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    Mank: O que você precisa saber sobre Cidadão Kane antes de assistir ao novo filme da Netflix
    Por Barbara Demerov — 2 de dez. de 2020 às 14:56

    Novo filme de David Fincher estreia em 04/12.

    Mank, novo filme de David Fincher (A Rede Social) que tem tudo para estar presente na próxima cerimônia do Oscar, em 2021, estreia na Netflix em 04 de dezembro. O ator Gary Oldman protagoniza esta história baseada em fatos e ambientada na Era de Ouro em Hollywood.

    Leia a crítica de Mank

    Na pele do roteirista Herman Mankiewicz, que assina o texto de Cidadão Kane (um dos maiores clássicos do cinema), Mank é uma revisita ao deslumbrante passado de Hollywood e aos bastidores de produção. O filme não se limita à definição de "homenagem" e, assim, traz diversos pontos de reflexão sobre o mercado cinematográfico e o processo de um autor cético.

    Marion Davies (Amanda Seyfried) e Mank (Oldman)

    O filme certamente será considerado um deleite para os fãs da era mais clássica do cinema norte-americano - especialmente para aqueles que conhecem o trabalho de Orson Welles, diretor de Cidadão Kane.

    Mas, se você nunca teve a oportunidade de conferir a obra-prima de Welles, não se preocupe! Abaixo, relembramos os principais pontos de Cidadão Kane que se conectam com Mank.

    O roteiro de Cidadão Kane se baseou, em partes, em duas figuras reais de Hollywood

    Um ponto que Mank toca bastante é a grande polêmica envolvendo alguns personagens retratados em Kane. É sabido que o magnata William Hearst e a atriz Marion Davies foram inspirações diretas para Herman no processo de escrita, sendo Hearst o próprio Charles Kane e Davies uma atriz sem talento. Isso gerou incômodo às partes envolvidas e bastante atenção da mídia na época. Além disso, reza a lenda que Hearst tentou impedir o lançamento do filme por conta disso, mas Orson Welles sempre negou qualquer tipo de inspiração real nos personagens do filme.

    Orson Welles retratado ficcionalmente em Mank

    Orson Welles dirigiu, atuou, produziu e "co-escreveu" o filme

    Welles tinha apenas 25 anos na época do lançamento de Kane e, com ele, conquistou ainda mais sucesso e confiança por parte do mercado cinematográfico. No entanto, apesar de ter participado ativamente da produção desde o dia 1, há muitos indícios de que o roteiro não tenha passado por suas mãos. Em Mank, esta teoria é endossada pelo próprio Fincher, pois o espectador verá que todo o processo de criação foi feito exclusivamente por Herman.

    Orson Welles em Cidadão Kane

    Cidadão Kane é conhecido por ser o primeiro filme a romper com a narrativa linear

    Um dos elementos mais chamativos do filme de Welles é que o roteiro não se apega a uma linguagem linear, com começo, meio e fim. Na verdade, o início de Kane já traz o clímax da história: a morte de Charles Kane. A partir daí, o espectador acompanha toda a história por meio de flashbacks. Além disso, ela é contada através de uma investigação feita por Jerry Thompson, um jornalista. Ele quer saber o que significa a palavra "rosebud", dita por Kane em seu leito de morte. É essa única palavra que move toda a trama. Tais escolhas criativas foram consideradas inusitadas para os anos 40, mas ganharam bastante prestígio e reconhecimento ao longo dos anos.

    Cidadão Kane foi indicado a 9 Oscars

    O filme não passou despercebido na época de seu lançamento e conquistou a atenção da Academia. Porém, as polêmicas envolvendo Hearst e Davies, afetaram a imagem do filme e, como resultado, ele venceu apenas uma categoria: a de Melhor Roteiro. O prêmio foi dividido entre Mank e Welles.

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