Nem Goku, nem Gohan: Kamehameha preferido de Akira Toriyama em Dragon Ball é um dos mais engraçados de todo o anime
Diego Souza Carlos
Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.

Momento inesperado ganhou cargas emocionais com o tempo.

É curioso pensar em como falas e bordões ganham raízes profundas no imaginário popular. Parte deste emaranhado de frases de efeito estão ataques de personagens icônicos: de Hadouken a Kamehameha, são inúmeros os dizeres que acabam caindo no gosto do público. Este último, especificamente, carrega toda uma trajetória pelas mãos (e voz) de Goku, a cara da amada franquia Dragon Ball.

Também conhecida como Onda Vita, a técnica libera uma poderosa rajada de energia contra os inimigos do herói. No entanto, a cada novo arco ou narrativa, existem motivos que levam o protagonista a descarregar ainda mais poder e emoção no ataque. Embora existam Kamehamehas épicos ao longo da história do anime, o favorito de Akira Toriyama, criador da saga, não é nem de longe o mais dramático.

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Para o eterno realizador, a versão que mais acalentava o seu coração era a primeira, que não foi executada nem por Goku nem por Gohan. “O que mais me impressionou foi o primeiro, o que Mestre Kame lançou. Porque a história do Kamehameha começou aqui. Além disso, acho que a forma como ele disparou foi eficaz”, comentou ele em entrevista publicada no Dragon Ball Daizenshuu 4: World Guide.

A primeira vez em que os leitores do mangá tiveram acesso à técnica foi em uma cena tão cômica quanto inesquecível, com camadas emocionais adicionadas ao longo do tempo. Na trama, o Mestre Kame decide apagar um incêndio na Montanha Frypan com o golpe que se tornaria muito famoso na cultura pop.

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Trata-se de uma solução lógica? Não! Mas talvez as escolhas criativas absurdas sejam justamente o que sempre diferenciou Dragon Ball de outros animes e o fez tão querido pela audiência.

Depois deste primeiro Kamehameha, muitos outros vieram pelo caminho, sempre carregados com muita emoção e, eventualmente, um pouco de comicidade.

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