The Handmaid's Tale
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Jackson A L
Jackson A L

13.712 seguidores 1.246 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 18 de junho de 2025
Finalmente série terminada. Depois de ter um início fantástico, sobretudo as duas primeiras temporadas, Luke e Moira deixavam a série chata demais. Algumas coisas nessa última temporada não fizeram sentido algum, enquanto outras somente sem explicações. Joseph Lawrence foi um baita personagem.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.615 seguidores 485 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de junho de 2026
 ⚠ TEM SPOILERS ⚠ 

The Handmaid's Tale / O Conto da Aia (6ª Temporada) 2025

"The Handmaid's Tale" foi uma série que assim que eu conheci eu me apaixonei imediatamente, foi aquele típico amor a primeira vista (ou a primeira assistida).

Contextualizando:
A primeira temporada é para mim a melhor temporada de toda a série, e muito por ser aquela temporada inicial que já chega com o pé na porta, que já mostra a que veio, que já entrega um nível altíssimo dos acontecimentos que viriam a ser os maiores destaques de toda a série. A primeira temporada é a temporada mais pesada, cruel, dolorosa e consequentemente a mais revoltante de toda a série. E muito por ser a temporada de maior suspense, de maior tensão, que mostra de fato o terror que as "AIA" eram subjugadas a passarem.

A segunda temporada é incrível, ela mantém o mesmo nível da primeira e continua desafiando a nossa mente e a nossa crença com os feitos que acontecem no decorrer da história. Nessa temporada temos os bizarros 'estupros ritualizados', o que levou Offred (Elisabeth Moss) a engravidar. É nessa temporada que a Offred começa a sair do modo defesa e submissão para o modo ataque. A temporada foca ainda mais na posição da mulher na sociedade, a submissão pela qual elas são obrigadas a passarem, em como o machismo e o extremismo está incrustado na sociedade como um todo.

Pela primeira vez na série temos uma temporada um pouco abaixo das duas anteriores. A terceira temporada de "The Handmaid's Tale" é notavelmente mais fraca por ser uma temporada que não caminha, que não engrena, que estaciona nos temas já discutidos anteriormente e embarriga em alguns episódios. Por outro lado em questões de personagens temos algumas evoluções bem dignas e surpreendentes; como no caso daquele arco pessoal da Tia Lydia (Ann Dowd), que nos traz revelações fantásticas.

O que aconteceu na terceira temporada da série volta a acontecer na quarta, que é a série dar mais uma caída em relação as duas primeiras temporadas. Ou talvez as duas primeiras terem sido temporadas tão estratosféricas, que elevou muito o nível da série, que a partir da terceira em diante a série apenas continuou em seu ritmo normal mas inevitavelmente muito abaixo das duas primeiras. Essa temporada é a primeira que a June (Elisabeth Moss) consegue finalmente deixar Gilead. Acho que até por isso eu esperava uma temporada mais avassaladora nesse quesito. Esta também foi uma temporada que eu comecei a ter alguns probleminhas com alguns personagens. De fato as temporadas 1 e 2 são o ápice da série, as verdadeiras obras-primas de "The Handmaid's Tale". Pois é muito claro como as temporadas 3 e 4 estão abaixo delas, não são temporadas ruins, longe disso, mas de fato são mais fracas.

Curiosamente a quinta temporada de "The Handmaid's Tale" volta ao eixo, ganha novos ares, novos rumos, novos ritmos, um novo fôlego, onde consequentemente a coloca acima das temporadas 3 e 4. O acontecimento com o Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes) ao final da temporada 4 conta muito para o início dessa, pois a temporada é movida pela sede de justiça por parte de June e o desejo de vingança por parte da Serena (Yvonne Strahovski). Esta temporada consegue voltar a sua grandeza em relação as primeiras temporadas justamente por nos passar este sentimento de ódio e justiça sendo descaracterizado e desconstruído na personagem Serena juntamente ao lado da própria June.

No final da minha análise da quinta temporada de "The Handmaid's Tale" escrita lá em novembro de 2022 eu disse:
"Será que Serena Waterford merece nosso perdão? Será que ela merece uma segunda chance? Será que somos capazes de passar por cima de tudo que ela fez contra June enquanto era coagida (ou não) pelo seu marido? Eu acredito na redenção da Serena e em uma possível aliança com a June para acabar com o regime totalitarista e perverso da República de Gilead. Agora se elas vão se tornar amigas além de aliadas, bem...isso só a sexta temporada poderá nos dizer."

