Depois das aclamadas e emocionantes Todo Dia a Mesma Noite e Os Quatro da Candelária, a Netflix irá lançar mais uma série brasileira inspirada em uma investigação real. Na próxima quarta-feira, 18 de março, Emergência Radioativa propõe manter acesa a memória de uma tragédia que dominou os noticiários no final dos anos 80.
Com direção geral de Fernando Coimbra — responsável pelos longas O Lobo Atrás da Porta e Os Enforcados —, a minissérie aprofunda-se no acidente nuclear com Césio 137, que assolou Goiânia em 1987. E, assim como nos títulos mencionados acima, cria uma dramatização e personagens a partir dos eventos e pessoas reais que estavam envolvidas no caso.
Por tratar-se de uma situação muito séria e trágica — o maior acidente radiológico do país até hoje — Johnny Massaro, que interpreta o protagonista Márcio, faz questão de ressaltar o cuidado e a sensibilidade de levar essa história para a ficção:
"A gente precisa ter muito respeito ao abordar essa história porque a gente está lidando com dores reais. É uma ferida muito imensa na nossa História que muita gente não conhece", pontuou Massaro em um vídeo de divulgação da Netflix.
O que aconteceu na tragédia que inspirou Emergência Radioativa?
Netflix
A minissérie Emergência Radioativa se baseia nos acontecimentos que se desenrolaram tragicamente em Goiânia, no ano de 1987, após o descarte irregular de uma máquina de radiografia. Um grupo de catadores de lixo encontraram o aparelho em um ferro-velho e ficaram curiosos com o conteúdo azul fluorescente que estava armazenado em uma das câmaras da máquina. Eles não sabiam que o pó brilhante se tratava de Césio-137, uma substância extremamente radioativa e tóxica.
A partir daí o Césio acabou sendo transportado e passado de mãos em mãos pela capital goiana. Quando a situação chegou às autoridades, a situação já tinha saído de controle e os níveis de radiação chegavam a patamares altíssimos em algumas localidades, provocando uma verdadeira emergência de saúde e segurança pública.
A Escala Internacional de Acidentes Nucleares classifica o acidente como nível 5, carimbando-o como o maior desastre radiológico do mundo fora de uma usina nuclear (como foi o caso de Chernobyl). Quatro pessoas morreram por consequências diretas da exposição ao Césio e centenas sofreram algum tipo de impacto à saúde.
Emergência Radioativa irá abordar o caso a partir da perspectiva dos médicos, cientistas e autoridades públicas que trabalharam na contenção de danos do acidente.