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Ingrid Cabral M
1 crítica
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Crítica da série
5,0
Enviada em 5 de janeiro de 2024
Carol é uma mulher convencional, sem ilusões. No cenário do fim do mundo, ela é de uma lucidez desconcertante! Não se atira em um milhão de atividades, não se desespera, apenas quer encontrar conexão e estabilidade. As pessoas que conhece, as oportunidades que acabam surgindo, são de uma riqueza impressionante. O fim do mundo acaba fazendo muito sentido na companhia da Carol. Amei cada episódio.
Nessa primeira temporada, sinto que é uma série com uma ótima premissa. Não apenas a de fim do mundo, mas a da pessoa que não sente vontade de fazer um monte de coisas diferentes porque o mundo vai acabar. No entanto, desperdiça essa premissa. Até tenta criar uma conexão de quem assiste com os personagens. Mas fora uns pequenos momentos de reflexão e umas piadas bem divertidas, não convence muito.
A minissérie "Carol e o Fim do Mundo" se apresenta num tom melancólico e monótono. Diante de um cenário de apocalipse iminente, a protagonista se mantém numa lucidez impressionante. Surgem questionamentos sobre o verdadeiro sentido da vida.
A série vai muito além do enredo do fim do mundo, nos faz pensar sobre o que realmente importa para cada um. A Carol nos fascina e conquista a cada episódio. Um verdadeiro deleite para os amantes da filosofia.
Carol & The End of the World é uma série muito sensível e inteligente. O que mais me marcou foi a forma como ela constrói empatia não apenas pela situação extrema do fim iminente, mas pelo que isso revela sobre a condição humana. Na história, enquanto o mundo literalmente caminha para o fim, quase todos correm desesperadamente atrás de experiências, prazeres e distrações, como se precisassem preencher cada segundo restante com intensidade. E isso dialoga profundamente com a nossa realidade. Embora o “fim do mundo” na vida real não seja coletivo e datado, cada um de nós sabe que o próprio tempo é limitado. A consciência da finitude está sempre ali, ainda que silenciosa. É justamente por isso que a série conecta tanto. Ela expõe uma angústia que já existe dentro de nós: Como ocupar o tempo que temos? O que realmente importa? Devemos viver intensamente ou simplesmente encontrar sentido na rotina? A protagonista, ao escolher um caminho mais introspectivo e aparentemente simples, funciona como um contraponto ao caos coletivo. E talvez seja isso que torne tudo tão potente: ela não reage como o esperado. Em vez de correr, ela desacelera. Em vez de buscar excessos, busca significado mesmo que de forma silenciosa e quase desconfortável. A série acaba sendo menos sobre o apocalipse e mais sobre existência. Sobre o vazio. Sobre o medo de desperdiçar a própria vida. E talvez eu tenha sentido tudo isso de forma mais intensa porque estou vivendo questionamentos parecidos. Às vezes, a obra certa nos encontra no momento certo. Para mim, foi um espetáculo justamente por isso: não pelo espetáculo externo, mas pela honestidade emocional.
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