Eu realmente acreditava nisso que eu escrevi, eu realmente apostava que a Serena iria se unir com a June (não que fossem virar amigas) para acabar com tudo referente a República de Gilead, ou Nova Belém, ou qualquer governo voltado para esta corja. Hoje eu vejo que eu estava sendo muito otimista no final da quinta temporada, acho que eu me deixei levar pela emoção/comoção da última cena do encontro da June com a Serena no trem, ambas com seus filhos. Eu realmente fui muito inocente e a Serena conseguiu me enganar mais uma vez.

E realmente a sexta temporada inicia justamente com esta sensação, ao novamente retornar na cena do trem de refugiados no encontro entre June e Serena. A partir daí temos a cena em que e June ajuda a Serena a saltar do trem na fuga por ter sido descoberta a sua verdadeira identidade no local. A sexta temporada de "The Handmaid's Tale" é focada naquela sede por justiça e vingança da June para finalmente derrotar Gilead. Por outro lado temos Luke e Moira (O. T. Fagbenle e Samira Wiley) lutando ao lado da June na resistência do regime. Para minha surpresa (ou não) a Serena novamente se junta à corja do império totalitarista para tentar reformar a República de Gilead. Já o Comandante Joseph Lawrence (Bradley Whitford) e a tia Lydia (Ann Dowd) passam por uma síndrome de autojulgamento ao reconhecerem grande parte de tudo de ruim que fizeram ao longo de suas vidas miseráveis. Já o Comandante Nick Blaine (Max Minghella) confirma o que eu sempre desconfiei dele em toda a série; em se tornar aquela incógnita, aquele ser que foi escanteado, onde parece que sua presença já não era mais necessária na história, ou talvez ele ainda fizesse alguma diferença somente para a June.

Como um todo eu vejo que a sexta temporada teve alguns problemas, alguns erros, algumas tomadas de decisões questionáveis, alguns fechamento de histórias de personagens muito corridos e sem muita coerência. Na minha opinião esta temporada foi vendida como a temporada de fechamento onde iria acontecer a grande revolução tão esperada durante toda a série, e não foi bem isso que aconteceu. Pois até a metade da temporada tivemos episódios mais fracos, aqueles episódios que só serviam para contextualizar toda a história que já conhecemos; como o embate da república no Canadá, o encontro da June com sua mãe (que sim, foi emocionante), o embate da Moira e do Luke contra o regime, toda história cansativa da Serena em retornar ao governo e até se casar novamente. Ou seja, podem até ser episódios necessários, mas que não faziam a história andar, poderia até agregar mas não engrenava.

Os próprios trailers da sexta temporada sempre enfatizava a grande guerra e a grande revolução, algo que aconteceu mais no penúltimo episódio, e pra mim o melhor episódio da temporada. Pois até ali tivemos episódios mais focados em ideias do que a execução de tais ideias. A temporada como um todo teve episódios fracos que facilmente poderiam serem retirados da história, mas por outro lado estes próprios episódios estavam tentando construir o terreno para o grande embate do episódio 9. Acredito que a temporada poderia ter sido encurtada, ou talvez eles esticarem a guerra em mais episódios, realmente fica difícil apontar o caminho certo a seguir e o que daria certo ou não.

