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    5 motivos por que a saída de Andrew Lincoln pode fazer bem a The Walking Dead
    Por Laysa Zanetti — 10 de jun. de 2018 às 09:40

    Sim. Há vida depois de Rick Grimes.

    Foi uma grande surpresa para o público de The Walking Dead quando algumas notícias começaram a circular no final de maio informando que a nona temporada seria a última de Andrew Lincoln. O ator é o intérprete do protagonista Rick Grimes desde a primeira temporada, e se a morte de Carl (Chandler Riggs) já não havia levantado perguntas o bastante, agora os fãs da série definitivamente estão preocupados. Há vida pós-Grimes?

    Bom, o AdoroCinema está aqui para provar que sim. Nós listamos cinco motivos por que a saída do protagonista pode ser o impulso de que a série estava precisando nos últimos anos para voltar a ter a relevância que teve nas suas primeiras temporadas. Afinal, não é mistério para ninguém que o drama zumbi andou perdendo muita audiência.

    Existem outros personagens

    AMC/Divulgação

    Sim, existem outros personagens em The Walking Dead. Até demais, às vezes, diga-se de passagem. O foco em Rick Grimes como centro da história o tempo todo acabou deixando a série em um lugar confortável, pois o tempo todo as temporadas acabam voltando aos mesmos subtemas de vingança, perdão, amor e ódio. Sem Rick, o próximo passo óbvio seria dar mais destaque a outros veteranos, como Daryl (Norman Reedus, que negocia uma renovação milionária para o seu contrato) e Carol (Melissa McBride). Por isso, a dinâmica naturalmente deve mudar, e — já que estamos em campo especulativo, podemos sonhar — possivelmente para melhor.

    Chega de sofrer

    Rick tenta encontrar um lugar novo para morar, monta residência, faz inimigos, perde companheiros e então precisa se mudar ou reconstruir tudo de novo. Quantas temporadas foram assim? Muitas. Agora imagine se as coisas pudessem ser diferentes! É claro, seguindo a ordem das histórias das HQs, a previsão é que o grupo permaneça em Alexandria de fato, mas o que a saída de Rick pode proporcionar de positivo neste quesito é uma guinada na história para que ela não seja o tempo todo movida a ódio e tristeza. Rick perdeu muitos amigos e familiares ao longo dos últimos oito anos, e embora o “novo mundo” tenha endurecido a todos, tirá-lo de cena pode fazer com que os outros sobreviventes que tomarão o centro tragam novos ares para a trama. O próprio Daryl é um personagem muito mais agradável e, dada uma chance, poderá até oferecer uma visão mais esperançosa desta nova vida.

    Rick não é lá o personagem mais legal

    Imagine uma The Walking Dead em que passamos menos tempo ouvindo os discursos de Rick e mais tempo com Daryl indo de moto de localidade em localidade ajudando pessoas. Só imagine...

    Às vezes, menos é mais

    The Walking Dead tem tanto personagem, mas tanto personagem, que alguns nem mesmo fazem falta. Talvez a despedida de Lincoln seja no alerta necessário para que a produção comece a se livrar de outros personagens (secundários e terciários, principalmente) que acrescentam tanto na história e acabam roubando tempo de tela de outros que poderiam ser desenvolvidos com mais profundidade.

    Um reset faz bem

    Fear the Walking Dead pode até ter um público consideravelmente menor que a série principal, mas nos últimos um ano e meio tem aproveitado muito melhor as situações. Sobretudo com a quarta temporada, que transformou completamente o que era a série, a trama está mais dinâmica e promissora. Portanto, por que não acreditar? A mudança de ares (de showrunner, de protagonista, de antagonistas) talvez seja o segredo.

     

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