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    Battle Royale: Conheça a versão mais sangrenta e brutal de Jogos Vorazes
    Por Kalel Adolfo — 11 de ago. de 2020 às 15:56

    Battle Royale, lançado em 2000, tem uma proposta extremamente semelhante a de Jogos Vorazes.

    Você provavelmente já ouviu falar sobre as comparações polêmicas entre Jogos Vorazes e Battle Royale. Apesar de Suzanne Collins ter afirmado que nunca leu o livro de Koushun Takami, o público não demorou para acusar a autora de plágio.

    As semelhanças entre as histórias não são escassas: Em ambas, o governo envia jovens para um local isolado, onde precisam se matar em um determinado período de tempo. Todo o horror é transmitido para as massas, como uma espécie de reality show macabro.

    E claro, existem as regras: Se mais de uma pessoa estiver viva até o fim do game, todos morrem, deixando a edição sem vencedores. As comparações apenas aumentaram quando Jogos Vorazes ganhou a sua primeira adaptação cinematográfica, protagonizada por Jennifer Lawrence.

    As brigas entre fãs foram tantas, que o próprio autor de Battle Royale precisou se pronunciar, dizendo que não iria processar Suzanne por plágio, pois seus livros tinham perspectivas diferentes. Agora, a pergunta que fica é: O que realmente muda entre os dois trabalhos, principalmente em suas versões para o cinema? Confira a seguir:

    Battle Royale é muito mais sangrento que Jogos Vorazes

    Apesar de terem premissas semelhantes, a execução de seus conceitos é extremamente diferente. Jogos Vorazes, por mais violento que seja, é uma franquia com foco no público adolescente. Já Battle Royale é uma jornada diferente: O longa é indigesto e extremamente sangrento.

    Logo nos primeiros minutos, percebemos que não haverão alívios narrativos. A atmosfera é rígida, e não sentimos esperança pelos jovens que serão sacrificados. Na época, o longa gerou controvérsia, e foi banido em vários países. Aqui no Brasil, foi lançado apenas em 2007.

    Atualmente, Battle Royale conquistou status cult, e é um dos filmes favoritos de Quentin Tarantino. Inclusive, o cineasta chamou uma atriz da produção para estrelar em Kill Bill, através da personagem Gogo Yubari.

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    O foco de Jogos Vorazes é a repressão governamental

    Diferente de Battle Royale, o foco de Jogos Vorazes é se aprofundar nas questões da repressão política. Durante todos os filmes da franquia, vemos Katniss desenvolvendo posturas de resistência e oposição à elite.

    Battle Royale flerta com essas temáticas, mas está mais preocupado em construir uma experiência acerca do jogo, e não sobre o sistema que o criou.

    Não há um protagonista definido em Battle Royale

    Por mais que a narrativa gire em torno de três jogadores, não há protagonismo definido em Battle Royale. Todos estão sob o mesmo nível de vulnerabilidade, e podem ser mortos a qualquer instante. Tudo isso contribui para a atmosfera sufocante da produção.

    Em Jogos Vorazes, sabemos que Katniss é o foco. Portanto, por mais que nós fiquemos tensos, é possível imaginar que ela sobreviverá por toda a franquia. E isso não é um ponto fraco, já que a protagonista — como dito anteriormente — representa a resistência na trama. Seu arco sintetiza toda a mensagem do filme.

    Relação entre os participantes dos jogos

    Em Battle Royale, o impacto das mortes é ainda maior, já que todos ali eram amigos ou conhecidos. Em Jogos Vorazes, as pessoas podem se conhecer, mas não necessariamente possuem algum vínculo.

    Não há um filme melhor ou pior. Contudo, é possível dizer que enquanto Jogos Vorazes nos convida a refletir sobre sistemas políticos, Battle Royale é um soco no estômago, propondo a mesma reflexão de maneira muito menos suavizada.

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