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    Festival Mix Brasil 2018 traz biografias de artistas LGBT como Oscar Wilde, Emily Dickinson e Robert Mapplethorpe
    Por Bruno Carmelo — 17 de nov. de 2018 às 10:00
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    Conheça mais sobre a vida afetiva de alguns dos maiores escritores, fotógrafos e dramaturgos dos últimos séculos.

    A fraca representatividade de personagens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros na televisão e no cinema faz com que muitos indivíduos LGBTQI se sintam pouco inseridos na sociedade, sem referências para sua própria afetividade.

    Neste sentido, eventos como o 26º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade ajudam a lembrar que alguns dos maiores nomes das artes e das culturas mantiveram relacionamentos homoafetivos, enfrentando as normas sociais. Na onda das cinebiografias, cada vez mais frequentes no circuito comercial, o Mix Brasil também traz suas próprias biografias fictícias e documentais sobre artistas LGBTQI:


    Colette: A escritora francesa, que viveu entre 1873 e 1954, é interpretada por Keira Knightley no filme homônimo. Embora o foco da produção seja a sua produção textual como escritora fantasma antes de ser reconhecida oficialmente, o roteiro inclui os romances de Colette com mulheres.

    Oscar Wilde: Ator assumidamente homossexual, Rupert Everett dirige e atua no papel principal de O Príncipe Feliz. O autor de "O Retrato de Dorian Gray" levou uma vida de excessos e festas, até ser preso por sua sexualidade e depois enfrentar sérios problemas financeiros e de saúde.

    Emily Dickinson: A trajetória triste da poetisa (Molly Shannon), que teve pouco reconhecimento em vida, ganha um viés cômico em Loucas Noites com Emily. O projeto ressalta o romance vivido entre a escritora e sua cunhada (Susan Ziegler).

    Robert Mapplethorpe: Ícone da cultura LGBT por suas fotografias em preto e branco com nudez masculina e temática sadomasoquista, Mapplethorpe (Matt Smith) ganha uma biografia um tanto convencional sobre sua arte, seus relacionamentos com Patti Smith e Sam Wagstaff, e a morte em decorrência do HIV.

    Rogéria: No documentário Senhor Astolfo Barroso Pinto, a performer e atriz relembra a sua vida quando ainda vivia com uma identidade masculina, até assumir definitivamente a identidade feminina e se tornar uma das travestis mais famosas do Brasil.

    Terrence McNally: O dramaturgo, criador de "O Beijo da Mulher-Aranha", foi um intenso defensor dos direitos das minorias, como lembra o documentário Uma Vida por Trás da Cena. O filme conta com depoimentos de Meryl StreepNathan Lane e Christine Baranski.

    Kevyn Aucoin: O maquiador de Cher, Naomi Campbell, Kate MossCindy CrawfordBrooke Shields ganha uma biografia em A História de Kevyn Aucoin, que relembra não apenas a vida do profissional, mas também o mundo da moda no fim do século XX, até sua morte misteriosa em 2002.

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