Falando do final do elenco e personagens:
Elisabeth Moss sempre deu o seu melhor na pele da icônica June Osborne, isso era inegável. Mas me parece que nessa sexta temporada ela já se mostrava um pouco cansada da personagem, ou talvez a sua atuação na personagem já não tinha mais para onde caminhar, fiquei com esta sensação. Mas no geral a Moss sempre entregou o suprassumo da sua atuação e interpretação em "The Handmaid's Tale".
Eu aplaudo de pé a Yvonne Strahovski em "The Handmaid's Tale", pois em todas as temporadas ela sempre me enganava, tanto para o lado bom quanto para o lado ruim. A Serena passou a série inteira sendo aquela personagem ame ou odeie, e nessa última temporada não foi diferente. O final dela ficou bom, ela realmente mostrou para todos que desde o começo ela queria unicamente o dom da maternidade, por mais que ela usasse seus métodos contestáveis. Ao lado da June e da Janine (Madeline Brewer), elas três são as minhas personagens preferidas de toda a série.
Ann Dowd em toda a série conseguiu o mesmo efeito da Yvonne Strahovski, que era compor uma personagem ame ou odeie. A tia Lydia nas primeiras temporadas era impossível não odiá-la, porém com o passar do tempo e das temporadas vamos observando os seus arcos pessoais, vamos tentando entender a motivação da personagem, e no fim ela tem a sua redenção e o seu julgamento que lhe coube.
Acho que o mesmo eu posso destacar do grande Bradley Whitford com seu repugnável Comandante Joseph Lawrence. Joseph foi um personagem que sempre tive um pé-atrás, que nunca confiei em seus discursos, tanto para a June, quanto para a Serena e principalmente para o Nick. No fim eu vejo que o Joseph sempre tentou fugir do inevitável, sempre tentou não ser aquele vendido pelo sistema, mas que o próprio sistema deu o seu fim na série. Ele merecia aquele fim? Fica ai o questionamento.
Por falar em final triste na série, temos o inigualável Max Minghella com seu Comandante Nick Blaine. O Nick é aquele personagem que você desconfia no início, começa a achar interessante na sequência, quando ele se envolve e até ajuda a June você começa a se apegar a ele, e logo ele passa aquela sensação de se vender para o sistema para conquistar cargos e funções maiores e de mais credibilidade em Gilead. O Nick sempre foi um personagem difícil e até questionável na série, mas uma coisa que não podemos negar era o fato que ele realmente gostava e se importava com a June. No fim eu acho que a série nunca ajudou o personagem, de fato ele nunca teve um grande espaço e até uma certa relevância dentro de toda a história, e no fim ele não merecia aquele final. Fica aí mais um questionamento.
Madeline Brewer com sua Janine sempre me conquistou e sempre me fez se importar com ela em todas as temporadas. Acredito que a Madeline também sofreu o que vários atores e atrizes sofreram durante toda a série, que foi o curto tempo de tela para o seu desenvolvimento no personagem. E até entendo, visto que a série era recheada de grandes personagens, fatalmente não iria sobrar espaços para todos. Mas eu sempre adorei a Janine, e vê-la recebendo a sua própria filha de volta me deixou com um nó na garganta ao mesmo tempo que senti um extremo sentimento de realização da personagem.
Por falar em tempo de tela dos personagens, temos o O. T. Fagbenle e a Samira Wiley. O personagem Luke sempre foi mais escanteado na série em quase todas as temporadas, mas nessas duas últimas ele ganhou mais importância e consequentemente mais relevância na história, até pelos embates criados entre ele e a June, que no fim já nem eram mais um casal como no início. Já a Moira também sempre foi escanteada, porém especificamente nessa temporada ela tem uma ótima participação e importância para todo o contexto da trama ali junto com a June.
Amanda Brugel sempre com ótimas contribuições em sua personagem Rita, isso desde o início da série.
Já o Sam Jaeger com seu personagem Mark Tuello ganhou bastante importância e notoriedade nessas duas últimas temporadas.
Boa temporada também da Ever Carradine como Naomi Putnam.
E por fim mas não menos importante, temos a volta da incrível Alexis Bledel como Emily Malek, que havia deixado a série. Poder vê-la novamente ao lado da June me trouxe de volta lembranças da incrível primeira temporada da série.

Por fim:
A sexta e última temporada de "The Handmaid's Tale" é boa, é digna, por mais que apresente alguns problemas no caminho, mas ainda assim tivemos fechamentos de algumas histórias, de alguns personagens e tivemos finais em abertos em outros, como no caso da própria June. A parte final da June revisitando a casa dos Waterford, onde ela viveu e sofreu todas as torturas lá no início, é completamente cinema. Toda sequência dessa cena é bastante emotiva, é bastante comovente, mexe com a gente que viveu e acompanhou toda essa sua trajetória para chegar até aonde ela chegou, e terminar dessa forma que ela terminou, sem conseguir de volta o seu principal objetivo na vida é ainda mais pesado e difícil, que era ter de volta a sua filha Hannah (Jordana Blake).

A história principal de "The Handmaid's Tale" chega ao seu final, mas o universo da série continuará a partir dos spin-offs "Os Testamentos: Das Filhas de Gilead".

E aqui eu me despeço de mais uma série que marcou a minha vida cinéfila. De uma série que eu aprendi a amar desde o lançamento do primeiro episódio da primeira temporada. "The Handmaid's Tale" ficará para sempre em minha memória marcada como uma das melhores séries que eu já acompanhei na vida.

A temporada pode até não ser 5 estrelas, mas a série como um todo sempre foi!⭐⭐⭐⭐⭐

- 24/06/2026
Mary Pereira
Mary Pereira

3 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 16 de maio de 2026
A série podia ter fechado com chave de ouro, mas o final ficou sem sentido e a desejar. Não gostei!