James Franco irá dirigir e estrelar o longa-metragem A Boy Named Shel, cinebiografia do escritor americano Shel Silverstein (1932 - 1990). O ator indicado ao Oscar pela performance em 127 Horas vai desenvolver o projeto com base no roteiro escrito por Chris Shafer e Paul Vicknair, de Antes do Adeus, Deixa Rolar e filme ainda inédito Naruto (versão com atores do popular anime).
O texto de Shafer e Vicknair tem como base o livro homônimo escrito por Lisa Rogak. O material original "conta a história de uma vida tão excêntrica e aventureira quanto qualquer uma das criações" de Silverstein, afirma a sinopse oficial.
"Sua criatividade sem fronteiras trouxe fama e fortuna — e nada disso mudou seu estilo de vida modesto — e seus livros infantis venderam milhões de cópias. Mas ele era mais do que um escritor infantil. Ele colaborou com todos que cruzavam seu caminho, encontrou sucesso em uma vasta gama de gêneros que diversos artistas jamais poderiam esperar dominar", diz a sinopse.
Shell é o autor de livros como A Árvore Generosa, Where the Sidewalk Ends e A Light in the Attic. Além de seus trabalhos na literatura para crianças, compôs canções importantes do cancioniro americano como "A Boy Named Sue" (famosa na voz de Johnny Cash), escreveu peças experimentais, roteiros para cinema e escreveu e executou múltiplos instrumentos musicais em trilhas sonoras para o cinema. Ao longo de sua vida, o artista recebeu dois prêmios no Grammy, além de indicações no Oscar e no Grammy.
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A Boy Named Shel não tem previsão de estreia. Franco recentemente viveu o auge de sua carreira como diretor e fez um de seus maiores trabalhos como ator com outra cinebiografia, o drama Artista do Desastre, aclamado filme sobre o infame longa-metragem The Room (2003), de Tommy Wiseau.
Entre os trabalhos ainda inéditos de Franco nos cinemas estão o filme sobre o mutante Madrox, o Homem-Múltiplo (herói da Marvel que vai integrar o universo dos filmes sobre os X-Men produzidos pela Fox), a série dos irmãos Coen (The Ballad of Buster Scruggs) e mais dois projetos próprios (Zeroville e The Long Home).