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    Sasha Pieterse explica como a evolução de Alison reflete a Era das Mídias Sociais em PLL: The Perfectionists (Entrevista)
    Por Laysa Zanetti — 13 de jul. de 2019 às 08:17

    Spin-off já está disponível no Globoplay.

    Got a secret, can you keep it?

    Quando Pretty Little Liars estreou em 2010, talvez ninguém esperasse que ainda estivéssemos falando sobre a série quase uma década depois. O drama adolescente protagonizado por Ashley Benson (Hanna), Troian Bellisario (Spencer), Lucy Hale (Aria) e Shay Mitchell (Emily), como as Liars, rapidamente se transformou em uma sensação com hashtags explodindo nos Trending Topics do Twitter semanalmente e fãs obcecados com os casais e as teorias. Quando, eventualmente, Sasha Pieterse passou a integrar o elenco de forma regular — com (spoiler?!) o retorno de Alison DiLaurentis —, os mistérios ficaram ainda mais confusos e intrigantes. “Quem é -A?” talvez tenha sido a pergunta mais respondida (e posteriormente refeita) da série. Após o fim da sétima (e última) temporada, o drama pode até chegado ao fim na não-tão-pacata-Rosewood, mas continua em Beacon Heights, com novos e velhos personagens que ganham vida no spin-off.  

    Pretty Little Liars: The Perfectionists acompanha Ali e a sempre questionável Mona (Janel Parrish) caindo de cabeça em novos problemas quando começam a trabalhar juntas na prestigiada e concorrida Universidade de Beacon Heights. Após o primeiro assassinato da cidade, tudo o que parece ser perfeito vem à tona com segredos, mentiras e muitas (muitas) tramas sendo aos poucos reveladas.

    “Eu interpreto Ali há quase uma década, e acho muito interessante a forma como a história dela evolui”, explica Sasha Pieterse, em entrevista concedida ao AdoroCinema. “Eu nunca fiquei entediada com ela porque tudo é muito louco, ela começa muito malvada [...] e as coisas vão mudando. Sempre tem algo de diferente com ela, e na última temporada [de PLL] você começa a ver um lado mais doce se desenvolver, ela quer ser uma mãe melhor e uma versão melhor de si mesma. Estava empolgada para ver até onde isso iria, e explorar este novo lado de Alison.”

    Produzida pelo canal norte-americano Freeform, Pretty Little Liars: The Perfectionists tem uma temporada completa com 10 episódios, que chegaram ao Brasil oficialmente nesta sexta-feira (12) através do Globoplay. A história, baseada em uma outra série de livros de Sara Shepard — que não tem ligação direta com Pretty Little Liars nas páginas — chamou a atenção de I. Marlene King quando a série original estava em sua sexta temporada. Desde então, a produtora começou a desenvolver o projeto, já tendo conversado com Pieterse sobre a possibilidade do spin-off, o que ela aceitou quase imediatamente.

    “Enquanto atriz, ao interpretar uma personagem por tanto tempo, sempre há o risco de ficar presa em uma mesma rota e sentir que a sua criatividade está se esvaindo”, confessa a atriz. “Mas eu raramente senti isso com Alison. Então, continuar com ela não era algo que eu via como entediante, estava curiosa para descobrir para onde ela poderia ir.”

    Na história, Ali é a nova professora de literatura, que logo se vê envolta no mistério em torno da família mais poderosa, os Hotchkiss. Ela tenta ajudar Ava Jalali (Sofia Carson), Caitlin Lewis (Sydney Park) e Dylan Walker (Eli Brown) após um misterioso assassinato. É por isso que, no início da temporada, Alison está determinada a dar um novo passo em sua vida, algo que a personagem enfatiza como uma mudança “de menina malvada para mentora”. Para Pieterse, há algo que os fãs podem absorver deste novo ponto de vista.

    “Muito da jornada da Alison é sobre evolução, crescimento”, explica. “Acho que o importante é as pessoas entenderem que nunca é muito tarde para mudar a sua vida para melhor. É uma das coisas importantes. Se você quiser conseguir um novo trabalho, ter mais pessoas positivas em sua vida, para basicamente ser uma versão melhor de si mesma, acho que é essa a lição que Ali está passando. Quer dizer, uma parte disso dá errado, mas tem uma verdade no fundo disso [risos].”

    Enquanto, na série, todo o ambiente gira em torno de mortes, conspirações e traições, a atriz acredita que tudo isso pode servir como metáfora para o que as pessoas refletem nas redes sociais. “E, é claro, também é algo a que devemos estar atentos neste momento. Existe uma diferença entre ‘ser uma versão melhor de si mesmo’ e ‘querer ser outra pessoa’. Estamos o tempo todo vendo as pessoas nas mídias sociais, no Twitter e no Instagram, e é fácil imaginar que essas pessoas são perfeitas e querer ser exatamente como elas, e achar que as vidas delas são muito incríveis e muito melhor que as nossas”, declara. 

    “A grama do vizinho não é mais verde que a sua, todo mundo tem um problema com que está lidando, e isso não é algo que você necessariamente quer para a sua vida”, pontua. “É muito mais interessante se tornar a melhor versão de si mesmo trabalhando em si mesmo, criando um ambiente saudável, ao invés de jogar tudo para o alto para se tornar outra pessoa. Então, acho que Alison chegou a um ponto em que ela tem mais confiança em si mesma porque acredita que pode mudar.” 

    “É por isso que ela quer ajudar estes jovens. Não é apenas para beneficiá-los, é também para provar para ela mesma que ela é uma pessoa diferente, que ela realmente está se tornando quem ela quer ser”, pontua. “Uma versão melhor de quem ela já é. As coisas dão errado, mas as intenções iniciais dela são importantes. Acho que ela usa o que aconteceu em Rosewood para o melhor e por isso os fãs vão gostar. E, é claro, é legal ver o lado petulante dela de volta.”

    Sobre uma possível segunda temporada, o que Pieterse quer ver são mais perigos e uma série mais sombria:

    “Com PLL, se você olhar para onde começamos e o tipo de perigo com que lidávamos no início e onde chegamos, é incrível o quanto elas cresceram e o quão sombria ela ficou”, compara. “Com [The Perfectionists], não começamos tão suave, então nós já atingimos um outro nível. Especialmente na season finale, é um tipo de ameaça diferente que é mais extrema que o normal. E, novamente, é um tipo de paralelo. Não apenas estamos tentando ser perfeitos nas mídias sociais, mas também existe uma outra versão, sobre o quão assustador isso é, e quão facilmente as pessoas podem descobrir coisas sobre a sua vida e influenciar nisso. Existe toda aquela história do Grande Irmão, e do governo influenciando na sua vida pessoal. Então, estou empolgada para nos aprofundarmos nisso. É extremo, mas é muito poderoso e também pode ser bastante assustador. Será interessante ver como Alison vai lidar com isso sob pressão, e se ela será capaz de ajudar os jovens com isso. O nível de perigo vai aumentar definitivamente, e eu gosto disso. Para a série, é divertido mergulhar neste lado.”

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