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    Festival de Cannes 2018: Lars von Trier mostra o inferno por dentro em The House That Jack Built
    Por Bruno Carmelo e Renato Hermsdorff — 15 de mai. de 2018 às 10:00

    Episódios na vida de um matador em série.

    Bem-vindo ao inferno.

    Na manhã do dia 15 de maio foi apresentado à imprensa The House That Jack Built, de Lars von Trier, um dos filmes mais aguardados da 71ª edição do festival de Cannes. A sessão foi cercada por expectativas de violência extrema, já que muitas pessoas teriam abandonado a exibição para convidados na véspera.

    O resultado é muito interessante. Neste suspense com vários momentos cômicos, Jack (Matt Dillon) é um engenheiro com uma compulsão pelo assassinato de mulheres. Ele não é um matador particularmente talentoso, mas as pessoas andam tão individualistas que não se importam em ouvir uma mulher gritar na casa ao lado. Talvez o principal tema do filme seja este: a falta de humanidade. O melhor exemplar dp pessimismo são as imagens de dentro do inferno. Sem estragar a surpresa, basta dizer que a composição é muito diferente do imaginário de fogo e do Diabo.

    Quanto à violência, ela certamente tem momentos fortes, mas são curtos, e entrecortados por longas discussões sobre a natureza humana e a possibilidade de interpretar o assassinato como obra de arte. De qualquer modo, nada que não tenha sido retratado de modo ainda mais forte em Anticristo, por exemplo. The House That Jack Built cria um diálogo ainda mais próximo com Ninfomaníaca, outro retrato de uma compulsão contado a uma terceira pessoa, misturando filosofia e momentos chocantes.

    O filme tem estreia garantida no Brasil, mas ainda não ganhou uma data de lançamento. 


    Leia todas as nossas críticas no guia do festival de Cannes.

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    • Vidamell Vida R.
      gostei.
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