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The White Lotus
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Tathianna Cinema
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Crítica da série
4,0
Enviada em 20 de dezembro de 2022
The White Lotus
EUA, 2021 (HBO) - 1a temp.
Um resort de luxo recebe um grupo de turistas, para passar uma temporada em suas exóticas acomodações, de frente para o paradisíaco mar do Havaí. Em princípio o que se vê, são pessoas demandando dos solícitos funcionários, mimos e pedidos dispensáveis. A vidinha fútil é apresentada de forma exagerada, farsesca e cômica. Chega a levantar no espectator uma certa compaixão por alguns dos personagens, como a controversa Tanya. Mas não se enganem! A equipe do resort circula quase invisível, sendo notada apenas, quando um rico ou outro quer uma regalia. Alguns empregados, equivocadamente chegam a supor que são importantes para aqueles hóspedes. Não são, não. Os hóspedes envoltos em seu próprio mundo, discutem a vida, sob sua ótica privilegiada. As jovens Olívia e Paula parecem militar (mas só em causa própria) e não se importam. Indignam-se, enquanto usufruem da boa comida e bebida proporcionadas pela mãe milionária de Olívia. Nem mesmo Paula menos favorecida, faz diferença. Adaptada ao mainstream, ela chega a ensaiar uma revolta, que não acontece e ainda prejudica um suposto namoradinho local, de quem ela parecia gostar. Falta vontade real para sair da subjugação confortável de que desfruta. O grande entrave da história entretanto, é o insuportável, infantilizado e grosseiro Shane. Por conta de uma reserva trocada, ele inferniza a vida da mulher Rachel, com quem está em lua de mel e do atormentado Gerente Armond. Uma raiva que cresce em proporções absurdas, com uma motivação frívola e irrelevante, aliás, como quase todas as outras crises dos hóspedes sem noção. Esse clima tenso e desfavorável causa um caos e tem consequências ruins (funcionários). Algumas são boas. Só para os turistas... Mesclando diversão, baixaria e uma discussão discreta, porém relevante e necessária sobre a sociedade e suas vantagens, White Lotus convence e interessa. O único que parece passar por uma mudança curiosa em sua história é o adolescente Quinn. Antes mimado e preocupado só com os games e o celular, ele se encanta pelo lugar e as pessoas "subalternas" que ninguém do elenco enxergou. Término assustador, sem no entanto abalar a turma dos hipócritas endinheirados.
The White Lotus -2a temporada é uma grata surpresa! A série é fantástica sob vários aspectos: fotografia, diálogos,personagens, atores e direção! Ambientada na Sicilia, Italia, sobretudo em Taormina, Notto, Catania e Palermo, a fotografia é uma das mais belas já vistas na televisão e merece nota mil por nos deleitar e surpreender a cada novo episódio! Os personagens são engraçadíssimos, magistralmente interpretados por um elenco dd primeira, versátil e afinadíssimo, com diálogos que nos fazem rir, se emocionar e pensar a respeito das contradições e mazelas do ser humano em suas diversas fases da vida (juventude, maturidade e velhice), com um olhar atento, inteligente e nada piegas! A direção é precisa na sua forma de abordagem dos conflitos sociais e existenciais.
Essa série é genial! Além da linda fotografia, bons atores, tudo muito bem feito e ainda traz um humor ácido e críticas sensacionais não apenas nos grandes eventos, mas também em cada sutileza.
Um hotel de luxo e os dramas de gente endinheirada são o mote desta série, que transita entre o drama e a comédia com uma boa dose de crítica social. Além dos cenários deslumbrantes e ótimos atores, a trilha sonora é excelente. A série explora bem as diferentes visões de mundo dos hóspedes, muitos com preocupações frívolas, como o casal que quer durante a viagem exibir seu estilo de vida rico para os amigos, falando de outros hotéis e lugares luxuosos que estiveram, e outros com questões mais sérias, como o homem de meia-idade com o casamento arruinado por seu vício em sexo e que resolve fazer uma viagem com o pai idoso (hilário e politicamente incorreto) e o filho. As questões sociais permeiam a história (pelo que vi até o momento, especialmente na 1a temporada, estamos no meio da 2a), evidenciando com inteligência as ambiguidades dos personagens. Recomendo!
Terceira temporada é forçada, apelativa, doentia. Ou seja, tudo que um diretor oferece quando não se têm enredos interessantes. Algumas cenas engraçadas, imagem/fotografia lindas... de legal, só isso.
Roteiro enrolado, misógino, homofóbico e com sérias desinformações que não são desmentidas. Me enojou algumas falas que não foram usadas para um contexto específico, apenas para findar alguma trama com achismos falsos.
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