Beijo Explosivo começa com uma proposta simples, porém envolvente. A história acompanha Darin, uma jovem pobre que sofre rejeição dentro da própria família, principalmente da irmã, que sente vergonha dela. Para fugir do casamento da irmã, Darin decide trabalhar em um hotel, onde conhece Jihyeok, um CEO rico. A partir daí, o romance entre os dois se desenvolve e conduz a trama. Nos primeiros episódios, o dorama consegue prender a atenção. Apesar de alguns furos de roteiro, a história flui bem e desperta curiosidade. O relacionamento do casal principal evolui rápido, mas ainda funciona dentro da proposta. Com o avanço dos episódios, porém, certos acontecimentos passam a existir apenas por conveniência de roteiro. A parada cardíaca da mãe da Darin, por exemplo, é resolvida rápido demais, sem impacto emocional, mesmo sendo uma personagem importante para a história.
A partir do episódio 8, o dorama começa a se arrastar. A trama fica presa na rivalidade repetitiva entre o CEO da Natural Bebê e sua irmã, um conflito que não evolui e torna os episódios cansativos. O núcleo do pai solteiro também ganha bastante espaço. Seonu é apresentado como um homem fechado emocionalmente, que cria sozinho o filho Jon. A relação entre pai e filho é um dos pontos mais humanos do drama, e o Jon acaba sendo um personagem carismático que conquista facilmente o público. Já o romance entre Seonu e Haeyon é MUITO problemático. A relação é confusa, mal desenvolvida e marcada por situações em que ela precisa constantemente se provar, se humilhar e insistir para ser aceita. Em muitos momentos, parece que o casal só existe para que o Jon tenha uma figura materna, e não porque Seonu realmente demonstra sentimentos claros por ela o que enfraquece completamente o romance.
Apesar disso, Haeyon se destaca como uma das melhores personagens da obra, sendo carismática, madura e emocionalmente forte, enquanto o roteiro não a valoriza como deveria.
O final é decepcionante. No último episódio, Jihyeok perde a memória de forma repentina (um clichê comum em doramas) e a recuperação acontece sem explicação. Além disso, conflitos importantes são simplesmente ignorados, como o reencontro entre Darin e sua irmã, que nunca acontece, mesmo sendo essencial para o fechamento da narrativa. No geral, Beijo Explosivo tinha potencial e um começo promissor, mas se perde na metade, repete conflitos desnecessários e entrega um final apressado, cheio de furos de roteiro. Uma história que começa bem, mas termina deixando mais frustração do que emoção!