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Alexandre M.
9 críticas
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Crítica da série
3,5
Enviada em 3 de junho de 2018
Parece uma verdade universal. O ensino médio é uma porcaria em qualquer lugar do mundo. Mas é uma época que sempre rende boas séries e filmes. Um exemplo é essa produção da TV Espanhola, da Catalunha, para ser mais preciso, chamada MERLÍ.
Merlí é o nome do protagonista da série, o professor de filosofia Merlí Bergeron, que começa a dar aula em uma escola de ensino médio de Barcelona. Provocador, usa métodos de ensino bastante heterodoxos pois incentiva seus alunos a pensar livremente. Ele chama seus alunos de “peripatéticos”, em alusão a escola aristotélica. Cada episódio tem o nome de um filósofo que é a linha condutora do episódio. Merlí acaba criando uma grande relação com seus alunos e passa a ser amigo, confidente e líder.
Na sala de aula há o rebelde, a rebelde, a certinha, o menino rico, tem gay enrustido, tem gay assumido, tem bissexual, tem de tudo além das dezenas de problemas familiares. É nesse universo heterogêneo que Merlí desfila os filósofos e apresenta o pensamento de cada um.
Não, você não se aprofundará sobre filosofia assistindo a série. Os conceitos são bastante básicos. O interessante da série é como o pensamento filosófico pode ter intersecção com o mundo real e não ficar preso apenas na esfera acadêmica.
Por seu jeito muito peculiar de dar aula, eu imagino que os defensores da Escola Sem Partido teriam comichão já no primeiro capítulo, já que eles são defensores de uma escola que não pensa.
Um importante aviso. Você não estará assistindo uma série americana.Então o formato, a velocidade e o estilo serão diferentes. Abra a sua mente e assista sem preconceito. A série, por se passar em Barcelona é extremamente política em relação a independência da Catalunha e boa parte dos diálogos são em Catalão. A série também é cheio de dramas, alguns dramalhões, mas lembre-se que é uma sociedade latina e você deve adorar ver novela, então relaxe e assista.
Essa é uma daquelas séries, que a gente se pergunta pq demorou tanto tempo para assistir. Que série maravilhosa! A segunda temporada tão boa quanto a primeira. Houve uma evolução dos personagens, muito drama com filosofia, indo pra terceira temporada.
Entrou pra minha lista de favoritas. Muito boa. Amei a temática, fugindo do comum. São boas abordagens, com pano de fundo a filosofia. Ensina e diverte ao mesmo tempo. O protagonista é ótimo, esse professor imperfeito, cínico e divertido.
Gostei bem menos dessa temporada. Alguns personagens totalmente desnecessários, algumas histórias ficaram rasas, uma preguiça dessas relacionamento entre Pol e Tânia, que desperdício de personagem, e Merli que nem parecia o mesmo das temporadas anteriores. Mas no geral a série é ótima, mesmos com alguns furos.
Merlí de Héctor Lozano segue uma cartilha de novela moderada, onde seus personagens nunca se transformam em algo diferente do que são, mas coisas do cotidiano acontecem a eles para movimentar uma história em torno de um professor de filosofia.
Sobre filosofia, a série não é didática porque suas aulas já não o são desde o princípio. Se quer aprender quem eram os peripatéticos (citados no piloto da série) que pesquise na Wikipédia. Elas também não são tensas, questão de vida ou morte, como parece a quem discute filosofia empolgado com os grandes temas do conhecimento humano. Mas na vida real é assim, e é aí que reside um dilema: esta é uma série correta sobre filosofia porque filosofia é basicamente como lidamos com nossos problemas reais (embora muitos debatam empolgados temas irreais de intelectualidade, se convencendo no processo de absurdos impraticáveis, como, por exemplo, que comunismo é uma boa ideia).
Uma série catalã, centrada em um professor de filosofia, Merlí Bergeron, em que a narrativa acompanha sua chegada ao colégio Ángel Guimerá, onde, com métodos pouco ortodoxos, ele desafia normas estabelecidas e inspira seus alunos a pensar criticamente, explorando temas filosóficos aplicados ao cotidiano. Cada episódio, especialmente na primeira temporada, é estruturado em torno de um filósofo ou corrente filosófica, servindo como pano de fundo para dilemas pessoais e sociais vividos pelos personagens. Essa estrutura confere à série um caráter educativo e reflexivo, que a diferencia de produções escolares mais convencionais.
Dessa forma, a série se destaca por abordar de maneira sensível e realista questões contemporâneas como sexualidade, identidade, relações familiares e os desafios da adolescência, no qual, os personagens representam uma diversidade de experiências que enriquecem a trama, refletindo a complexidade típica de um ambiente escolar. Assim, a relação entre Merlí e seus alunos, chamados de "peripatéticos" em alusão aos seguidores de Aristóteles, é o núcleo emocional da história, evidenciando o impacto profundo e transformador que um educador apaixonado pode ter na vida de seus estudantes. No entanto, a série não é isenta de críticas, por exemplo, existem arcos narrativos que recaem em clichês, embora isso seja justificável, dada a ambientação escolar e o foco em adolescentes.
Por outro lado, o comportamento questionável de Merlí, que, embora carismático, por vezes desafia os limites éticos de sua profissão, podendo reforçar estigmas negativos em relação a professores, especialmente de filosofia. Mesmo assim, Merlí conquista por sua capacidade de entreter e, ao mesmo tempo, estimular questionamentos sobre a vida, o conhecimento, a moralidade e a inclusão. Portanto, trata-se de uma obra que transcende o simples drama escolar, proporcionando uma experiência enriquecedora e instigante para espectadores de diversas idades.
Merli é professor de filosofia na Catalunha e dá para perceber que esta matéria também lá, é desvalorizada em relação ao resto do currículo. Mas será o exercício de filosofar que trará um amadurecimento surpreendente aos alunos. Sem contar ainda com o fato de Merlí ser um rebelde incorrigível e ter uma personalidade imprevisível. Muito bom.
É uma série adolescente, mas que serve a todas as idades. Apesar de descontraída e engraçada, aborda temas muito importantes e sérios. Promove uma reflexão sobre o poder de fazer a diferença que possui o professor. Os personagens são muito carismáticos e a trama tem momentos realmente emocionantes.
Perfeita! Inovadora! É o tipo de série que, se você indica para alguém e a pessoa diz que não gostou, corta a amizade na hora (brincadeira). Depois de Merlí passei a olhar as séries de drama com um olhar totalmente diferente.
Eu não gostei. Achei uma exploração de temas já saturados, e as sequencias muito previsíveis. A predominância exacerbada do politicamente incorreto deixa de ser uma crítica, para se transformar no lugar comum.
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