Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
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3,5
13 notas

4 Críticas do usuário

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Igor C.
Igor C.

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Crítica da série
3,5
Enviada em 29 de setembro de 2025
A série abordou um tema pesado e conseguiu transmitir bem o fato ocorrido no Brasil. Apesar do excesso de cenas de pornografia gay gratuita, a produção foi bem montada e entregou uma narrativa consistente.
Silvia N.
Silvia N.

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 29 de setembro de 2025
Super bem produzido sobre a realidade da época com o HIV, tive lembranças da época e perdi amigos com essa doença, e entendi realmente com o que aconteceu, parabéns aos atores envolvidos e toda a produção,mais uma vez uma obra brasileira.
Marcio Marconato
Marcio Marconato

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
3,0
Enviada em 29 de setembro de 2025
A série se propõe a recriar o surgimento da epidemia de AIDS no Brasil mais notadamente no final dos anos 1980. Vemos um cuidado nos figurinos e ambientações, mas a sensação que fica é de que os personagens da série não são da década de 80. São personagens que habitam os anos 2020 trazidos para a década de 80. Digo isso porque a tônica geral é de compreensão, generosidade e acolhimento com os doentes atitudes praticamente inexistentes na época retratada.
AIDS era o "câncer gay" e os sentimentos que evocava eram de exclusão, abandono, pânico moral. A escolha da produção de não usar o termo "aidético" para caracterizar os personagens tocados pelo HIV distancia a série substancialmente da década de 80 pois tira a dimensão do terror que era carregar um diagnóstico desse. Pessoas "aidéticas" eram afastadas do convívio social, pais colocavam filhos para fora de casa. A desinformação reinava. Ainda existiam dúvidas se era seguro beijar alguém contaminado, se alguém espirasse projetando gotículas de saliva em você não poderia ser uma fonte de contaminação, se uma picada de mosquito poderia transmitir o vírus, se objetos cortantes como lâminas de barbear dos cabeleireiros e
alicates de cutícula de manicures poderiam ser focos de disseminação massiva do HIV entre a população.
Lendas urbanas se espalhavam como a de que usuários de drogas injetáveis com AIDS estavam deixando agulhas com sangue contaminado nos dispositivos de recolhimento de fichas nos orelhões para que os inacautos ao recolherem suas fichas após uma ligação telefônica picassem o dedo e se infectassem.
No livro "Só as Mães são felizes", Lucinha Araújo narra que ao voltar com Cazuza de Boston após sua primeira internação em 1987, a diretriz dos médicos norte-americanos que eram as autoridades da época era a de que as roupas de cama, as vestimentas, os objetos usados por Cazuza (copos, talheres, etc) tudo deveria ser separado e lavado separadamente do restante dos outros indivíduos da casa.
Entendo que ao escolher o caminho da solidariedade e da compreensão, o enredo quis apontar para a esperança. No meu ponto de vista, essa estratégia compromete o retrato de uma época dominada pela escuridão e pela desesperança.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 971 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 2 de novembro de 2025
Série de alto nível! A indústria cinematográfica nacional cada vez mais surpreendente com produções que não perdem em nada para as de fora. Essa obra é incrivelmente perfeita e realizada por um elenco impecável. O trio protagonista é um deleite de atuação, musos necessários que transmitem emoção e delicadeza em cada cena. A direção sabe o que faz e a trilha sonora brinda o conjunto. Referências, milhares. O enredo é primordial e original, pois nunca se falou disso em Brasil. Triste, forte, bonita, intensa e histórica.