documental, combinado com atuações contidas e emocionantes, reforça a importância histórica e social da obra.
Essa série é incrível e me fez arrepiar e emocionar em vários momentos. Vi alguns comentários desmerecendo a obra por "romantizar o crime", mas acredito que essas pessoas não entenderam, e talvez nunca compreendam, como o crime está enraizado em nossa sociedade, influenciado por fatores históricos de violência e racismo. A série aborda temas importantes, muitas vezes esquecidos, como o impacto do abandono infantil. O elenco é excepcional, com atuações memoráveis. Precisamos valorizar mais as produções brasileiras!
Série boa e impactante, atuações excelentes! Te faz refletir sobre a chacina do ponto de vista das vítimas, q no jornal normalmente só são mostradas como número!
uma serie que mostra a realidade eu me senti vivendo meu dia a dia assistindo ................................................................................
Vendo esse produto enxergamos como o Brasil é um país completamente sem futuro. Lógico que o que aconteceu na Igreja da Candelária foi um crime onde inclusive os culpados já foram julgado pela chacina. Porém vivemos numa época onde se glamouriza a bandidagem nesse país. Todos que viraram “vítimas” no seriado, também são bandidos, criminosos que tacavam o terror no Rio de Janeiro, se vangloriando por não poderem ir presos por serem menores. Mas a Netflix e os idealizadores dessa pataguada acham que eles são vítimas da sociedade, quando a a verdade é que a sociedade brasileira vive cada vez mais vítima desses bandidos (mesmo que sejam menores de idade). Devemos não dar mais voz a esses realizadores que querem transformar criminosos em ídolos.
A série é excelente e as atuações foram maravilhosas, ainda mais por se tratar de crianças e adolescentes. A série contextuliza a vida das crianças que moram nas ruas, sozinhas, que vivenciam todo tipo de violência e abuso desde desde que nascem, começam a usar drogas, dentre outras coisas, é um soco no estômago, não é uma vida fácil e é muito triste saber que existem tantas crianças nessa situação no Brasil.
Há pessoas reclmando sobre ambientação... mas a ambientção não é capaz de diminuir a qualidade do enredo, da atuação e da obra como um todo.
A série também traz a questão da raça de forma muito forte sem realmente falar sobre ela... essas crianças orfãs, são negras, em sua maioria e sofrem todo tipo de racismo.
Por último, não há romantização da violência, o que há é a realidade. A falta de estrutura familiar, o abandono, a violência, a fome, na maioria das vezes levam as pessoas a marginalidade. Esse tema leva a um longo debate, mas com certeza as coisas não são oito ou oitenta. Aquelas crianças viraram bandidas violentas, roubando pra comer, matando etc mas ainda tinham humanidade.
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The series is excellent and the performances were wonderful, even more so as it concerns children and teenagers. The series contextualizes the lives of children who live on the streets, alone, who experience all types of violence and abuse since they are born, start using drugs, among other things, it's a punch in the stomach, it's not an easy life and it's very sad. knowing that there are so many children in this situation in Brazil.
There are those who complain about the setting... but the setting is not capable of diminishing the quality of the plot, the acting and the work as a whole.
The series also brings up the issue of race very strongly without really talking about it... these orphaned children are mostly black and suffer all types of racism.
Finally, there is no romanticization of violence, what there is is reality. The lack of family structure, abandonment, violence, hunger and drugs most often lead people to marginalization. This topic leads to a long debate, but things certainly don't come down to good and bad. Those children became violent, stealing to eat, killing, etc. but they still had humanity.
A série é boa pelo elenco de jovens atores que se destacam mais que os famosos. Mas deixou muito a desejar em roteiro, direção e ambientação. Em 1993 não existiam carrões, telões, painéis em led e TVs modernas em bares, deveriam ter mais cuidado nisso,
Sinceramente é muito difícil dar uma crítica sobre essa minissérie porquê ela entra em contraste com 2 realidades, então vou dar minha opinião
Acho que a série é boa como relato do crime para lembrar o que houve ali.. mas péssimo como os fatos foram colocados, afinal de contas relatam as crianças como criminosos, São ladrões que facilmente estariam na fundação casa (FEBEM) todos que tentaram ajudar as crianças de alguma forma foram lesados por elas, fora o crime roubo a mão armada, elas vivem de pequenos furtos e fazem vítimas em todos os lugares, não tem inocentes ali fora a "pipoca" que é a mais inocente
A série a todo momento faz parecer que são crianças tentando se virar num mundo abandonado e são vítimas, mas vamos dizer a verdade o vigilante tomou 2 tiros dessas crianças, o coveiro foi esfaqueado e sequestrado a igreja foi furtada, mas até lá coitados são crianças morando na rua. não vou entrar nos temas temporais como Hb20, kawasaki, lâmpadas de Led em 1998. Tudo bem é difícil fazer uma série dessas
Para terminar foi uma tragédia e espero que os criminosos paguem por tirar a vida de crianças que estavam ali naquele dia. Ou seja foi ótimo para lembrar do caso, mas péssimo como foi colocado a situação das crianças ali na série, São marginais Espero que tenha ficado entendido.
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